Pecados mortais dos estudantes – # 5 – a calúnia

Depois de
1 – a preguiça intelectual
2 – a inveja
3 – a indiferença
4 – A desonestidade

5 – A calúnia

Comecemos por definir calúnia.
Dizem os manuais e os eruditos que há três crimes contra a honra – a calúnia, a difamação e a injúria. Caluniar consiste em atribuir (há quem prefira imputar) falsamente a alguém a responsabilidade pela prática de algo, definido como crime. Difamar significa desacreditar, atribuindo a alguém algo ofensivo à sua (boa) reputação. Injuriar é ofender, verbalmente, por escrito ou fisicamente, a dignidade ou o decoro de outra pessoa (atribuindo-lhe uma qualidade negativa).

Portanto, caluniar reúne três elementos: que seja imputado um facto, que ele seja qualificado como crime e que exista falsidade na imputação. Note-se que se exige que o facto seja falso…

Quando foi proposta a calúnia, pensei nas afirmações levianas que são feitas pelos estudantes, e que, algumas vezes, configuram prática de um crime… mas que são falsas… Vão além da maledicência, do comezinho «corte e costura». Incorrem mesmo em calúnia.

Apetece comentar que, na generalidade, as pessoas têm de ser responsabilizadas pelo que afirmam. Em particular os que, como alguns estudantes, para ocultar ou desagravar o seu próprio comportamento, lançam pedras a outros e quaisquer telhados.

… conversamos?!

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7 Comments on “Pecados mortais dos estudantes – # 5 – a calúnia”

  1. Anonymous Says:

    A calúnia é uma forma de denegrir o Outro, que é sentido como uma ameaça, como uma sombra. Não me recordo de nenhuma situação que tenha chegado a esse ponto, mas há muitas aproximações. Essas devem ser anuladas porque não se deve dar ouvidos a gente dessa. Deve-se sim aproveitar essa fraqueza do caluniador para lhe dar pistas para que cresça como pessoa.

    VV

  2. Alexandre Mota Says:

    Não será duro demais imputar este pecado ao Estudante? A calúnia está inerente ao carácter (ou da falta deste) de qualquer pessoa.
    Felizmente, nunca presenciei a tal ignóbil comportamento por parte de qualquer colega.

  3. LN Says:

    VV, há situações quase-simples, do género favorecer um em detrimento de outros (o que será crime), ou de entrar nalgum esquema de ««cunha-compadrio» – aqui,lembro-me sempre de Antero e das “causas da decadência dos povos peninsulares”…

    Concordo que é importante ser surdo à calúnia e à difamação… Lembra os três filtros de Sócrates, que coloquei outro dia.
    E, ás vezes, serve-se de «corrente» sem se dar bem conta.

    Crescer como pessoa, em responsabilidade acerca do que se faz e se diz… concordo absolutamente.

  4. LN Says:

    Alexandre: a proposta da calúnia é/foi sua… :) )
    Ou queria dizer outra coisa??
    Por mim,a cho que se difama e dizem calúnias com alguma ligeireza. Os estudantes como outros cidadãos.
    O «dramático» é que é muitas vezes dirigido a figuras que deviam ser de exemplaridade, como o professor.

  5. Alexandre Mota Says:

    A proposta da calúnia foi minha!? Opss, não pensei bem neste adjectivo, agora soa-me muito duro.
    A calúnia demonstra uma grande falta de carácter. Pela sua gravidade, não acredito que seja significante o número de Estudantes que o pratiquem.

  6. LN Says:

    Diria que a palavra «calúnia» até se usa «ligeirinho» mas depois de ver bem o significado, arrepia…
    Por outro lado, faz-se sem se nomear! Adiante, então…

  7. sabine Says:

    Obrigado por colocares tão às claras os pecados mortais de professores & alunos. É tempo de pormos “a mão na consciência”.


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