Gosto de separar o “Quem” e o “Que”.
O sujeito e o(s) atributo(s) que o caracteriza(m) - é preciso perceber os “Quem’s” envolvidos nas coisas - e distinguir o “como”, que é apanágio dos processos.
“Quem sou”, difere de “o que sou” e difere do “modo de fazer” as coisas (o como). Como o sentido global de ser Quem sou, não se esgota no que de ser enfermeira, professora, mãe… ou à forma como converso, preparo aulas, vejo filmes, defendo ideias.
Às vezes, juntamos tudo. Quem, o que, o como.
E, mais, às vezes até achamos que os Outros gostam (mais) de nós quando o Quem, Que faz as coisas, as faz Muito Bem. Conversando com uma amiga, chegávamos a essa conclusão: da mistura (enraigada, desde a infância?) entre os sentidos de se gostar de um alguém (Quem) Que faz as coisas (como?) de um modo certo. Ou de se pensar de si, que se é mais gostado pelos outros quando se age bem, se tem boas notas, se alcança sucesso… ou, em sentido inverso, que ser criticado ou algo correr mal, significa que o afecto dos Outros diminui. Não sei se estou a ser clara, na conversa. Mas em muitos momentos, devia ser mesmo às avessas.
Se o Quem decide os Que’s e os Como’s, ainda assim falta o porquê - que é da linha das razões e não sai fora deste excerto de conversa.
Quem gere a sua vida, decide o Que fazer e também o modo (Como), diferencia-se também pelos porquês que suportam a sua conduta.
Afinal, há coisas para as quais não há atalhos… ou não há modo de atalhar.
(que era o que Aristóteles dizia a Alexandre, a propósito da Filosofia).





