
Cada homem é o resultado da interacção de circunstâncias na maioria das quais não interferiu.Ninguém escolhe os progenitores, o local onde nasce ou o período da história em que construiu o pensamento e, no entanto, todas estas variáveis têm papel decisivo na evolução de cada vida e condicionam o comportamento individual.
Penso que o nosso poder de decisão, nos diversos momentos em que fazemos as nossas opções, é menor do que gostaríamos que fosse.
O Homem é um ser responsável mas limitado nessa responsabilidade, o que deveria ser assumido na avaliação dos actos individuais e colectivos.
Foi nesta perspectiva que procurei interpretar Antero de Quental, o Homem e o Poeta.
Antero e a circunstância, por Nuno Grande.




