Carl Gustav Jung afirmou que os símbolos são fruto do inconsciente e apontou a estreita relação dos símbolos mitológicos com os símbolos dos sonhos, assinalando a forte probabilidade de grande parte dos símbolos históricos provir directamente dos sonhos ou por eles ter sido estimulada. Já Freud referira que o simbolismo dos sonhos não pertence propriamente ao sonho, mas às representações inconscientes do povo, surgindo numa forma mais perfeita nos mitos, lendas e ditos espirituosos.
Além da mitologia cultural há referências à mitologia pessoal - e parte desses mitos pessoais vêm à tona nos sonhos, devaneios, sensações corporais, jogos, paixões, lapsos verbais, rituais, música, dança, escrita, desenho e pintura espontânea.
“Um símbolo não traz explicações; impulsiona para além de si mesmo na direção de um sentido ainda distante, inapreensível, obscuramente pressentido e que nenhuma palavra de língua falada poderia exprimir de maneira satisfatória” (Jung).
Figuras sintéticas, substitutivas de coisas conhecidas não são símbolos - são sinais. É o caso das asas estampadas na roupa dos aviadores.
Representações figuradas de objetos ideais ou materiais não são símbolos - são alegorias. É o caso da justiça representada por uma mulher de olhos vendados.
Os símbolos, segundo Jung, são a expressão de coisas significativas para as quais não há, no momento, formulação mais perfeita. Como a imagem da caverna, descrita por Platão, onde os homens acorrentados vêm o movimento de sombras que tomam por reais, sem se darem conta de que desconhecem a verdadeira realidade. Por isso, os símbolos são mediadores, de linguagem universal e muito rica, capaz de transmitir através de imagens…






Ou muito me engano ou estamos perante o Castelo de Almorol. O castelo é lindo e contém muita simbologia quando surge em sonhos, especialmente este rodeado de água.
Estamos, pois!!!
E podia nem ser tão identificável… 
Pareceu-me uma imagem muito adequada ao tema. Que isso, procura-se sempre, sem garantias que se acerte