17 – Escrita de estudantes* – de virtudes

“É preciso coragem para pensar, assim como é preciso para lutar e sofrer já que ninguém o pode fazer por nós. É daqui que surge a coragem intelectual, que é a recusa, no pensamento, de ceder ao medo, de se submeter a algo que não a verdade, à qual nada assusta”. CC
22/03/2008 at 16:36
É preciso mesmo coragem para pensar com todos os sentidos nos dias que correm.
Ainda mais corajoso se torna colocar em prática aquilo em que acreditamos e porque lutamos nesta sociedade diversificada e, por vezes, sem compreensão. Talvez por isso mesmo é que surge a coragem intelectual, que nos faz ser coerentes connosco e com os outros.
Esta reflexão faz-me recordar um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen:
“Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os Outros têm medo mas tu não.
Porque os Outros são túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não”.
RS.
25/03/2008 at 11:06
Obrigada por Sophia.
A coragem intelectual é dificil porque tem de ser a base de onde se parte para a acção. É uma fortaleza interior que se percebe nos actos. Por isso, a ideia de «fortitude» de S. Tomás de Aquino vai além da ideia que temos, hoje, de coragem. Tem de ser vivida…