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	<title>Comentários a: 18 - Escrita de estudantes* - de virtudes </title>
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	<description>Um espaço eclético e aberto. Alguns assuntos são reincidentes e retomáveis, em torno dos três E's: Educação, Enfermagem e Ética.</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 13:28:30 +0000</pubDate>
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		<title>Por: LN</title>
		<link>http://conversamos.wordpress.com/2008/05/04/18-escrita-de-estudantes-de-virtudes/#comment-5081</link>
		<dc:creator>LN</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2008 00:23:41 +0000</pubDate>
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		<description>RS, a evocação do soneto mais famoso, assim me parece, da nossa literatura.
E cada um vive-o conforme sabe, pode, consegue, é capaz :) e de acordo com o tipo de amor de que se trata. Que, ainda assim, há diversos tipos de amor.

retribuo a oferenda:

"Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios? "Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste."

Nuno Júdice</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>RS, a evocação do soneto mais famoso, assim me parece, da nossa literatura.<br />
E cada um vive-o conforme sabe, pode, consegue, é capaz <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> e de acordo com o tipo de amor de que se trata. Que, ainda assim, há diversos tipos de amor.</p>
<p>retribuo a oferenda:</p>
<p>&#8220;Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que<br />
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a<br />
manhã da minha noite. É verdade que te podia<br />
dizer: &#8220;Como é mais fácil deixar que as coisas<br />
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos<br />
apenas dentro de nós próprios? &#8220;Mas ensinaste-me<br />
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,<br />
até sermos um apenas no amor que nos une,<br />
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:<br />
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua<br />
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo<br />
esse que mal corria quando por ele passámos,<br />
subindo a margem em que descobri o sentido<br />
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo<br />
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,<br />
de chegar antes de ti para te ver chegar: com<br />
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água<br />
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:<br />
a primavera luminosa da minha expectativa,<br />
a mais certa certeza de que gosto de ti, como<br />
gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste.&#8221;</p>
<p>Nuno Júdice</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: RS(criancices)</title>
		<link>http://conversamos.wordpress.com/2008/05/04/18-escrita-de-estudantes-de-virtudes/#comment-5060</link>
		<dc:creator>RS(criancices)</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2008 18:54:20 +0000</pubDate>
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		<description>O amor existe de facto nas acções que realizamos todos os dias, sejam elas as mais pequenas mas que podem ter um significado maior, na maneira como os outros, além de nós, nos vêm, na maneira como vemos os outros ... o amor, por vezes, é um sufoco ou uma libertação, dependendo do ponto de vista  e vivências de cada um... e lembrando Camões, poema de que gosto muito:

"Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O amor existe de facto nas acções que realizamos todos os dias, sejam elas as mais pequenas mas que podem ter um significado maior, na maneira como os outros, além de nós, nos vêm, na maneira como vemos os outros &#8230; o amor, por vezes, é um sufoco ou uma libertação, dependendo do ponto de vista  e vivências de cada um&#8230; e lembrando Camões, poema de que gosto muito:</p>
<p>&#8220;Amor é fogo que arde sem se ver</p>
<p>Amor é fogo que arde sem se ver;<br />
É ferida que dói e não se sente;<br />
É um contentamento descontente;<br />
É dor que desatina sem doer;</p>
<p>É um não querer mais que bem querer;<br />
É solitário andar por entre a gente;<br />
É nunca contentar-se de contente;<br />
É cuidar que se ganha em se perder;</p>
<p>É querer estar preso por vontade;<br />
É servir a quem vence, o vencedor;<br />
É ter com quem nos mata lealdade.</p>
<p>Mas como causar pode seu favor<br />
Nos corações humanos amizade,<br />
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?&#8221;</p>
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