
Considero poder definir profissional como aquele que tem a competência, a autonomia e a responsabilidade de realizar actividades com formulação fundamentada de resultados esperados, numa situação complexa. Se pensarmos assim, os executantes (costumo chamar operários) são diferentes dos profissionais.Pois que o profissionalismo vai além de ter domínio de conhecimentos – relaciona-se também com esquemas e processos de percepção, análise, decisão, planeamento e avaliação que permitam mobilizar os conhecimentos ao serviço (e em benedício da resolução) de uma determinada situação.
Para se ter o perfil de um profissional docente, a isto, acrescente-se a convicção na educabilidade do Outro, o respeito pelo Outro, o conhecimento das suas próprias representações e limites, o domínio das emoções, a abertura à colaboração e o compromisso com o que faz. Pessoa em relação e em desenvolvimento, inscreve-se numa situação, é capaz de reflectir em acção e de adaptar-se, de responder e ajustar-se aos desafios e aos problemas, mantendo uma postura científica e responsável.
Imagem em texto de Perrenoud, aqui





quando leio estes textos, ponho-me logo à procura do que reconheço em mim…

e concluo, fatalmente, que não fui bem ‘formada’ pelas instituições responsáveis nem tive a capacidade suficiente para me auto-formar de modo EFICAZ - tanto esforço desperdiçado, algum resultado tirado a ferros!
c’est la vie?…
Daisy, acontece-me algo próximo…
e nem se «atiram» as pessoas ao seu desenvolvimento, nem se «conduzem». Isto torna-me muitaz vezes os dias dificeis, a procura deste «meio» aristotélico 
Até para olhar e ver o que me falta. E lá por “ser tirado a ferros”, até que é mais valioso…
As instituições deviam ser facilitadoras mas o papel principal é do próprio. E esta é outra das questões dificeis, entre o discurso fácil e a mais dificil realização - é que dizer que o próprio deve, não significa dizer que é ele o único que deve