
Depois de
1 - respeito singular
2 - entusiasmo
3 - curiosidade e inquietude
4 - acreditar nas capacidades dos estudantes
5 - humildade
6 - gerir a relação e os afectos
7 - procurar ser justo nos processos
Olhando as virtudes anteriores, percebe-se que respeitar os outros é a base da justiça…
Que ter entusiasmo, curiosidade e inquietude, são traços intelectuais.
Que a humildade e a gestão da relação e dos afectos tocam a interpessoalidade e a ética.
Que acreditar nas capacidades se liga ao entusiasmo e a convicção.
Acrescentaria a justiça nos processos, ou seja, no ensino-aprendizagem em geral e na avaliação, em particular (sugestão de PJ).
Ser justo no sentido de «dar a cada um o que lhe é devido», de recusar as parcialidades mas é mais que isso.
É cumprir as promessas, pactos e acordos, reconhecer os direitos e as necessidades dos outros,
demonstrar respeito, saber que ser justo exige saber rectificar e reparar, reconhecer danos ou prejuízos e procurar corrigir, é saber que a equidade e a gentileza são parceiras da justiça.
É ser claro nos processos, incluindo grelhas/critérios de avaliação, por forma a poderem ser discutidos e compreendidos.
Talvez a justiça objectiva seja facilitada por instrumentos mas, na verdade, carece de interrogar-se a si mesmo se se está a ser justo ou se existem enviesamentos (e quais e como combater ou aceitar) nas decisões… E estar atento é muito relevante no processo.





Um pequenos comentário sobre esta entrada para dizer que uma das queixas mais recorrentes que tem sido dirigida ao Provedor do Estudante da Universidade do Porto (isto também existe noutras escolas do ensino superior?) prende-se, precisamente, com a opacidade e injustiça ao nível da avaliação
A figura do provedor do Estudante não existe na minha Escola nem, que eu saiba, no Instituto…
(confesso: conheço mesmo é a figura do Provedor dos doentes)
A opacidade permite e promove o sentido/sentimento de injustiça - ainda que ou mesmo que não seja. Mas, como saber? melhor mesmo, é desconfiar…
Gostei de saber que era «uma queixa recorrente», não só porque “combina” com a noção que estava subjacente mas porque significa vitalidade dos estudantes. E o Provedor, faz o quê, com a informação que tem?
A minha Faculdade passou a ter uma Provedoria do Estudante (por estudantes), mas a experiência é ainda muito curta.
Gostei de saber, MJMatos. Já é uma iniciativa louvável. A seguir… bom, ver-se-á. Mas não é nada mau quando se inicia…