Tenho uma certa tendência de pensamento para Habermas… e julgo que se lê bem este texto de análise, particularmente da aplicação da teoria do discurso ao processo de legitimação dos direitos.
“Para Habermas, sólo una reflexión acerca del actuar comunicativo es capaz de esclarecer normas de acción que no recurren a dogmas religiosos o metafísicos para su fundamentación, y disolver la tensión entre la positividad del derecho, o sea, su facticidad, y la legitimidad que puede asociársele, o sea, su validez. El discurso racional es el lugar en donde posiciones contrarias pueden ser confrontadas y en donde el reconocimiento intersubjetivo de pretensiones de validez se torna posible. En vistas del consenso racional, en una situación discursiva sólo podrán ser aceptados los argumentos que, de acuerdo con el actuar comunicativo, posean una fuerza motivadora racional.”
“La legitimación de un derecho se apoya en acuerdos comunicacionales; cada individuo, en tanto que integrante de un discurso racional, debe ser capaz de examinar si una determinada norma puede recibir el asentimiento de todos o no. Un discurso racional supone, así, la libertad que cada uno tiene de determinar su propia posición independientemente de los demás y el reconocimiento de las pretensiones de cada individuo. A esta libertad la llamará Habermas “libertad comunicacional”.”
“Los derechos básicos, para Habermas, condicionan la posibilidad de un consenso racional acerca de la institucionalización de las normas del actuar. Ellos son:
1. Derecho a igual libertad de acción.
2. Derecho a la libre asociación de los individuos.
3. Derecho a la protección de los derechos individuales.
4. Derecho a igual chance de participación en los procesos de formación de opiniones y voluntades.
5. Derecho a garantizar las condiciones de vida sociales, técnicas y económicas necesarias para el ejercicio de los derechos enunciados arriba.”
Da etica del discurso a la moral del respeto universal: una investigación filosófica acerca de la fundamentación de los derechos humanos.





Isso faz-me pensar que apesar de toda a evolução na luta pelos direitos humanos, continuam a ser direitos que não são respeitados. Já não sei se a comunicação pode resolver as verdadeiras questões que impedem que Estados que até subscreram os Direitos Humanos, na realidade não os cumpram. E as penalizações são brandas. A esse propósito, estou a ler “A linguagem dos ossos” de Clea Koff, uma antropóloga forense que aos 23 anos inicia uma nova vida a desenterrar ossos na busca de provas “vivas” sobre os genocídios no Ruanda, na Croácia, Kosovo, Bósnia… provas usadas como testemunho na condenação dos responsáveis por estes crimes contra a humanidade. Sobre o valor dos direitos humanos o apêndice do livro é bastante inequívoco quando lista os resultados dos tribunais internacionais.
VV
Penso o seguinte: O homem é insaciável procura por vezes coisas que parecem impossiveis mas que estão mesmo ao seu lado, basta apenas abrir osolhos
Ah, VV, quando me ocorrem pensamentos sobre a aparente inutilidade de algumas lutas ou demandas, procuro pensar que a preocupação hoje existe. E isso é já de si um ganho. Porque na história da humanidade, na maior parte dos séculos nem se pensava em direitos humanos…
Sei, é uma forma de fazer leitura positiva, apesar do negro dos factos. E de manter a esperança e a capacidade de acreditar que as pessoas - Homo sapiens sapiens - podem aumentar os seus potenciais de consciencialização…
São domínios diferentes, diria, o da consciência pessoal e da acção colectiva.
Lembro Hannah Arendt ter considerado a «perda de oportunidade» do julgamento de Eichmann constituiu - ele devia ter sido julgado por crimes contra a humanidade e não contra o povo judeu. Mas o Direito Internacional não estava preparado - e estavamos na década de 60.