17 – Escrita de estudantes* – de virtudes

“É preciso coragem para pensar, assim como é preciso para lutar e sofrer já que ninguém o pode fazer por nós. É daqui que surge a coragem intelectual, que é a recusa, no pensamento, de ceder ao medo, de se submeter a algo que não a verdade, à qual nada assusta”. CC

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2 Comments on “17 – Escrita de estudantes* – de virtudes”

  1. enfermped Says:

    É preciso mesmo coragem para pensar com todos os sentidos nos dias que correm.
    Ainda mais corajoso se torna colocar em prática aquilo em que acreditamos e porque lutamos nesta sociedade diversificada e, por vezes, sem compreensão. Talvez por isso mesmo é que surge a coragem intelectual, que nos faz ser coerentes connosco e com os outros.
    Esta reflexão faz-me recordar um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen:
    “Porque os outros se mascaram mas tu não
    Porque os outros usam a virtude
    Para comprar o que não tem perdão.
    Porque os Outros têm medo mas tu não.

    Porque os Outros são túmulos caiados
    Onde germina calada a podridão.
    Porque os outros se calam mas tu não.

    Porque os outros se compram e se vendem
    E os seus gestos dão sempre dividendo.
    Porque os outros são hábeis mas tu não.

    Porque os outros vão à sombra dos abrigos
    E tu vais de mãos dadas com os perigos.
    Porque os outros calculam mas tu não”.

    RS.

  2. LN Says:

    Obrigada por Sophia.

    A coragem intelectual é dificil porque tem de ser a base de onde se parte para a acção. É uma fortaleza interior que se percebe nos actos. Por isso, a ideia de «fortitude» de S. Tomás de Aquino vai além da ideia que temos, hoje, de coragem. Tem de ser vivida…


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