Pecados mortais dos estudantes – # 5 – a calúnia
Depois de
1 – a preguiça intelectual
2 – a inveja
3 – a indiferença
4 – A desonestidade
5 – A calúnia
Comecemos por definir calúnia.
Dizem os manuais e os eruditos que há três crimes contra a honra – a calúnia, a difamação e a injúria. Caluniar consiste em atribuir (há quem prefira imputar) falsamente a alguém a responsabilidade pela prática de algo, definido como crime. Difamar significa desacreditar, atribuindo a alguém algo ofensivo à sua (boa) reputação. Injuriar é ofender, verbalmente, por escrito ou fisicamente, a dignidade ou o decoro de outra pessoa (atribuindo-lhe uma qualidade negativa).
Portanto, caluniar reúne três elementos: que seja imputado um facto, que ele seja qualificado como crime e que exista falsidade na imputação. Note-se que se exige que o facto seja falso…
Quando foi proposta a calúnia, pensei nas afirmações levianas que são feitas pelos estudantes, e que, algumas vezes, configuram prática de um crime… mas que são falsas… Vão além da maledicência, do comezinho «corte e costura». Incorrem mesmo em calúnia.
Apetece comentar que, na generalidade, as pessoas têm de ser responsabilizadas pelo que afirmam. Em particular os que, como alguns estudantes, para ocultar ou desagravar o seu próprio comportamento, lançam pedras a outros e quaisquer telhados.
… conversamos?!

16/09/2005 at 0:10
A calúnia é uma forma de denegrir o Outro, que é sentido como uma ameaça, como uma sombra. Não me recordo de nenhuma situação que tenha chegado a esse ponto, mas há muitas aproximações. Essas devem ser anuladas porque não se deve dar ouvidos a gente dessa. Deve-se sim aproveitar essa fraqueza do caluniador para lhe dar pistas para que cresça como pessoa.
VV
16/09/2005 at 1:48
Não será duro demais imputar este pecado ao Estudante? A calúnia está inerente ao carácter (ou da falta deste) de qualquer pessoa.
Felizmente, nunca presenciei a tal ignóbil comportamento por parte de qualquer colega.
16/09/2005 at 16:44
VV, há situações quase-simples, do género favorecer um em detrimento de outros (o que será crime), ou de entrar nalgum esquema de ««cunha-compadrio» – aqui,lembro-me sempre de Antero e das “causas da decadência dos povos peninsulares”…
Concordo que é importante ser surdo à calúnia e à difamação… Lembra os três filtros de Sócrates, que coloquei outro dia.
E, ás vezes, serve-se de «corrente» sem se dar bem conta.
Crescer como pessoa, em responsabilidade acerca do que se faz e se diz… concordo absolutamente.
16/09/2005 at 16:46
Alexandre: a proposta da calúnia é/foi sua…
)
Ou queria dizer outra coisa??
Por mim,a cho que se difama e dizem calúnias com alguma ligeireza. Os estudantes como outros cidadãos.
O «dramático» é que é muitas vezes dirigido a figuras que deviam ser de exemplaridade, como o professor.
16/09/2005 at 17:02
A proposta da calúnia foi minha!? Opss, não pensei bem neste adjectivo, agora soa-me muito duro.
A calúnia demonstra uma grande falta de carácter. Pela sua gravidade, não acredito que seja significante o número de Estudantes que o pratiquem.
16/09/2005 at 17:14
Diria que a palavra «calúnia» até se usa «ligeirinho» mas depois de ver bem o significado, arrepia…
Por outro lado, faz-se sem se nomear! Adiante, então…
22/09/2005 at 18:46
Obrigado por colocares tão às claras os pecados mortais de professores & alunos. É tempo de pormos “a mão na consciência”.