“Um monge e os seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião a ser arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e pegou no bichinho com a mão.
Quando o trazia para fora, o escorpião picou-o e, devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio. Regressou à margem, apanhou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião com o ramo e salvou-o.
Depois, juntou-se aos seus discípulos na estrada.
Eles tinham assistido a tudo e estavam perplexos e penalizados.
- Mestre, a picada deve estar a doer muito! Porque foi salvar aquele bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o procurava salvar! Não merecia a sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu serenamente:
- Ele agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha.”

Join the Blue Ribbon Online Free Speech Campaign!





Estou a pensar nos “escorpiões” que vou encontrando pela vida e não sei se tenho vontade de lhes estender um pauzinho…
Pode ser que não seja da minha natureza, mas “eles” também não falta nenhuma. A ninguém…
RG
Imperturbável devia ser a nossa natureza – é a lição a retirar desta história (pese embora eu não apreciar mto a carga moralista da palavra ‘lição’ aplicada a adultos).
É difícil pq deixamo-nos guiar pela vingança, pela reciprocidade…
Mas sermos independentes mesmo é estarmos acima da reacção dos outros, pois é.
Nesta vida comandada pela competitividade é muito dificil não responder na “mesma moeda”… O ideal existe. Dificil é sentirmo-nos engrandecidos com isso.
Saudações
R, se há alguém que conheço que tem jeito para agir “estendendo pauzinhos”, tem o teu nome…
Talvez a história «só» indique que não se deve ter remorsos de agir de acordo com a sua natureza, particularmente se bondosa.
Ah! Vague, era essa a ambição dos estóicos. Que o exterior não os afectasse – e que o que existe em redor tivesse o menor efeito.
O “drama” – me parece – é que isso tanto se aplicaria ao que afecta negativa como positivamente….
Portanto, podemos escolher não nos deixarmos afectar pelo negativo, pelo mau…
Uso dizer que as coisas têm o valor que lhes dou… portanto, posso escolher não dar
beijo.
mag’ana, usaria aqui uma frase de Frankl, que “entre um estímulo e a resposta, está um espaço de liberdade”.
Penso isso, como uma pausa em que quem define a resposta, é cada um, além do estímulo…