Li no Terrear os 12 pontos de síntese do JMA - e trago-os para aqui:
1. Se temos problemas é importante reconhecer a importância do conhecimento para compreender e intervir. Avaliar é, em grande medida, um processo de conhecimento.
2. Mas o conhecimento não “pré-existe” aos sujeitos. Tem de ser construído nos locais concretos da acção.Daí a importância do debate informado, exigente, participado. O saber é (quase) sempre contingente, conjectural, contextualizado. E não dispensa ninguém.
3. A necessidade de gerar equilíbrios entre múltiplas tensões: entre os indivíduos, entre o indíviduo e a organização, entre valores, entre visões e funções por vezes antagónicas. E daí as vantagens das redes, das triangulações, dos compromissos.
4. A centralidade da avaliação em termos gerais e em particular das escolas e dos professores. Conjugar as múltiplas dimensões avaliativas, o dentro e o fora, a externa e a interna, a formativa e a sumativa, o controlo e o desenvolvimento profissional (e organizacional). A pressão e a exigência e o apoio, o estímulo, o reconhecimento. (E não dar com a mão esquerda o que se retira com a mão direita, acrescento agora; ainda: não seguir o preceito evangélico do ‘não a tua mão direita o que faz a tua mão esquerda’ tão próprio da nossa administração).
5. A importância do factor tempo. Tempo para ver. Tempo para saber ver. Tempo para aprender. Tempo para persuadir. Tempo para sentir a mudança para melhor.
6. A missão do CCAP: escuta, orientação, regulação, construção participada, credibilização dos professores e da função social da escola.
7. Da necessidade da mudança de paradigma. De um paradigma do controlo burocrático, da desconfiança, da sanção e da punição para um paradigma do suporte profissional, da exigência, do reconhecimento.
8. Da necessidade de conjugar uma visão e uma prática negociada da avaliação que implique os actores/autores na definição das regras do jogo. Clarificação, transparência, rigor, justiça.
9. Da imagem profissional que queremos ser. Da imagem que querem que sejamos. Da imagem que aceitamos que nos imponham. Funcionário, técnico, profissional. Destas opções derivam uma série alargada de implicações avaliativas.
10. Da avaliação como partilha de olhares cruzados. A partilha pressupõe confiança. A construção da confiança exige tempo e espaço para o encontro, para a produção, para a avaliação. Para colocarmos os medos em cima da mesa. Para vermos as vantagens deste outro modo de trabalhar. O tempo não lectivo tem de ser repensado a esta luz.
11. Pluralidade de caminhos: perplexidades. Qual o melhor? Nâo um melhor. Mas oportunidades de aprendermos e fazermos gerar em cada escola oportunidades de aprendizagem. Não há chave mágica, chapa 5. Desafio da aprendizagem individual e organizacional; desafio de fazer gerar mais saberes, mais poderes para os colocar ao serviço da melhoria das aprendizagens plurais dos alunos. (e nesta medida esta conferência será completamente inútil se não fizer germinar estas sementes)
12. Da importância do modelo de governação da escola pública. Pensar e praticar uma avaliação da escola, dos professores, dos funcionários de modo a fazer da escola uma entidade mais inteligente, mais autónoma, mais responsável, mais eficaz. Através da consistências e continuidade das políticas, da contratualização que tem de visar a melhoria contínua dos resultados académicos, mas também sociais e pessoais dos alunos, e do mesmo passo, das práticas profissionais dos professores.
O desafio também está nas nossas mãos. A avaliação será em certa medida o que os professores nos diferentes contextos da acção quiserem, souberem e puderem fazer.
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Como sempre.
Os desafios nas mãos e a oportunidade à volta, ou mesmo à nossa frente.
Por mim, destaco o profissionalismo (8 e 9), a procura de equilíbrios e consensos (3), a pluralidade de caminhos (10), a partilha de olhares cruzados (11).






“O desafio também está nas nossas mãos. A avaliação será em certa medida o que os professores nos diferentes contextos da acção quiserem, souberem e puderem fazer.”
Gostei do texto citado em cima… sobretudo a parte referente ao Desafio… O desafio está de facto à nossa frente, na vida, nos estudos, nos problemas.A verdade desta realidade, será observada na responsabilidade que cada aluno terá de agora em diante na sua propria formação (Bolonha)…
Isto a meu ver é muito importante e muito diferente, pois obriga quem assim o desejar a vencer as suas próprias metas, os seus objectivos. Isto porque num contexto de vida, profissão por vezes ninguem nos traça o rumo como eu tive (nota pesssoal) em certos professores.
A arte de ensinar deve continuar a acompanhar o aluno, orienta-lo para que muitas vezes não perca o rumo.. Afinal nesta vida quem nunca perdeu a Rota num qualquer situação.
Bom tema, e um bom alerta…
Abraço do blog aqui ao lado Cogitare
Tudo se constrói e estamos na época das teorias, das psicologias aplicadas, do desenvolvimento de consciências.
E no que fizermos bem feito obteremos resoltados bons.
Gostei muito do texto
Também gostei do texto, LifePassenger.
Obrigada pelo comentário.
E Bolonha terá mais dificuldades de apropriação pelos princípios que supõe, do que pode parecer à primeira vista.
VUNF, mesmo que os resultados não sejam logo bons… e isto apenas para evitar agir tendo em mente os resultados. Esperar por uns determinados frutos pode ser perigoso, porque está fora da nossa mão. Podemos plantar, certo? e façamos isso…