hoje

Posted 30/06/2009 by LN
Categories: conversa

Prescindo de ir buscar um pensamento e afixá-lo como «pensamento do dia». Coloco antes uma «recomendação do dia» e perante tal, cada um faz como entender, desde atendê-la a ignorá-la.

Valorem-se as pessoas e as coisas boas da vida, seria a frase do dia. Diga-se o que se sente de bom e de feliz, sorria-se às pessoas e aproveite-se o sol interior. O dia vale também de acordo com o olhar que lhe lançamos… Goze o dia.

Pensamento do dia

Posted 22/06/2009 by LN
Categories: Citação

Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se.

S. Kierkgaard

(Imagem aqui)

Home, o “planeta azul”…

Posted 18/06/2009 by LN
Categories: ambiente

home

HOME, o mundo é a nossa casa

Yann Arthus-Bertrand leva-nos numa viagem original à volta da Terra, para que possamos contemplá-la e entendê-la.

E algumas imagens são mesmo de perder o fôlego :)

Como dizem os spots publicitários,”Home” ajuda a perceber a nossa relação com o planeta e encoraja-nos a proteger o nosso Mundo!

Website oficial: http://www.home-2009.com

Não deixe de se deixar aliciar por uma visita rápida aqui…..

Pelo que se quer ver acontecer

Posted 17/06/2009 by LN
Categories: Citação

Depois da Petição Pública por causa do Modelo de Desenvolvimento Profissional, com link aqui,

o Forum Enfermagem dinamiza a Petição Pública pela carreira,  apelando a blogs e sites.

Música de fundo: Angel, Sarah McLachlan

Posted 17/06/2009 by LN
Categories: Citação

Pensamento do dia

Posted 15/06/2009 by LN
Categories: Citação

beautifulroads02

“Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes”

“Há pessoas que nunca se perdem porque nunca se põem a caminho”

Goethe

Pensamento do dia

Posted 14/06/2009 by LN
Categories: Citação

Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida.

Simone de Beauvoir

Livros e leituras: “A passo de caranguejo”

Posted 13/06/2009 by LN
Categories: leituras, sociedade

eco_apassodecaranguejo

“Os escritos reunidos neste livro foram publicados entre o início de 2000 e o final de 2005, os anos do 11 de Setembro, das guerras no Afeganistão e no Iraque, da instauração de um regime de populismo mediático em Itália. Ao lê-los, o leitor comprovará que desde o fim do último milénio temos vindo a caminhar para trás a um ritmo dramático. A seguir à queda do Muro de Berlim foi necessário desenterrar os mapas de 1914. As nossas famílias voltaram a ter empregados de cor, como em E Tudo o Vento Levou. A pouco e pouco, o vídeo fez com que a televisão se pudesse converter num cinematógrafo e, graças à ajuda da Internet e das pay-tv, Meucci levou a melhor sobre Marconi e a sua telegrafia sem fios. Agora, o i-Pod reinventou a rádio.

Terminada a Guerra-fria, os conflitos no Afeganistão e no Iraque fizeram-nos regressar à Guerra Quente; desenterrámos o Grande Jogo de Kipling e voltámos aos tempos do choque entre o Islão e a Cristandade, com os novos assassinos suicidas do Velho da Montanha e os gritos de «socorro, os Turcos!».

Apareceu outra vez o fantasma do Perigo Amarelo, ressurgiram as disputas entre a Igreja e o Estado, a polémica antidarwiniana do século XIX e o anti-semitismo, e o nosso país voltou a ser governado pelos fascistas (muito post, é certo, mas alguns indivíduos ainda são os mesmos). Quase que parece que a História, cansada das confusões dos últimos dois mil anos, se está a enrolar em si própria, caminhando velozmente a passo de caranguejo.

Este livro não pretende explicar o que é que devemos fazer para reencontrar a direcção certa, propõe-se apenas travar por alguns instantes este movimento retrógrado.”

A ler, com carácter obrigatório, por quem se interesse por olhares críticos para este mundo em que vivemos. Eco pode até nem ser amável mas é acutilante; pode parecer céptico, mas obriga-nos a repensar. Como diria,  hoje e noutros tempos: «cinco estrelas».

“Transition to practice”, uma preocupação actual

Posted 13/06/2009 by LN
Categories: enfermagem

A ideia responde por nomes diversos  – transition to practice, residency  -  e suporta-se em modelos  com algumas diferenças – mentorship, preceptorship, clinical supervision. Em todos, a linha estrutural é o suporte à indução profissional dos enfermeiros e à prática apoiada, em processo formal.

Transition to practice: promoting public safety, do NCSBN  (National Council for State Board Nursing, EUA). O modelo leva uns anos de reflexão e tem uma esquemática interessante.

A temática da transição para a prática, ou seja, na passagem da vida académica para a vida profissional,  encontra-se em diversas fontes.

“Todos os enfermeiros e parteiras recém-formados devem receber um adequado período de indução e preceptorship no inicio da sua prática profissional” Recomendação 21 do “Fitness for Practice”, Nursing and Midwifery Council, 1999. Pode aplicar-se igualmente ao profissional competente num determinado domínio, que pretende lidar com um novo papel, ou integrar uma segunda actividade numa área que não lhe é familiar. (Bain, 1996). O Preceptorship foi introduzido no Reino Unido pelo United Kingdom Central Council for Nursing, Midwifery and Health Visiting (UKCC), como parte integrante do Post-Registration Education and Practice Program (1993) – PREPP. Sob a “Agenda for Change” (Department of Health, 2005)  existe uma grande expectativa de que a nível das organizações de saúde, se criem as condições favoráveis em termo de suporte para que os profissionais se possam desenvolver a si e contribuir para o desenvolvimento dos outros. A realidade tem ficado um pouco aquém das expectativas – resistências pessoais, e falta de suporta organizacional são as razões apontadas (Davey, 2006).

Atravessando o Atlântico, de há uns anos a esta parte que o NCSBN tem recolhido evidências de programas de suporte à transição para a vida profissional. Especialmente no Estado de North Carolina,  o registo de “evidence-based transition-to-practice initiative”. Noutros estados, «Residency Programs». Na Austrália, o modelo que mais se encontra anda pelo «Mentorship»e a Nova Zelândia adoptou o «Clinical Supervision».

Description of NCSBN’s Transition to Practice Model

Transition to practice – literature review & Frequently Asked Questions

The organizational impact of a new graduate pediatric nurse mentoring: background and significance

Positioning mentorship within Australian nursing contexts – a literature review

A review of graduate nurses transition programs in Australia

The effectiveness of strategies and interventions that aim to assist the transition from student to newly qualified nurse

Desde o ano passado, o enfoque no «Transition to practice model»

NCSBN’s Transition to Practice model is intended to be collaboratively implemented with education and practice, but through regulation. Collaboration will be essential for this model to be successful. If adopted, regulation will be able to enforce the transition program through licensure.

NCSBN model

aqui

«moral da história» ou histórias com sentido – 7 -

Posted 12/06/2009 by LN
Categories: «histórias com sentido»

6 – Chocolate quente

5 – Pedras na praia

4 – A cobra e o pirilampo

3 – O Amor e a Loucura

2 – O monge e o escorpião

1 – A cenoura, o ovo e o café

O menino e a borboleta

Certo dia, uma criança estava a observar uma pequena abertura num casulo. Esteve a ver por muito tempo, percebendo que a pequena borboleta se esforçava, batendo as asas, para conseguir alargar o buraco e sair através da abertura. Ao fim de umas horas, não havia grandes progressos com as tentativas, pois a borboleta batia as asas contra as paredes do casulo e não parecia que alargasse suficientemente o buraco para passar.

Então, o menino decidiu ajudar – foi buscar uma tesoura e abriu o casulo cuidadosamente.  A borboleta saiu, então, facilmente. Mas o seu corpo era pequeno e as asas não tinham a força necessária para a sustentar. Continuou a observar a borboleta, à espera que as asas se abrissem e esticassem, prontas para o voo. Nada aconteceu… na verdade, a borboleta passou o resto da vida aleijada, rastejando, com o corpo murcho e asas encolhidas – nunca seria capaz de voar.

O que a criança não compreendia, na sua gentileza e vontade de ajudar, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para sair dele, seria o modo de fortalecer as asas e de a tornar apta a voar.  Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida, para nos tornarmos mais fortes e mais capazes.


delicioso….

Posted 11/06/2009 by LN
Categories: Homo ludens

MJM, do Que Universidade? fez-me sorrir pela simplicidade da ideia, a mim, que ando tanto em torno de processos de tomada de decisão…

“Eu costumo perguntar às pessoas, quando a ocasião é a adequada, “quais são as duas partes do corpo mais usadas na tomada de decisões em Portugal?” A reacção é sempre de defesa, antecipando alguma brejeirice da minha parte. E eu passo a explicar: “são o cotovelo e o joelho; fazem-se as coisas por dor de cotovelo, mas em cima do joelho”.

quem diria….

imagem aqui

Plano Nacional de Saúde (2004-2010) – Indicadores e metas

Posted 11/06/2009 by LN
Categories: saúde

PNS_indicadores

O Alto Comissariado da Saúde  lançou uma plataforma web assente num sistema de informação geográfica, que disponibiliza os Indicadores e Metas do Plano Nacional de Saúde  - o WebSIG permite monitorizar os ganhos em saúde no tempo e no espaço geográfico, contribuindo para uma visão integrada da saúde.“A aplicação possibilita realizar análises espaciais e temporais fundamentais na avaliação e explicação de padrões e tendências na utilização de serviços de saúde ou de resultados em saúde, constituindo ainda um instrumento útil para o planeamento estratégicos e apoio à decisão na área da Saúde.”

Estive a analisar os dados dos ganhos em saúde, no texto.  Relevo que muitos indicadores estão perto ou já nas Metas definidas. Contudo, alguns ainda estão afastados ou longe – e, de entre estes, os mais preocupantes – em meu entender – são os que se referem à protecção e promoção da saúde.

- Em Portugal Continental, a percentagem de Centros de Saúde com equipas de Saúde Escolar diminuiu 2,1% em 2005/2006, relativamente ao ano lectivo anterior, passando de 98% para 96%.

- A percentagem de alunos que no início da escolaridade obrigatória realizaram Exame de Saúde Global variou entre 73% e 76% nos últimos anos lectivos, em Portugal Continental. Estes valores do indicador ainda se encontram afastados da meta para 2010: 90% dos alunos de 6 anos com o estado de saúde avaliado.

- A percentagem de alunos de 13 anos que realizaram Exame de Saúde Global, que era 31% em 2002/2003, aumentou progressivamente nos últimos anos lectivos. Apesar deste aumento o valor do indicador em 2006/2007 (38%) ainda se encontrava muito afastado da meta para 2010. Nas Regiões Norte, Centro e Alentejo aumentou a percentagem de alunos de 13 anos de idade que realizaram Exame de Saúde Global. A cobertura da monitorização do estado de saúde dos alunos desta idade foi mais baixa nas Regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve, não atingido 30% da população alvo.

- Em Portugal Continental, a percentagem de alunos com o Plano Nacional de Vacinação actualizado na pré-escola apresentou um aumento relativo de 4,9%, entre 2002/2003 e 2006/2007. Neste último ano 86% das crianças tinham o PNV actualizado, valor ainda inferior à meta para 2010. De um modo geral, mais de 90% das crianças do ensino pré-escolar apresentavam o PNV actualizado. No entanto, na Região de Lisboa e Vale do Tejo registaram-se percentagens muito inferiores, tendo mesmo diminuído de 79%, em 2004/2005, para 65% em 2006/2007.

- Em Portugal Continental, a percentagem de alunos com o Plano Nacional de Vacinação actualizado aos 6 anos de idade variou entre 90 e 92%, nos últimos anos lectivos. Estes valores, apesar de elevados, encontram-se ainda abaixo da meta para 2010 (99%). Nas Regiões Norte e Centro a percentagem de alunos com o PNV actualizado aos 6 anos de idade era superior a 90%. Nas restantes Regiões este indicador apresentava valores um pouco mais baixos (entre 84% e 89% em 2006/2007).

- Em Portugal Continental, a percentagem de alunos com o Plano Nacional de Vacinação actualizado aos 13 anos de idade apresentou um aumento relativo de 6,4%, entre 2002/2003 e 2006/2007. Neste último ano lectivo, 83% dos alunos com 13 anos de idade tinham o PNV actualizado. A percentagem de alunos com o PNV actualizado aos 13 anos de idade foi, de um modo geral, superior a 80% nos últimos anos lectivos. Apenas na Região de Lisboa e Vale do Tejo se observaram valores mais baixos (entre 70% e 74%, no período analisado).

Nos últimos anos lectivos a percentagem de alunos com necessidades de saúde especiais passíveis de resolução, que tinham, no final de cada ano lectivo, o seu problema de saúde resolvido variou entre 51% e 58%. A meta para 2010 (75%) não foi ainda atingida.

Entre 2004/2005 e 2006/2007 a percentagem de alunos com necessidades de saúde especiais que tiveram o seu problema resolvido aumentou em todas as Regiões, à excepção do Algarve. A Região Centro apresentou o crescimento mais relevante.

No período de 2002/2003 a 2004/2005 a percentagem de escolas abrangidas pelo programa de Saúde Escolar que foram avaliadas, quanto às condições de segurança, higiene e saúde, variou entre 64% e 67%. Em 2006/2007 essa percentagem caiu para 41%, afastando-se da meta prevista para 2010 (todas as escolas avaliadas).

No período 2004/2005 a 2006/2007 a percentagem de escolas abrangidas pelo programa de Saúde Escolar que foram avaliadas quanto às condições de segurança, higiene e saúde diminuiu em todas as Regiões excepto no Algarve.

No ano lectivo 2006/2007, das escolas de Portugal Continental que foram avaliadas, 66% apresentaram boas condições de segurança e higiene do meio ambiente, percentagem inferior à verificada nos anos lectivos anteriores.

Nos últimos anos lectivos, apenas nas Regiões Centro e Algarve se registou aumento da percentagem de escolas com boas condições de segurança e higiene do meio ambiente (79% e 70%, respectivamente, em 2006/2007). Nas restantes Regiões a evolução foi desfavorável: no último ano lectivo, a percentagem de escolas com avaliação positiva no Alentejo e no Norte era inferior a 50%.

No ano lectivo 2006/2007, das escolas de Portugal Continental que foram avaliadas, apenas 25% apresentaram boas condições de segurança e higiene dos edifícios e recintos, percentagem muito abaixo da meta para 2010 (60%). Do total de escolas avaliadas apenas um pequeno número apresentava boas condições de segurança e higiene dos edifícios e recinto escolar, ainda que se tenha registado uma evolução positiva no período analisado em quase todas as Regiões. Destacou-se a Região do Algarve, com 40% das escolas com bons resultados, em 2006/2007.

No ano lectivo de 2004/2005, em Portugal Continental, a percentagem de intervenções de promoção da saúde em Saúde Escolar com orientações técnicas definidas não ultrapassou 45%. Ainda assim, esta percentagem representa um assinalável aumento de 125%, relativamente ao valor obtido em 2002/2003.

Indicadores e Metas, documento da ACSS

Pensamento do dia

Posted 10/06/2009 by LN
Categories: Citação

bebe1

“O homem pode sempre mais e coisa diversa daquilo que se esperaria dele. O homem é inacabado e inacabável e sempre aberto ao futuro.Não há homem total e não o haverá jamais.

(…)

Caminhamos para um futuro que não pode ser conhecido, que, na sua totalidade, não está decidido.A imagem que dele temos é incessantemente corrigida pela experiência. O conhecimento do ser na sua totalidade continua a ser-nos inacessível. O saber que temos da superabundante realidade não mais se completa. A nossa consciência está sempre em marcha.

A uma consciência que desejaria ter-se por definitiva opõe-se a realidade do ser que não deixa de se mostrar novo, diferente, através dos fenómenos que surgem incessantemente, forçando assim a nossa consciência a transformar-se indefinidamente.

Predizer verdadeiramente o futuro do homem seria já realizá-lo. Aqui predizer significa produzir. Se conseguissemos certificar-nos do que é a condição humana, com as definidas perspectivas das suas possibilidades infinitas, nunca mais poderemos desesperar definitivamente do homem.  (…)

Karl Jaspers

Participação em discussão pública

Posted 10/06/2009 by LN
Categories: enfermagem, saúde

aprec publi AEOE

Pode ir-se directamente ao site da AR, separata 99, e seguir as instruções. Fui por aqui…

Ou participar na Petição pública. Ou agir de outro modo que entender.

O que não pode é passar-lhe ao lado a participação na proposta de alteração dos Estatutos da Ordem dos Enfermeiros.

Causas

Posted 10/06/2009 by LN
Categories: humanitude

A real man never hits a woman.

The advocates for human rights

“Uma em cada três mulheres sofre alguma forma de violência todos os dias”

Amnesty Internacional

“Every day one out of three women run into a door or bump into a table”.

10 de Junho: no seu dia, sonetos…

Posted 10/06/2009 by LN
Categories: efemérides, poesia

camoes

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Alma minha gentil, que te partiste

Tão cedo desta vida descontente,

Repousa lá no Céu eternamente,

E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento Etéreo, onde subiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente,

Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te

Algũa cousa a dor que me ficou

Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,

Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

————————————-

Sete anos de pastor Jacob servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

Mas não servia ao pai, servia a ela,

Que a ela só por prémio pretendia.

Os dias na esperança de um só dia

Passava, contentando-se com vê-la;

Porém o pai, usando de cautela,

Em lugar de Raquel lhe deu Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos

Assim lhe era negada a sua pastora,

Como se a não tivera merecida;

Começou a servir outros sete anos,

Dizendo: − Mais servira, senão fora

Para tão longo amor tão curta a vida.

———————————–

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança:

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança:

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto,

Que não se muda já como soía.

—————————————

e mais por aqui.

Os Lusíadas, de L. Vaz de Camões

Posted 10/06/2009 by LN
Categories: literatura

Os Lusíadas – Canto I
1

As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

2

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis, que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando;
E aqueles, que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando;
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

3

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antígua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

4

E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Porque de vossas águas, Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipoerene.

5

Dai-me uma fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.

In Lusíadas, on line

efeméride do dia

Posted 09/06/2009 by LN
Categories: Citação

A 9 de Junho de 1815, terminou o Congresso de Viena e, de forma simples, o mapa da Europa foi redesenhado.

O objectivo do Congresso era procurar e afirmar um equilíbrio entre as nações com o intuito de evitar guerras e revoluções. No final da guerra napoleónica, os vencedores (Áustria, Rússia, Prússia e Inglaterra)resolveram selar um tratado para restabelecer a paz e a estabilidad epolítica na Europa. Apetece dizer que este objectivo presidiu a uma série de momentos históricos relevantes….

Entre 1 de Outubro de 1814 e 9 de Junho de 1815, os países estiveram reunidos, para garantir a paz na Europa. Para sintetizar, anote-se que as sessões de trabalho eram informais entre as grandes potências. Devido à maior parte dos trabalhos ser feito por algumas das potências representadas,  a maioria das delegações pouco tinha que fazer, pelo que Francisco II, Imperador do Sacr Império Romano-Germânico  oferecia entretenimento para as manter ocupadas. Tal facto acabou por levar  a um comentário famoso: le Congrès ne marche pas; il danse.

No encerramento do Congresso de Viena, pelo Artigo 105 do Acto Final, o direito português ao território de Olivença foi reconhecido.

leituras rápidas aqui, aqui, aqui e aqui….

Pensamento do dia

Posted 08/06/2009 by LN
Categories: Citação

O sinal mais seguro da sabedoria é a constante serenidade.
Montaigne

22 no PE

Posted 08/06/2009 by LN
Categories: sociedade

Dia de eleições -  de escolha dos 22 deputados europeus. Resultados nacionais já são conhecidos.

Em Portugal, a abstenção atingiu praticamente os 63% (nos Açores, chegou aos 78%)…

Na Europa, venceu a abstenção com uma média de 57%  contra 43% de votantes… ler

Portefolios

Posted 07/06/2009 by LN
Categories: educação, ferramentas

Are learning portefolios worth the effort?

BMJ | 9 august 2008 | Volume 337

Although the portfolio concept may seem deceptively simple, it is only too easy for the desired integrated, comprehensive picture to drown in a disorganised mess of useless information. Fortunately, the literature shows that three simple conditions can prevent this.

Mentoring is the single most decisive success factor. Without an audience, every portfolio is arguably a waste of time. (…) Evidence shows that portfolios improve the planning and monitoring of continuing medical education by combining external assessment and self assessment with mentoring.

Secondly, the portfolio must be smart and lean. (…) The concept of combining formative professional development alongside summative assessment is new. Clear guidelines on the purpose, contents, and organisation of the portfolio are essential.

Careful implementation is crucial. A strong resistance to the portfolio can be unleashed when learners are forced to stick to a rigidly prescribed format. Conversely, when learners are allowed to create a portfolio that reflects their personal interests and concerns, they will have a sense of ownership and be motivated to develop its content.

We need to overcome existing tensions in portfolio design and seek a strong evidence base to optimise their use. With proper mentoring, restricted but relevant content, and well balanced guidelines reflective of its purpose, a portfolio undoubtedly makes an important contribution to the effective assessment, both formative and summative, of performance in the workplace.

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