“Cimeira de Gleneagles
G8: atentados em Londres adiam para amanhã oficialização do acordo sobre o clima” informa o Público.
As potências do G8 concluíram hoje na cimeira de Gleneagles, Escócia, um acordo sobre o clima mas os atentados em Londres adiaram a sua oficialização para amanhã.
Duas coisas:
o repúdio e a ofensa relativos aos atentados de Londres
a interrogação sobre a eficácia de uma declaração
Tratar-se-á de um documento que “reconhece a realidade das alterações climáticas, o papel das actividades humanas e a urgência de agir.”
Não é por nada, nem por cepticismo, mas isto já se sabe há umas décadas. Aliás, nos anos sessenta Hans Jonas falava do Princípio de Responsabilidade, virado para o ambiente. E nos ano 90, é famosa a Conferência do Rio. O que há de novo?
Diz Chirac, que o principal mérito desta cimeira será “restabelecer o diálogo” entre os sete membros do G8 que ratificaram o Protocolo de Quioto e os Estados Unidos que o rejeitaram em Março de 2001. Trata-se de um «sinal positivo»…. dizem.
Mas não seria suposto ir mais além? do que alinhar uma possibilidade de um novo fórum com os outros países? Não seria suposto termos consciência ética e política da precaridade e da necessidade de proteger a vida no planeta?
Depois, li o LMoutinho:
A conclusão é simples: não se pode afundar um Arco-Íris. E pode-se erguer a voz e reforçá-lo.





Não podemos deixar que nos afundem os sentimentos de justiça, trocando-os por uma resignação “realista” que sabemos não ser humana.
Estes G-8 e alguns dos seguintes, quase todos, têm uma linguagem estranha que fala em competitividade e em produtividade mas que se traduz por depredação e exclusão.
Não gosto da palavra resignação (e gosto de palavras, note-se)… ou, pelo menos, do que traz consigo.
Acho que quando aceitamos indiferentemente tudo à nossa volta, até sob o pretexto de «não pdoer fazer nada», desistimos de uma das capacidades humanas mais nobres. Mais fortes.