“Os cuidados paliativos constituem uma resposta organizada do Serviço Nacional de Saúde à necessidade de tratar, cuidar e apoiar activamente doentes na fase final da vida. O que são cuidados paliativos? São cuidados prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes. Os cuidados paliativos são cuidados activos, coordenados e globais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo níveis de diferenciação. Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, o que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas diferenciadas.” Em qualquer idade, em diferentes situações, paliar é vital.
Paliar, do latim
Atenuar, suavizar, o tempo de vida da vida que resta.





É pena termos tão pouca resposta para tanta necessidade….
Infelizmente ainda se encontram muitos doentes em estado terminal nos nossos hospitais, sem estarem a ser tratados em serviços especializados “Cuidados Paliativos.”
Apesar de os enfermeiros e médicos se preocuparem constantemente em prestarem os melhores cuidados, considerando a pessoa humana nas ua globalidade e também passando ao mesmo tempo a cuidar dos familiares que tantas vezes se encontram necessitados de cuidados .
Apesar de o Ministério da Saúde ter previsto algumas unidades para esse efeito por estes lados ainda não funcionam muito bem. Temos que dar tempo ao tempo.
Abordamos os dois este assunto. Por vezes esquecido, quer pelos profissionais de saúde, quer pelos políticos. Ainda são poucas as unidades para este efeito, concordamos com a Maria da luz.. Esperemos que esta realidade, mude, pois afinal de contas somos já uma população demograficamente envelhecida.
Bom fim de semana.
Sérgio Sousa e Vera Carvalho, do blog “aqui ao lado”.
Hoje falei disto no blog, como leiga.
O teu post está esclarecedor e muito profissional, como seria de esperar
Este aumento que o ministro falou, em nº de camas disponíveis é uma gota no oceano, não é? mas de que, mesmo assim sendo, não se pode prescindir…
bj, LN
Maria da Luz, com toda a razão há que dar tempo, até para a consciência de cidadania que está subjacente. mas também há que agir… e proteger. Como cidadão. O que (me) preocupa é, talvez, a dificuldade de acção dos cidadãos, até em proteger a qualidade de vida da vida que resta.
Olá, a ambos do Cogitare.
- esperar que a realidade mude… também temos de a ajudar a mudar-se. Que é isso que tentamos fazer com estas entradas, não é?!

E não podemos - apenas
Não estranho que te preocupe, Vague. Até porque «só» seria preciso sensibilidade para pensar noa ssunto.
Gotas de água que fazem falta ao oceano, sim. Mas não fazem nenhuma maré…