Tese de Mestrado - Investigar e Aprender
O principal objectivo deste estudo é analisar se, durante o estágio pedagógico, a realização de um projecto de investigação-acção contribui para promover o desenvolvimento profissional dos formandos. As questões de investigação respeitam a três dimensões distintas mas relacionadas entre si: Aprendizagem da Matemática, Prática lectiva e Ser professor.
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Na verdade, como referem Lampert e Ball (1998), os cursos de formação inicial são muito criticados por não conferirem, aos futuros professores, a preparação adequada para enfrentar a prática profissional. São frequentes as queixas de que é apenas no exercício da profissão que se aprende efectivamente a ensinar. Consequentemente, segundo as autoras, existe nos Estados Unidos uma forte preocupação com o que deve um futuro professor aprender para saber ensinar e são diversas as soluções defendidas pelos vários actores educativos. Nada faz crer que em Portugal a realidade seja muito diferente. Por exemplo, Ponte, Matos e Abrantes (199
referem que a investigação que existe sugere a existência de muitos problemas por resolver. Como garantir uma boa formação na componente científica? Como conseguir uma boa articulação entre a formação académica e a iniciação à prática profissional? Como acompanhar os novos professores nos seus primeiros anos de prática profissional? (p. 329)
Na sua análise desta questão Lampert e Ball (199
defendem que mais importante do que identificar o que devem aprender os futuros professores para saberem ensinar, é o como devem eles aprender. Perguntam: “Existem formas de ajudarmos deliberadamente os futuros professores a desenvolver a capacidade de adquirir conhecimento através da prática?” (p. 36). Numa perspectiva da formação virada para a temática do desenvolvimento profissional, estas autoras colocam a tónica da questão na criação de oportunidades que propiciem aos futuros professores uma postura investigativa em relação à sua própria prática, deslocando a problemática para o papel dos programas de formação nesta perspectiva.





Este é daqueles sinais de Pare, Escute & Olhe. Não atrevessar!
Há uma concepção de percurso de investigação que está institucionalizada por tudo quanto é escola que estipula uma ordem que a mim, irrita com vigor. Diz essa ordem, mais ou menos isto: - Determino que a partir de hoje teve início a Investigação.
É que, as mentes saudáveis, em alternativa, dizem: - Perguntou? Então vai ter que estudar, vai ter que responder.
É tão bonito abrir um livro e poder dizer em voz alta: -Aqui está! Tal qual eu havia imaginado.
Foi o outro que escreveu, é certo, mas no íntimo dos íntimos eu sei que estamos empatados. É que eu também andava de olho no assunto. Continuarei cheio de dúvidas e irei para a grande viagem, carregado de questões.
Não sei quando sairei daqui. Pese a imposição de ter de ser curto, objectivo e linear; o que no meu caso é quase extravagância.
Provavelmente qq professor dirá que sim com a cabeça: Aprendi que me fartei, sobretudo aquilo que ensinei!
É uma evidência. Aprendemos cada vez que damos a volta ao texto. Cada vez que mudamos o prisma, em cada argumento reinventado, ainda mais quando a nossa própria voz não soa bem aos ouvidos.
Depois temos a tal cena da investigação-acção. É um método adequado ao mundo da educação e da instrução e às entidades que estamos a tratar. Às vezes o exagero provem das questões múltiplas e do ambiente demasiado amplo que rodeia a questão. Aqui sim, os sinais de tráfego são indispensáveis.
Concordo, Alexandre Sousa.
Das melhores coisas que há, ao ler, é encontrar quem já escreveu o que eu andava a pensar… (risos) e, muitas vezes, melhor do que eu o tinha pensado. Dá vontade de bater na testa e dizer: «como é que eu não tinha visto?…»
Mas também gosto de ler as teses contrárias, a pesá-las e a vê-las de vários lados.
Aliás, tenho a intenção - às vezes, só isso mesmo - de não direccionar demasiado numa direcção, apesar de ter tendências expressas. É que, ao pretender ensinar (e eu acho que ensino, mas «eles» é que decidem se aprendem) uma das coisas que tenho em mente é que formar mentes críticas também se relaciona com o ensinar de forma crítica. Aberta, que encaixe as interorgações e o cepticismo.
Viagem? pois, todos os dias mais uns passos. E a querer ir mais leve, que viaja mais depressa quem viaja ligeiro :))
Os sinais? às vezes, vêm-se mal; outras vezes, inventam-se…não?!
Olá, bom dia;
Fiquei sem perceber uma coisa e às vezes as pequenas coisas também interessam.
O que se pretende, se é que se pretende algo, por parte destes comentadores de meia tijela?
Risos… os comentadores de meia-tijela somos nós os dois?? eu cá, ás vezes, nem meia…
A sério, os comentadores dão.
Oportunidades de pensar.
Partilham.
Ajudam a ver outras perspectivas.
Estão.
Fazem(os) caminho junto, nem que seja uns passos.
E quando fico aqui, a conversar com quem comenta, aprendo e repenso.
Em sentido amplo, na maioria das vezes, e na vida, somos comentadores… Aliás, se fôr buscar Schopenhauer, os primeiros 40 anos (de vida) são de escrever texto e a seguir passa-se ao(s) comentários(s). Que de quarto de tigela ou meia, não só ninguém tem cheia como ninguém tem «tigela vazia»…. julgo.
Os humores, de facto, existem. Tenho andado zangado com o dia a dia, entre outras coisas, porque o caminhar nas rotas das ontologias me tem feito ir buscar livros que comprara à 20 anos e fico zangado porque afinal ainda estão «novos».
Depois, esta metodologia da investigação-acção é uma coisa com que sempre tive afinidade, mesmo antes de se publicarem textos sobre o modo de trabalhar que lhe está afecto.
Mas a zanga vem de outra janela: Tenho um bom livro que me ajuda em muitos pontos de partida para aquela história que antes havia referido - vai começar a investigação!
O livro chama-se “Handbook of Applied Social Research Methods”.
E não é que traz 1 página sobre o método?
Consequências: vou ser obrigado a ir ver a crítica deste grupo face ao método da investigação-acção. Ciência tem destas coisas.
Troquemos leituras

Ando a ler - desde a semana passada - “Real World Research” de Colin Robson.
Para já, e no final da 1ª parte, parece-me interessante
A mim, que sou afiliada em Denzin, no «Landscape of qualitative research».
O meu interesse em investigação-acção está mais na «calha» de quem orienta do que de quem vai mesmo fazer. O que, em meu entender, é mais exigente…
E, sim, os humores existem. Explícitos e implícitos. A embrenharem-se pelas coisas que se (querem)(vão)(têm de) fazer.