Leituras

8 03 2008

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Transformar a pedagogia na universidade: princípios e linhas de acção.

Assim, e embora o ensino constitua um vector principal da vida académica, continua a ser uma prática silenciosa e silenciada. Fala-se frequentemente de “autonomia pedagógica”, quando a expressão mais exacta seria “autismo pedagógico”. Contrariar este autismo implica fazer da pedagogia objecto de reflexão, experimentação, avaliação, disseminação e debate. Por outras palavras, a pedagogia tem de tornar-se um campo de estudo no meio académico, e também uma campo de desenvolvimento profissional dos professores. Assim, o que se sugere é que o ensino seja uma forma de investigação e de formação.

Redefinir o lugar da pedagogia na universidade não é, portanto, uma mera questão de mudança de métodos de ensino. Implica transformar os modos de trabalho pedagógico pelo estreitamento da relação entre investigação e ensino, fazendo do ensino objecto de investigação e disseminação e tornando-se os professores investigadores da sua própria prática.

Esta concepção do trabalho pedagógico corresponde ao que na literatura anglo-saxónica tem vindo a ser designado como “scholarship of teaching and learning” (v. D’Andrea & Gosling, 2005, pp. 146-169) e vai além da ideia de basear o ensino na investigação existente ou introduzir os alunos nas práticas investigativas. O que se propõe é que o ensino seja o objecto e o processo de investigação, de tal forma que muitas das estratégias de formação passam a ser, simultaneamente, estratégias de recolha de dados para a compreensão e avaliação dessa formação.

Concordo. O mais possível.


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2 respostas para “Leituras”

9 03 2008
MJMatos (15:31:26) :

Comentei numa entrada do meu blogue. Obrigado, LN e até amanhã em Gualtar.

9 03 2008
LN (23:05:55) :

Já fui lá ver… E o artigo é realmente desafiador.
Até amanhã, MJM.

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