Virtudes capitais do professor - # 7: procurar ser justo nos processos

10 07 2005


Depois de
1 - respeito singular
2 - entusiasmo
3 - curiosidade e inquietude
4 - acreditar nas capacidades dos estudantes
5 - humildade
6 - gerir a relação e os afectos

7 - procurar ser justo nos processos

Olhando as virtudes anteriores, percebe-se que respeitar os outros é a base da justiça…
Que ter entusiasmo, curiosidade e inquietude, são traços intelectuais.
Que a humildade e a gestão da relação e dos afectos tocam a interpessoalidade e a ética.
Que acreditar nas capacidades se liga ao entusiasmo e a convicção.

Acrescentaria a justiça nos processos, ou seja, no ensino-aprendizagem em geral e na avaliação, em particular (sugestão de PJ).
Ser justo no sentido de «dar a cada um o que lhe é devido», de recusar as parcialidades mas é mais que isso.
É cumprir as promessas, pactos e acordos, reconhecer os direitos e as necessidades dos outros,
demonstrar respeito, saber que ser justo exige saber rectificar e reparar, reconhecer danos ou prejuízos e procurar corrigir, é saber que a equidade e a gentileza são parceiras da justiça.

É ser claro nos processos, incluindo grelhas/critérios de avaliação, por forma a poderem ser discutidos e compreendidos.
Talvez a justiça objectiva seja facilitada por instrumentos mas, na verdade, carece de interrogar-se a si mesmo se se está a ser justo ou se existem enviesamentos (e quais e como combater ou aceitar) nas decisões… E estar atento é muito relevante no processo.


Acções

Informação

4 respostas para “Virtudes capitais do professor - # 7: procurar ser justo nos processos”

11 07 2005
PJ (08:58:00) :

Um pequenos comentário sobre esta entrada para dizer que uma das queixas mais recorrentes que tem sido dirigida ao Provedor do Estudante da Universidade do Porto (isto também existe noutras escolas do ensino superior?) prende-se, precisamente, com a opacidade e injustiça ao nível da avaliação

11 07 2005
LN (21:55:00) :

A figura do provedor do Estudante não existe na minha Escola nem, que eu saiba, no Instituto…
(confesso: conheço mesmo é a figura do Provedor dos doentes)

A opacidade permite e promove o sentido/sentimento de injustiça - ainda que ou mesmo que não seja. Mas, como saber? melhor mesmo, é desconfiar…
Gostei de saber que era «uma queixa recorrente», não só porque “combina” com a noção que estava subjacente mas porque significa vitalidade dos estudantes. E o Provedor, faz o quê, com a informação que tem?

13 07 2005
MJMatos (22:48:00) :

A minha Faculdade passou a ter uma Provedoria do Estudante (por estudantes), mas a experiência é ainda muito curta.

14 07 2005
LN (01:07:00) :

Gostei de saber, MJMatos. Já é uma iniciativa louvável. A seguir… bom, ver-se-á. Mas não é nada mau quando se inicia… :)

Deixe um comentário

Pode utilizar estas tags : <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>