
O prémio D. Dinis, instituído em 1980 pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, é atribuído a uma obra literária – de poesia, ensaio ou ficção – publicada no ano anterior ao da atribuição do prémio. O júri desta edição foi composto pelos escritores Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral e o prémio foi atribuído por unanimidade.
“As Luzes de Leonor”, obra lançada em 2011 pela D. Quixote, é um romance sobre a vida da marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (1750-1839), neta dos marqueses de Távora, uma mulher que se destacou na história literária e política de Portugal num período denominado por “século das luzes”.
“Um romance sinfónico sobre a Marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal, neta dos Marqueses de Távora, uma figura feminina ímpar na história literária e política de Portugal. Maria Teresa Horta, persegue-a e vigia-a nos momentos mais íntimos, atraída pela desmesura de Leonor, no seu permanente conflito entre a razão e a emoção. Acompanha-a no voo de uma paixão, que seduz os espíritos mais cultos da época, o chamado “século das luzes”, e abre as portas ao romantismo em Portugal.”
Por isso, ao ler “As Luzes de Leonor” é também o Portugal do século XVIII e o seu contexto europeu que emerge. Cruzamo-nos com o marquês de Pombal num dia e com Pina Manique de seguida. Com uma Dona Maria rainha que perde o tino e Maria Antonieta que perde a cabeça. Com gente da literayura e da política, como Bocage, Rousseau e Voltaire. Com um país que se ergue de um terramoto e que não quer ver que os franceses estão quase a chegar.
Em fevereiro, será lançado o livro “As Palavras do Corpo – Antologia de Poesia Erótica”. Fico à espera, até porque é pela poesia que conheço a obra de MTH.