“Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os Outros têm medo mas tu não.
Porque os Outros são túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.


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Porque os outros são alheios de mim…mas eu não!
Palavras que enganam os sentimentos, eufemismos não concedidos…filas de lamentos, por na minha condição não ser os outros em questão.
“…Cold was my soul
Untold was the pain…”
(Cradle Of Filth – “Nymphetamine”)
Por: pólvora em 17/01/2008
às 18:29
É curioso que o recorte da identidade seja (também) pelo olhar lançado aos outros…
E, Pólvora, que se mantenha esse não-ser-alheio-a-Si. Que é um desafio e uma forma de Vida.
Por: LN em 27/01/2008
às 1:53
[...] Daqui … [...]
Por: O cantinho de Poesia e da Reflexão …. « Doctorices em 22/04/2008
às 20:33