“Cimeira de Gleneagles
G8: atentados em Londres adiam para amanhã oficialização do acordo sobre o clima” informa o Público.
As potências do G8 concluíram hoje na cimeira de Gleneagles, Escócia, um acordo sobre o clima mas os atentados em Londres adiaram a sua oficialização para amanhã.
Duas coisas:
o repúdio e a ofensa relativos aos atentados de Londres
a interrogação sobre a eficácia de uma declaração
Tratar-se-á de um documento que “reconhece a realidade das alterações climáticas, o papel das actividades humanas e a urgência de agir.”
Não é por nada, nem por cepticismo, mas isto já se sabe há umas décadas. Aliás, nos anos sessenta Hans Jonas falava do Princípio de Responsabilidade, virado para o ambiente. E nos ano 90, é famosa a Conferência do Rio. O que há de novo?
Diz Chirac, que o principal mérito desta cimeira será “restabelecer o diálogo” entre os sete membros do G8 que ratificaram o Protocolo de Quioto e os Estados Unidos que o rejeitaram em Março de 2001. Trata-se de um «sinal positivo»…. dizem.
Em sintese, o grupo dos oito países mais industrializados do mundo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia – não conseguiram alcançar efectivamente mais do que uma declaração, na cimeira que tem como temas principais a ajuda a África e as alterações climáticas.
Mas não seria suposto ir mais além? do que alinhar uma possibilidade de um novo fórum com os outros países? Não seria suposto termos consciência ética e política da precaridade e da necessidade de proteger a vida no planeta?
Depois, li o LMoutinho:
A conclusão é simples: não se pode afundar um Arco-Íris. E pode-se erguer a voz e reforçá-lo.