Pensamento do dia

14 06 2009

Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida.

Simone de Beauvoir

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2 respostas

15 06 2009
Daisy

Curiosamente, estou a ler “Cartas a um jovem poeta” de Rainer Maria Rilke (1875-1926) e, na oitava carta, ele escreve sobre a solidão que «ela no fundo não é nada que possamos escolher ou abandonar. Nós somos solitários. Podemos iludir-nos a esse respeito e agir como se assim não fosse. É tudo. Mas perceber que somos solitários é de longe melhor, perceber que é esse na verdade o nosso ponto de partida.»
Fazendo a média entre os ‘pontos de partida’ dos dois escritores, posso dizer que procuramos influenciar a solidão dos outros, sem exibirmos a nossa?…

16 06 2009
LN

Voltei a ler esse livro o ano passado por causa de uma onversa :) ; algumas mensagens são tão desafiantes que até dói…
A sua pergunta é muito interessante – há quem afirme que encontros entre pessoas são encontros entre solidões… E procuramos influenciar os outros, mesmo que seja «ponto de partida» para a consciência de que nascemos, vivemos e morremos sós (diz JLBorges) e é uma alegria quando encontramos com quem dar umas passadas juntos… Exibir ou mostrar a sua solidão, fragilidade ou vulnerabilidades, precisa, mais do que de coragem, de um forte sentido de segurança nessa mostração… ou então, correr o risco…

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