Falar dos gregos ou da cultura da Grécia Antiga é evocar a base da nossa cultura ocidental – influenciaram a linguagem, a política, a educação, a filosofia, a ciência, a tecnologia, a arte.
Conceitos como cidadania e democracia são gregos, ou pelo menos de desenvolvimento pela mão dos gregos. Como afirmou Heidegger, «a filosofia fala grego». O ideal desportivo, das Olimpíadas, é aceso no facho de fogo grego. A ideia da resistência – na batalha de Maratona ou nas Termópilas – associou-se à defesa da liberdade. E se mais exemplos fossem necessários, a geometria de Euclides, o teorema de Tales, o princípio de Arquimedes, os estudos de Hipócrates, as tragédias de Sófocles, a oratória de Demóstenes.
O Partenon, dedicado a Athena Nike, pode assumir-se como exemplo de uma influência que atravessou, para já, vinte e seis séculos. Péricles indicou como supervisor das obras a serem iniciadas na Acrópole em 447 a.C. o escultor Fídias, o arquiteto Ictinus e o construtor Calicrates. Era de Fídias a famosa estátua de Atenas Partenos, esculpida em marfim e ouro.
De majestosa simplicidade, o Partenon não tem artifícios ornamentais. Há quem aponte fundamentos políticos, religiosos e estéticos na sua construção. Há quem o considere um monumento à razão ou à glória de um povo. Foi templo grego, igreja cristã, mesquita turca. Sobre a colina, visível sobre a muralha protectora, o Partenon permanece – e não ter sido escolhido para a nova lista das sete maravilhas do mundo, não faz com que deixe de ser uma das maravilhas da minha lista pessoal.




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