
…só possível depois dos Annalles. A revista com que Lucien Fébvre e Marc Bloch (Annales d’histoire économique et sociale) quiseram renovar a história, advogando a aproximação com outros saberes e dirigindo a atenção, não para os acontecimentos espectaculares, como revoluções e guerras, ou conquistas (a chamada história dos vencedores), mas para as mentalidades e para as transformações silenciosas, “os jogos subterrâneos de longa duração”. Já Rosseau criticara a história, por mostrar as acções dos homens com as vestimentas de gala e por só apresentar “o homem público que se arranjou para ser visto: não o acompanha em sua casa, em seu gabinete, na sua família, entre seus amigos; só o pinta quando ele representa...”
Os Annales e as suas influências nas Ciências Sociais
Questões acerca da história em Rousseau
Uma das obras mais conhecidas, nesta perspectiva, data de 1961, a História da loucura, de Michel Foucault. Emergiram novos terrenos, até então considerados pouco nobres, como a história das festas, da feitiçaria, da morte, da infância, da família, da sexualidade, do suicídio.
A história passou a contemplar o homem comum, os seus hábitos, as suas diversões, os seus afazeres quotidianos. Atente-se, porém, ao resvalar desta linha histórica para o exagero ou, como bem disse François Dosse, para uma história em migalhas..
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