
Azulejo, Lisboa, LN, 2005-01-06
“Existe tradicionalmente uma relação estreita, na profissão, entre a ética e os saberes.
A profissão é uma comunhão de valores e de vida.
Instâncias legitimadas estabelecem regras e são encarregadas de velar por sua boa aplicação (…)
Exercer uma profissão supõe uma relação de serviço.
Exercer um ofício faz mais referência à operacionalização de um “saber-fazer” ou de uma especialização.
Se a profissão supõe o ofício, a relação inversa nem sempre pode ser afirmada.”
(Guy Le Boterf, Desenvolvendo a competência dos profissionais, p. 21).
Posto isto, as profissões têm Ordens, entre cujas finalidades se aponta a de garantir a confiança dos clientes ao confiarem-se a profissionais.
Ou seja, ser profissional supõe um nível de excelência no exercício, um grau de autonomia na condução das suas actividades e na gestão de situações complexas.
“O profissional dá um sentido à sua acção confrontando os seus valores com a realidade das situações nas quais intervém.
Ele saberá questionar-se.
A ética é uma busca: ela é ponto de partida e está sempre além de um regimento.
O profissional é capaz de uma reflexão ética.
Os valores, os compromissos, os princípios directivos são apenas um pretexto para essa reflexão” (Idem, p.23).
E por aqui me quedo agora. A pensar…




