Dia Mundial da Água

22 03 2008

Pode valer pouco, mas transcrevo a

Carta escrita no ano 2070

Estamos no ano 2070 e acabo de completar os 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos raspar a cabeça para mantê-la limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDE DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas, já que não temos a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastro-intestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário.
Os assaltos por um galão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos parece como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água. O oxigênio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo já nos cobra pelo ar que respiramos: 137m3 por dia por habitante adulto. As pessoas que não pode pagar são retiradas das “zonas ventiladas”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.
Em alguns países existem manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água é agora um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui já não há árvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelos testes atômicos e da industria contaminante do século XX. Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, a chuva, as flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o quão saudável que as pessoas eram.
Ela pergunta-me: “Papai, porque acabou a água?” Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que destruiu o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer alguma coisa para salvar o nosso Planeta Terra!

Extraído da revista “Crónicas de los Tiempos”





keep oceans clean

5 12 2007

sem necessidade de mais…





CHANGE

22 06 2007


Campanha da Comissão Europeia Você pode controlar a mudança do clima
usa quatro palavras chave:
Reduza.
Desligue.
Recicle.
Ande a pé.
Que culminam numa quinta:
Mude
.


As alterações climáticas são um problema global e, no entanto, cada um de nós pode fazer a diferença. Mesmo as mais pequenas alterações na nossa rotina diária podem ajudar a evitar as emissões de gases de efeito de estufa sem afectar a nossa qualidade de vida. Na realidade, podem até representar uma poupança de dinheiro.

Muito feliz o jogo de change - mudança - e change - mude o seu comportamento e assuma o controle.
A jeito, veja a sua pégada de carbono.





dar conta de…

20 02 2007

Vale a pena ver Breathing earth
Baseado em dados estatísticos reais e actualizados, mostra os índices de emissão de carbono na atmosfera de cada país. Também mostra a taxa de natalidade e mortalidade no mundo de forma dinâmica (em tempo real), basta acompanhar os números no canto esquerdo e passar o mouse sobre os países.





Dois anos… Protocolo de Quioto

16 02 2007

As actividades humanas são responsáveis pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global, que tem como consequências as alterações climáticas constatadas no planeta, afectando o ambiente e a saúde pública.

O comissário europeu para o Ambiente apelou ontem, em Washington, à comunidade internacional que inicie urgentemente negociações de um novo tratado contra as alterações climáticas.

“Perante as mais recentes projecções, que são alarmantes, feitas pelo Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas, a comunidade internacional deve iniciar com urgência negociações para um novo acordo abrangente e ambicioso que suceda a Quioto”, sublinhou Stavros Dimas.

Os (500) delegados do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas, a semana passada, previram que o planeta vai aquecer entre 1,8 e quatro graus até ao final do século e o nível dos mares subirá até 58 centímetros, fazendo multiplicar secas e vagas de calor.

O Protocolo de Quioto representou o primeiro passo concreto no sentido da redução da emissão de gases com efeito de estufa (GEE). Todavia, não basta.

Os Estados Unidos e a Austrália não ratificaram o protocolo, que prevê uma redução global de 5,2% até 2012 das emissões de GEE - responsáveis pelo aquecimento global e as alterações climáticas – em relação aos valores de 1990.





chamaram a minha atenção para…

16 07 2005

… um artigo interessante
New Emperors, Old Clothes
Anyone serious about making poverty history needs to understand where poverty actually comes from and what it really is.

trazido por The Ecologist on line.





manifestamente insuficiente….

7 07 2005

Cimeira de Gleneagles
G8: atentados em Londres adiam para amanhã oficialização do acordo sobre o clima” informa o Público.
As potências do G8 concluíram hoje na cimeira de Gleneagles, Escócia, um acordo sobre o clima mas os atentados em Londres adiaram a sua oficialização para amanhã.

Duas coisas:
o repúdio e a ofensa relativos aos atentados de Londres
a interrogação sobre a eficácia de uma declaração

Tratar-se-á de um documento que “reconhece a realidade das alterações climáticas, o papel das actividades humanas e a urgência de agir.”
Não é por nada, nem por cepticismo, mas isto já se sabe há umas décadas. Aliás, nos anos sessenta Hans Jonas falava do Princípio de Responsabilidade, virado para o ambiente. E nos ano 90, é famosa a Conferência do Rio. O que há de novo?

Diz Chirac, que o principal mérito desta cimeira será “restabelecer o diálogo” entre os sete membros do G8 que ratificaram o Protocolo de Quioto e os Estados Unidos que o rejeitaram em Março de 2001. Trata-se de um «sinal positivo»…. dizem.

Em sintese, o grupo dos oito países mais industrializados do mundo – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia – não conseguiram alcançar efectivamente mais do que uma declaração, na cimeira que tem como temas principais a ajuda a África e as alterações climáticas.

Mas não seria suposto ir mais além? do que alinhar uma possibilidade de um novo fórum com os outros países? Não seria suposto termos consciência ética e política da precaridade e da necessidade de proteger a vida no planeta?

Depois, li o LMoutinho:
A conclusão é simples: não se pode afundar um Arco-Íris. E pode-se erguer a voz e reforçá-lo.





a água

12 01 2005



in Universidade da Água (Relatório da UNESCO) Posted by Hello

Ah, não estou distraída (assim tanto!) - sei que hoje não é dia 22 de Março, o Dia Internacional da Água. Todavia, há coisas que não podem destacar-se apenas em datas de efemérides.

“Mais de um sexto da população mundial - 18%, o que corresponde a 1,1 bilhão de pessoas -, não tem acesso a fornecimento de água.”

É ou não é aterrador? Mas piora…

“Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade - seja em casa, seja em comunidade. A diferença entre esses extremos depende das medidas adotadas pelos governos.”

E, ao mesmo tempo, esbanjamos água…

como se os «mananciais do planeta» fossem inesgotáveis. Como se não tivesse de se somar o crescimento populacional, a poluição e o aquecimento global para reduzir a quantidade de água disponível. E ainda os mortos (mais de 2,2 milhões por ano, com destaque para crianças com menos de 5 anos) devido ao consumo de água contaminada e à falta de saneamento.

Ao mesmo tempo, esbanjamos água…





bandeiras expressivas

7 01 2005

Entre títulos como «Realidade Mundial» e «Conheça o mundo em que vivemos», recebi vários mails com estas bandeiras…

À primeira, fiz “forward”.

À segunda, fiquei a pensar.

À terceira, arrastei para aqui…

Acho que o que expressam justifique que se re-olhe para elas….

Vou tentar que não fiquem muito grandes e colocar as legendas em texto mesmo.

Dirão se (e o que) entenderem!





Burkina Faso

7 01 2005



Realidade Mundial, Burkina Faso Posted by Hello

A vermelho, crianças que morrem antes de completar um ano.

A verde, crianças que morrem antes de completar três anos.

A amarelo, crianças que chegam à idade adulta.





Angola

7 01 2005



Realidade Mundial Posted by Hello

A vermelho, as pessoas infectadas com o HIV.

A preto, as pessoas infectadas com malária.

A amarelo, pessoas que têm acesso a cuidados médicos.





China

7 01 2005



Realidade MundialPosted by Hello

A vermelho, menores de 14 anos que trabalham.

A amarelo, menores de 14 anos que não trabalham.





Somália

7 01 2005



Realidade MundialPosted by Hello

A azul, mulheres que sofreram mutilação genital.

A branco, mulheres que não sofreram mutilação genital.





Colômbia

7 01 2005



Realidade MundialPosted by Hello

A vermelho, a exportação de bananas.

A azul, a exportação de café.

A amarelo, a exportação de cocaína.





Brasil

7 01 2005



Realidade Mundial, Brasil Posted by Hello

A verde escuro, as pessoas que vivem com menos de 10 dólares por dia.

A amarelo, com menos de 100 dólares por dia.

A azul, pessoas que vivem com menos de 1000 dólares por dia.

A branco, pessoas que vivem com mais de 10.000 dólares por dia.





UE

7 01 2005



Realidade Mundial, União Europeia Posted by Hello

A azul, o consumo de petróleo.

A amarelo, a produção de petróleo.





USA

7 01 2005



Realidade Mundial Posted by Hello

A vermelho, as pessoas a favor da guerra no Iraque.

A branco, as pessoas contra a guerra no Iraque.

A azul, as pessoal que não sabem onde é o Iraque.





das mãos ao ambiente… e de volta!

3 01 2005
Posted by Hello

Retomando os post’s do dia e finalizando-os:

do perto ao mais distante, do próximo ao longínquo,

tanta coisa está ou passa pelas nossas mãos…





eu sei, toda a gente leu…

3 01 2005

Sob o título, Especialistas Vão Radiografar Saúde e Qualidade do Ar em Viseu, de Ricardo Garcia, anuncia-se que “Viseu vai ser alvo de um estudo, inédito no país, para avaliar possíveis problemas de qualidade do ar no futuro, em função do desenvolvimento da cidade. O projecto envolve as universidades de Aveiro e Nova de Lisboa. Integra peritos ambientais na área da qualidade do ar e especialistas médicos em doenças respiratórias, alergias e estudos epidemiológicos.”

A esta combinação se liga o nome do projecto - “SaudAR - A Saúde e o Ar que Respiramos” - prevendo-se que o “ponto de chegada é a realização de um programa de sensibilização e de formação, para fazer face aos potenciais problemas futuros de qualidade do ar.”

Estamos perante a análise da poluição do ar interior, um problema sério - até porque os europeus, ao que parece, passam 90% do tempo em espaços fechados.




Quase no meio do texto, a modos que distraído, afirma-se:

Em Portugal, as emissões dos gases responsáveis por picos de ozono no Verão - os óxidos de azoto e os compostos orgânicos voláteis - subiram 39 e 26 por cento, respectivamente, entre 1990 e 2001. Na União Europeia como um todo, as emissões caíram.”

“O projecto SaudAR, que se estenderá por quatro anos, é um dos raros trabalhos de investigação em Portugal que combinam simultaneamente dados ambientais e epidemiológicos, para avaliar os efeitos da qualidade do ar na saúde.”

http://jornal.publico.pt/2005/01/03/Sociedade/S02.html

Posto isto, e como toda a gente leu, cá me interrogo: e o resto? e «aquele» parágrafo? O projecto é interessante …

porque é que me fica uma sensação de desconforto?



Deve ser do artigo de outro jornal….



Sob o título UE obriga Portugal a reduzir direitos de emissão de CO2,

Paula Ferreira afirma que a Comissão Europeia aprovou ontem o Plano Nacional de Alocação de Emissões (Pnale), mas obrigou o Governo português a reduzir em 2,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono o total de direitos de emissão atribuídos às empresas.

“Uma redução que soube a pouco aos ambientalistas.

Quercus e Liga para a Protecção da Natureza (LPN) consideram que o cumprimento das metas do Protocolo de Quioto está em causa.”

http://dn2.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=172213&codEdicao=1275&CodAreaNoticia=2



OK, vivemos todos por cá, certo?!