Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida.
Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida.
« Livros e leituras: “A passo de caranguejo” Pensamento do dia »
”Onde há vontade não falta caminho.”
[J.R.R.Tolkien]
“Nada de desgosto nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça.”
[Marco Aurélio]
LN, sigla de Lucília Nunes.
No Blogspot desde 01.01.2005, importado para Wordpress a 21.10.2007.
O mesmo nome, a mesma ideia: este é um espaço eclético e aberto. Assuntos reincidentes e retomáveis, como os três E's: Educação, Enfermagem e Ética.
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Curiosamente, estou a ler “Cartas a um jovem poeta” de Rainer Maria Rilke (1875-1926) e, na oitava carta, ele escreve sobre a solidão que «ela no fundo não é nada que possamos escolher ou abandonar. Nós somos solitários. Podemos iludir-nos a esse respeito e agir como se assim não fosse. É tudo. Mas perceber que somos solitários é de longe melhor, perceber que é esse na verdade o nosso ponto de partida.»
Fazendo a média entre os ‘pontos de partida’ dos dois escritores, posso dizer que procuramos influenciar a solidão dos outros, sem exibirmos a nossa?…
Voltei a ler esse livro o ano passado por causa de uma onversa
; algumas mensagens são tão desafiantes que até dói…
A sua pergunta é muito interessante – há quem afirme que encontros entre pessoas são encontros entre solidões… E procuramos influenciar os outros, mesmo que seja «ponto de partida» para a consciência de que nascemos, vivemos e morremos sós (diz JLBorges) e é uma alegria quando encontramos com quem dar umas passadas juntos… Exibir ou mostrar a sua solidão, fragilidade ou vulnerabilidades, precisa, mais do que de coragem, de um forte sentido de segurança nessa mostração… ou então, correr o risco…