MJM, no seu melhor…

6 04 2008

Obrigatório ler, este artigo

A REFORMA DO ENSINO SUPERIOR: IMPOSIÇÃO OU ADESÃO?

Uma das grandes dificuldades do actual momento do Ensino Superior (ES) em Portugal é a grande indefinição que existe na mente de todos os actores. Ninguém disputa que a reforma se vai fazer, até porque as duas forças motoras presentes no terreno a isso obrigam: o RJIES (Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior - Lei 62/2007) e o Processo de Bolonha (Decreto-Lei 74/2006). A questão é em que direcção evoluir.
Vamos por partes. Se, por um lado, o RJIES introduz uma tónica de alteração do “status quo” nas Instituições de Ensino Superior (IES), por outro introduz também um factor de “ruído” nocivo à elaboração dos estatutos: a questão das Fundações. Neste momento, na minha opinião, deveriamos estar concentrados na definição da missão e objectivos das IES e não em questões laterais, que são, de facto, meios (e não fins) de levar a cabo a tarefa de concretizar, na prática, essa mesma missão e respectivos objectivos.
Essa concentração na tarefa fulcral deveria permitir incrementar o que é, de facto, uma evidência: a diferenciação das IES. Para isso, é necessária a coragem de esquecer, por um momento, os condicionalismos externos que desviam muita energia da tarefa do momento: o orçamento, as variações do número de alunos, a nóvel questão do emprego de licenciados. São factores a ter conta, não disputo, mas são, também eles, “ruído” condicionador. Na atmosfera actual no ES, o que me parece ser o maior perigo advém de os condicionalismos externos acabarem por impôr uma leitura uniforme da situação.

continuar a ler Concordo especialmente que importa debater as condições pedagógicas e institucionais, o sentido da finalidade e a sua materialização nas políticas institucionais que ficam definidas. E não basta que as «cúpulas» o façam - cabe aos actores do terreno levarem a termo, aderirem, dizerem. Em poucas palavras: a participação activa e comprometida de cada um não é delegável. Nem nas assembleias ou comissões estatutárias.

Possa Cadima ter razão e sermos “pedras no charco, procuram cruzar informação entre as diferentes instituições”.

E que o Por Educar, do VM, colecte os dados para a história desta etapa do Ensino Superior em Portugal.

(imagem aqui)





das vizinhanças

5 04 2008

O Cogitare fechou e abriu em nova sede. Agora, traja-se de Cogitare em Saúde.

Agradeço o convite para «cortar a fita» dos Artigos de Opinião -

Um olhar para o desenvolvimento profissional: itinerários na transição





em Gualtar…

11 03 2008

Pensar(-se) e (a)o Ensino Superior, com a boa disposição de quem acabou de se conhecer, reconhecendo-se virtualmente de há muito…

Repito as palavras de LM, reconhecendo a qualidade do acolhimento e os desafios colocados - “agradecimentos a Cadima Ribeiro (Universidade Alternativa) que nos fez sentir em casa, aos Organizadores oficiais Regina Nabais (Polikê?) e Virgílio Machado (Por educar), e ao principal animador Alexandre Sousa (Co-Labor) que nos presenteou com um documento de trabalho que pode servir para agitar as águas em cada um dos nossos quintais.”

E sorrindo da citação do MJM lá no seu sítio:

Each time you write something and you send it out into the world and it becomes public, obviously everybody is free to do with it what he pleases, and this is as it should be. I do not have any quarrel with this. You should not try to hold your hand now on whatever may happen to what you have been thinking for yourself. You should rather try to learn from what other people do with it

Hannah Arendt, claro…E no restante também ecoo. Podemos olhar de diferentes pontos de vista, respeitando as diferenças individuais. Temos algo para partilhar, um segredo de polichinelo talvez, mas nosso. Existe pelo menos uma forma alternativa de fazer as coisas. É uma questão de tentar.

Mais um ano até ao próximo encontro, beira-Sado. E que estes momentos de encontro potenciem e reforcem…

PS - fizeram-me saber deste video sobre o encontro. Grata, RS :)





e somam 3…

1 01 2008

numero_3.png

no  Dia de abertura, o Decálogo de Russel, que hoje se reproduz:

The Ten Commandments that, as a teacher, I should wish to promulgate, might be set forth as follows
Decálogo Liberal - Os Dez Mandamentos que promulgaria, como professor

1. Do not feel absolutely certain of anything.
1. Não te sentirás absolutamente certo de coisa alguma.

2. Do not think it worth while to proceed by concealing evidence, for the evidence is sure to come to light.
2. Não pensarás ser vantajoso progredir ocultando as provas pois elas virão, inapelavelmente, à luz .

3. Never try to discourage thinking for you are sure to succeed.
3. Não tentarás desencorajar o raciocínio, pois seguramente conseguirás.

4. When you meet with opposition, even if it should be from your husband or your children, endeavor to overcome it by argument and not by authority, for a victory dependent upon authority is unreal and illusory.
4. Quando encontrares oposição, mesmo que seja a de marido ou filhos, esforçar-te-ás por superá-la pela força dos argumentos e não pela da autoridade, pois uma vitória que depende da autoridade é irreal e ilusória.

5. Have no respect for the authority of others, for there are always contrary authorities to be found.
5. Não respeitarás a autoridade de outros, pois encontrar-te-ás com autoridades contraditórias.

6. Do not use power to suppress opinions you think pernicious, for if you do the opinions will suppress you.
6. Não usarás do poder para suprimir opiniões que julgas perniciosas, pois se o fizeres as opiniões suprimir-te-ão.
7. Do not fear to be eccentric in opinion, for every opinion now accepted was once eccentric.
7. Não temerás ser excêntrico em tuas opiniões pois toda e qualquer opinião hoje aceita já foi outrora excêntrica.

8. Find more pleasure in intelligent dissent that in passive agreement, for, if you value intelligence as you should, the former implies a deeper agreement than the latter.
8. Encontrarás mais prazer na divergência inteligente do que na concordância passiva visto que, se apreciares devidamente a inteligência, a primeira implica um acordo mais profundo do que a segunda.

9. Be scrupulously truthful, even if the truth is inconvenient, for it is more inconvenient when you try to conceal it.
9. Serás escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois mais inconveniente será quando tentares ocultá-la.

10. Do not feel envious of the happiness of those who live in a fool’s paradise, for only a fool will think that it is happiness.
10. Não sentirás inveja da felicidade daqueles que vivem num paraíso de insensatos, pois somente um insensato pensará que isso é felicidade.

“A Liberal Decalogue”,The Autobiography of Bertrand Russell, Vol. 3: 1944-1969, pp. 71-2.

Não vou perorar sobre os ganhos (evidentes) da blogoesfera, embora até apeteça.  No global, reportaria que aprendo e (re)ajusto opiniões, com a reflexão partilhada.

A “casa” mudou do Blogspot para o WordPress (a 21 de Outubro) e de templates várias vezes. O contador assinala mais de 105 mil visitas (87.451 visitas no Blogspot e 17.825 aqui - o que dá uma média de 255 por dia nos últimos dois meses, a não ser que o contador esteja avariado…). A minha agenda inclui muitas horas de bloging

O convite, proposta, indagação, mantem-se: Conversamos?!





senhoras e senhores d’aqui….

31 12 2007
conversamos_graphs.jpg

Há companhias com que se aprende e se ganha, como as d(est)a blogoesfera. Blogues de magníficas grafias e derivações, raízes e desenvolvimentos.

Aos que mais companhia me fizeram ou lhes fiz, com ou sem comentários, deixo votos de um 2008 cheio de inspiração e de alegria.

Angel of Life - Cogitare -Confidências de 1 enfermeiro - Crónicas de uma enfermeira -Criancices -Detalhes e Pormenores -Em Casa da Ena Rot -Enfermagem em Grupos de Ajuda Mútua - Enfermagem XXI -Enfermagem.com -Espiritualidade e Saúde -Fórum Enfermagem - Infirmus -Nurse Anesthesist -ONR -Psikiatrices -Um dia virei enfermeira -Vida de Enfermeira

A destreza das dúvidas -Abnoxio - Aragem - Ardósia Azul -Aprender e Ensinar -Biosofia -Blog UE -Caminhos errantes -Campo lavrado -Co-Labor - Curriculo & Cultura -Da critica da educação à educação crí­tica -Educar para a saúde -Escolaridades e outros -Fio fino -Inquietações Pedagógicas -Jardim das Cores -Memória Flutuante -Memórias soltas de Prof - Micómio - Outro Olhar -Outro Espaço -Os (In)Docentes -Paixão da Educação -Polikê? -Que Universidade? -Reflexão entre professores -Reformar o Ensino Superior -Tempo de Teia - UniverCidade

— 




mimos

22 12 2007

joaninha_home1.png

De Detalhes e Pormenores, um mimo-presente d’ época.

Tenho de actualizar a lista de prémios e escolher cinco. Mais logo…





agradeço

22 12 2007

 

Muitas entregas deste prémio. Que agradeço e a que não vou, de novo, responder…. porque já passei os selos :)

Grata a Nightwritter, do Cafe Creme,  a Enfermagem não só,  a Chérub, de Vida de Enfermeira.





recursos… de blogues

3 12 2007

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Vê-se - eu vejo - os blogues como recursos, como ferramentas, como pontes. E a sua utilização na Educação no geral, como em muitos se reporta, ou da educação em Enfermagem, que já foi matéria de post aqui. Dos blogues como recursos. Apontaram-se (sete) motivos para um professor criar um blogue.

Uma tese de Mestrado, a ler: weblogs - can they acelerate expertise?

Nota de um estudo de investigação sobre o fenómeno dos blogues em Portugal (Joana Batista, 2004).

Seria interessante repetir hoje, o estudo, na época bastante comentado, aqui, aqui e aqui.

Outro trabalho, de João Canavilhas, interroga a relação dos blogues com a política, em Portugal.





reflexivos… ano de 2007 e “competências”

2 12 2007

Há muitas coisas que se lêm pela(s) vizinhança e que perpassam para aqui. Trago duas, por hoje:

O Ademar já fez um telegráfico balanço do que 2007 não foi. Do Abnoxio costumo sair de sorriso ou de cenho franzido. Nem que mais não seja, pela reflexão projectiva do que o (meu) 2007 não foi, neste caso. Algumas coisas não foi para poder ser outras, o que nem é mau… Ainda que haja uns «nãos» (dele) que corroboro (eu).

O sorriso, tanto por reencontrar Heinlein como pelo magnífico excerto no Aprender e Ensinar. Pedindo licença, JNA, traço o sofá reflexivo para a lista:

A human being should be able to change a diaper, plan an invasion, butcher a hog, conn a ship, design a building, write a sonnet, balance accounts, build a wall, set a bone, comfort the dying, take orders, give orders, cooperate, act alone, solve equations, analyze a new problem, pitch manure, program a computer, cook a tasty meal, fight efficiently, die gallantly. Specialization is for insects.

Robert A. Heinlein

Pensar nesta lista, mesmo como metáfora, é interessante (também) para fazer contas:

Um ser humano devia ser capaz de

trocar uma fralda,

planear uma invasão

matar um cerdo

dirigir um barco,

desenhar um edifício,

escrever um soneto,

equilibrar contas,

construir uma parede,

consertar um osso

consolar o que morre,

receber ordens,

dar ordens,

cooperar,

agir sozinho,

resolver equações,

analisar um novo problema,

espalhar estrume,

programar um computador,

cozinhar uma refeição saborosa,

lutar eficientemente,

morrer galantemente.

A especialização é para os insectos.

Felizmente (para mim), poucas coisas da lista têm qualificativo (não afirma planear eficazmente uma invasão ou escrever um belo soneto…) . Faltam dimensões do domínio afectivo - assuma-se que Heinlein estava só a pensar no que se faz. E que ao ser humano cabe poder fazer o que quiser.

Contas feitas, de mãos largas, ando pelas 15 (16, se jogar Risco contar como planear uma invasão) em 20, pois que a 21ª só poderá ser vista de fora.





quando a beleza e o sentido se reunem…

2 12 2007

 

Ordinary Miracle Sarah McLachlan

Pela generosidade de Directriz.

Lyrics:

It’s not that unusual
When everything is beautiful.
It’s just another ordinary miracle today.

The sky knows when its time to snow,
Don’t need to teach a seed to grow.
It’s just another ordinary miracle today.

Life is like a gift they say
Wrapped up for you everyday;
Open up and find a way
To give some of your own.

Isn’t it remarkable?
Like every time a rain drop falls,
It’s just another ordinary miracle today.

Birds in winter have their fling
But always make it home by spring.
It’s just another ordinary miracle today.

When you wake up everyday
Please don’t throw your dreams away;
Hold them close to your heart
Cause we’re all a part
Of the ordinary miracle.
Ordinary miracle

Do you want to see a miracle?
ohh ohh ohh, ohhh ohh ohh…

It seems so exceptional
That things just work out after all.
It’s just another ordinary miracle today.

Sun comes up and shines so bright
And disappears again at night.
It’s just another ordinary miracle today.
ohh ohh ohh, ohh ohhh ohh…
It’s just another ordinary miracle today.





Far West…

30 11 2007

 

shark.jpg

Trazido do Directriz, a quem muito se agradece

A Internet e o Far West“. Artigo de opinião de João César das Neves, Professor Universitário. De leitura obrigatória. E que merece um valente aplauso.

“A Internet é a maior colecção de insultos, mexericos, boatos e disparates alguma vez reunida na história da humanidade. Existem também coisas excelentes, belas e grandiosas, com uma qualidade única e inovadora. Mas não há dúvida que numa grande parte dos blogs, mensagens, comentários e sites de debate dominam o pedantismo e a grosseria, maldade e despeito, vacuidade e a mais pura e prístina estupidez.

Qual a razão do facto? Podia dizer-se que a Net atrai pessoas de mau carácter, mas todos os sinais são contrários. É evidente que quem frequenta as novas tecnologias da comunicação ainda pertence a uma elite favorecida, com mais formação e conhecimentos que a média. Por muito que se tenha popularizado, a sociedade virtual é dominada pelos mais educados e sofisticados de um país como Portugal.

Assim a explicação mais plausível tem de ser outra: a Net tende a trazer ao de cima os instintos mais baixos dos que a frequentam. Uma prova desse facto é que muita gente põe em blogs e e-mails coisas que teria vergonha de dizer ao telefone, escrever numa carta ou publicar em jornais ou livros. Aliás vê-se que, interpelado ou confrontado com o que escreveu, frequentemente o autor cai em si e admite ter-se deixado levar pelo meio. O que prova que existe algo nessa forma de comunicação que motiva o dislate.

A Internet apareceu como um grande melhoramento das formas tradicionais de contacto, mas veio a revelar-se, em muitos casos, uma mistura entre carta anónima e jornal de parede, onde se podem proclamar impunemente as suspeitas mais implausíveis ou descarregar as irritações mais viscerais. Cada gestor de um site sente-se com autoridade de um director de jornal e capacidades de um estúdio de cinema, ambas reduzidas à estatura do seu ego. Isso cria potencialidades maravilhosas e muita gente faz coisas admiráveis. Mas também se podem expandir os preconceitos e ideias feitas, teorias mirabolantes ou ódios de estimação, tudo admissível porque aquele é o seu espaço, com regras por ele definidas. A enorme influência do meio só confirma essa atitude.

Isto mostra que ainda se vivem os tempos heróicos, a fase dos pioneiros, a idade selvagem da internet. Como na época áurea do Far West, cada um faz a sua lei e não há limites nem procedimentos estabelecidos. Se há muitos feitos notáveis e heróicos, também todos os abusos são admissíveis, porque manifestam a suprema liberdade. O factor decisivo da Internet é de facto a liberdade. Mas a liberdade descontrolada e irresponsável torna-se embriagante e destruidora. O nosso tempo diz ansiar pela liberdade radical, mas depois quer justiça, segurança, direitos.

Assim a Net revive um drama antigo da civilização. O grande psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1905-1997) disse que os EUA deveriam construir em Los Angeles uma “Estátua da Responsabilidade”, para compensar a de Nova Iorque. A liberdade só floresce se apoiada no esteio dos valores e da cultura. Ao longo dos séculos todas as sociedades se esforçam por elaborar um edifício cultural e tradicional de valores que defenda o espaço pessoal da liberdade. A tradição, que tantos vêem como um entrave, só existe como protecção crucial dessa autonomia.

Perante um choque, como ao nascer de um novo continente ou forma de comunicação, a tradição é pulverizada. Então, no Far West e Internet, como nas revoluções, uma sociedade vive algum tempo com uma estrutura cultural mínima, que não chega para orientação. Nessas fases da História, e enquanto não se criam novos quadros de referência, vêm ao de cima os instintos mais básicos e boçais. É isso que por enquanto se vê na Net, apesar dos esforços intensos que um dia conseguirão civilizá-la.

Aqui surge outro problema. Muitos espantam-se por sociedades avançadas e sofisticadas tolerarem tais comportamentos. O que leva a Alemanha de Bach e Goethe a ajoelhar-se diante de Hitler? Serve-nos de aviso a afirmação de S. Bernardo: “Não há nada tão firmemente estabelecido na alma que a negligência e o tempo não enfraqueçam” (De Consideratione, I, ii, 2).”

conversamos?!…





e agora?.. passo o(s) selo(s)

29 11 2007

Vão em três os prémios-selos de «Dizem que até nem é um mau Blog»…

Grata a RS, do Criancices (que primeiro linkei na coluna da direita, nos prémios). Obrigada ao Nuno, igualmente. E ao recente (nem tanto) chegado Psikiatrices.

O protocolo …

1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons, entende-se como bom os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários.

2. Só e somente se recebeu o “Diz que até não é um mau blog”, deve escrever um post:

- Indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;

- A tag do prémio;

- As regras;

- E a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio.

3. Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele.

4. (Opcional) Se quiser fazer publicidade ao blogger que teve a ideia de inventar este prémio, ou seja – Skynet - pode fazê-lo no post).

Passo o «selo», não numa regra de 7 por cada, mas dos que hoje escolho:

- A destreza das dúvidas, com DK e LA-C

- Aprender e Ensinar, de JA

- UniverCidade, de LMoutinho

- Directriz, d’ele mesmo

- Co-Labor, de Alexandre Sousa

- (In)firmus, de MVieira

- Outro Olhar, Miguel Pinto

- Retórica, Américo Sousa

- Tempo de teia, de Teresa MM

- La Mareé Haute, de Vague

- A educação do meu umbigo, PGuinote

obrigada a todos, pelos excelentes momentos - os que lá passo, os que acontecem quando me lembro do que lá li, …





declaração

26 11 2007

Fui alertada para a utilização de um nick name LuciliaNunes no Forum Enfermagem. Grata ao administrador do Fórum, afirmo que não são minhas as afirmações com esse nickname que lá constam e que não comento lá há meses.
Coisas de net, de utilização deliberada de um nome para provocar confusão.

Ao caso, o meu, sendo que, se alguém quer saber as minhas opiniões, pode perguntar-me aqui. E mais declaro que não comentarei em nenhum sítio até 13 de Dezembro.





recém-chegada…

26 11 2007

RC tem comentado por aqui.

Agora, já tem um canto seu… bem vinda, à blogoesfera…

Detalhes e Pormenores





desafio de página

22 11 2007

Testemunho de um curioso passatempo - vindo do Directriz, e a fazer-me escolher um, entre a pilha de livros aqui do lado direito.

1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada;
5. Aumentar, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.

Parece próximo daquela ideia de abrir o Corão, ou outro livro sagrado, e ler como mensagem dirigida a primeira frase onde cair o olhar. Seja:

Existem montes de coisas que não conseguimos ver.

In O Dia em que Sócrates vestiu jeans, de Lucy Eyre, p. 161, 5ª frase.

Passo o desafio a todos os que por aqui passarem…. e quiserem levá-lo.

É curiosamente aleatório e potencialmente divertido.





de malas e bagagens…

21 10 2007

 Tempestade, Foto Ricardo Alves

Este é o novo endereço do Conversamos?!…

Trouxe as bagagens do Blogger e talvez leve uns dias a «arrumar» este canto.

Experimentemos…





Os 10 livros que mais…

15 10 2007


Vim da Maré Alta, o sítio onde a Vague toca o céu, e deixou uma lista de livros.
Daqueles que mais marcaram.
Livros… livro. Que cada um, em singular, dá muito mais do que percebemos ao lê-lo.

Alguns viajam décadas conosco, nos seus mundos de palavras e de ideias, de imagens que re-criaram ou fizeram emergir em nós. E são de tantos estilos… ensaios, poesia, romance, ficção, policial,… pensados, vividos, imaginados. Já reconheci a minha bibliofilia vezes sem conta. Não espantará que tenha ficado a pensar nos 10.
Porque há cadeias com elos perdidos, e as que se fazem com elos inesperados, aqui ficam os 10 que hoje, primeiro aparecem ao meu pensamento, caminhando de trás para cá.

Eurico, o Presbítero, Alexandre Herculano.
Dos primeiros livros que li e me impressionou para o resto do tempo. Na época em que ler Herculano era de «liceu», as descrições de um homem solitário e atormentado, num particular momento da história.

Estranho em terra estranha, Robert Heinlein.
Foi fabuloso ter encontrado, há mais de duas décadas, a figura de Valentine Michael Smith, e a ideia de um entendimento entre pessoas. Umas raízes de libertarismo e de idealismo utópico à mistura.

Hobbit, O Senhor dos Anéis ou As Obras Completas de J. R. Tolkien.
A companhia do Caminheiro Aragorn e dos seus amigos, Legolas em particular, nos inícios da década de oitenta foi assombrosa. Um outro mundo, metafórico no combate do Bem e do Mal, onde uma Irmandade joga um papel determinante.

Presságio de Fogo, Marion Zimmer Bradley.
Se dela, também As brumas de Avalon, voltei mais vezes à figura mitológica da amaldiçoada, que sempre diz a verdade sem ser acreditada. Ou a tragédia dos deuses se vingarem!

Pássaros feridos, Colleen McCullough.
Li-o e marca o início da minha leitura e releitura de Colleen, das Senhoras de Missalonghi à Viagem de Morgan, ou a saga do Primeiro Homem de Roma.
As escolhas de gente que faz o melhor que pode com o que lhes acontece.

Fahrenheit 451, Ray Bradbury.
A coragem de ir contra as regras e de fugir do medo, afirma a Vague.
A possibilidade de se estar iludido no seio de uma ideologia dominante. Ou a necessária coragem para verificar o que se pensa (e de o descobrir primeiro).

Antologia Poética, Miguel Torga.
Porque «poesia, sempre…» e nele os temas se encadeiam em todas as direcções. Colocava-o ao lado das
Obras completas, Pablo Neruda,
que acrescenta, em meu entender, a força e o vigor dos sentidos e dos acreditados.

Humano, demasiado humano, F. W. Nietzsche,
como símbolo de toda a obra, dos ditirambos e aforismos que desafiam além da primeira, segunda, terceira, interpretação. A vertigem do abismo, no pensamento de um outsider.

A condição humana, Hannah Arendt.
Uma outra forma de pensar, de colocar o homo em diferentes esferas, de definir-nos na(s) condição de sermos plurais e de nos tornarmos na relação com os outros. A proximidade ineludível da ética e da política.

Portas de Fogo, Steve Pressfield
porque o romance histórico é duplamente fascinante e a aventura humana das Termópilas inesgotável.

Ultrapassei os 10. Páro aqui, mas a lista continua…





5 10 2007


Para mim, que uso a ideia de «cinco estrelas» há uns anos, a propósito da excelência ética e moral, foi com um sorriso que recebi o prémio do Criancices.

E agora? The power of schmooze, para identificar cinco-cinco-estrelas.

Gostei muito do florido e perfumado, Em Casa da Ena Rot.
Aprecio a singeleza elegante do Directriz.
Fico bem disposta com o estilo de escrita séria do Co-Labor.
Quando ele escreve, aprecio sempre Aprender e Ensinar.
Areja-se quando se faz um passeio em la Marée Haute.

Para eles, portanto…





em jeito de avaliação…

9 09 2007

Uso o Reader. Não há muito tempo, desde antes das férias…. e estou muito satisfeita de ir tendo a informação das entradas dos blogues que leio.
Claro que corro mais o risco de ler sem ir mesmo - enfim, não há bela sem senão (como não há senão sem bela).

E no seu caso? à espera de ter tempo de ir aos blogues que quer, ver um a um??…





certificado… melhores momentos virtuais

8 09 2007

Directamente do Infinito’s pela mão virtual da Ermelinda Toscano, de onde já tinha vindo o desafio da comunidade de blogs almadenses - BlogAlma(da), Almada na Blogoesfera -
Agradecida…

e agora?? escolher os que se situam nos meus melhores momentos virtuais? como se a memória fosse o filtro, neste esboço de reconhecimento? há muitos posts que desencadeiam pensamentos e reflexões, blogues que enriquecem, idas e regressos a blogues que são bons desafios virtuais - que os blogues teêm gente dentro, por isso:

- JG, do Blog da sabedoria
- Vague, de La marée haute
- Shark, do Charquinho
- Américo Sousa, da Retórica
- Miguel Pinto, de Outro Olhar
- JVC, do Reformar o Ensino Superior e Bloco de Notas (e que supre a saudade do Professorices…)
- LM, do UniverCidade

eram quantos?!