efeméride do dia
11 05 2008Comentários : 3 Comentários »
Categorias : arte, efemérides

Está quase a chegar ao fim o dia cronológico que dedicaram à Mãe - acentuado como um dia Especial.
As crianças preparam os presentes e não se trata, realmente, do que cada presente é. Mas do que traz consigo.
Mais do que ser feito nas horas de um lazer centrado, às escondidas da pessoa a Quem se destina, está entretecido de um sentido de ser filho. Traz consigo indizíveis, porque há coisas que nenhumas palavras conseguem dizer.
Recebi, entre os presentes manufacturados, dois blocos diferentes, de capas desenhadas com grafias e imagens diferentes - e por mais Moleskines que passem pelas minhas mãos, nenhum se assemelhará aos que foram feitos a pensar que eu os usaria, «para escrever as coisas que pensas, o que quiseres…».
Todos os presentes trazem consigo muitas coisas. Mas os deles trazem-nos e às memórias deles e da vida que se divide em antes deles e depois deles. E, claramente, o amor por eles redimensiona a Vida.
Feliz dia todos os dias às Mães, aos Filhos e aos Pais. E assim teremos reunida a humanidade, ou o melhor que a humanitude tem. Do incondicional numa existência finita e precária.
34 anos sobre o Dia da Liberdade.
Se eu tivesse de escolher os temas que ele cantou, não escolheria outros. Nem dos trabalhos anteriores, nem
de «Olhos nos olhos». Há noites assim, de uma calidez notável, de espectáculo e alegria… e de cinzas e papéis queimados a chover do céu, na sequência de fogo-de-artifício.
Uma forma muito feliz de comemorar Abril!
“…ler pela primeira vez um grande livro na idade madura é um prazer extraordinário: diferente (mas não se pode dizer maior ou menor) se comparado a uma leitura da juventude. A juventude comunica ao ato de ler como a qualquer outra experiência um sabor e uma importância particulares; ao passo que na maturidade apreciam-se (deveriam ser apreciados) muitos detalhes, níveis e significados a mais. Podemos tentar então esta outra fórmula de definição:
Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.”
Por que ler os clássicos, Italo Calvino
Este ano, pela 13ª vez, celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
Dia de celebrar os Livros. Companheiros certos de viagens pela imaginação e pelos olhares dos Outros. Que em Si ecoam. Dia de evocar livros significativos. De relembrar Shakespeare.
Dia da Terra. O nosso Planeta. Lar.
AVE
Seria um pássaro
No sono das asas
ondulava
toda a solidão do céu
Terrestre,
Só a fugitiva sombra
Paisagem nenhuma
lhe dava abrigo
Pousado,
o corpo
de si mesmo se exilava
Nos ensinava
a deslumbrância da viagem
a nós que só na morte
olharemos os céus de frente.
Mia Couto

Trata-se de assinalar o evento, e de evocar as memórias de um pasado comum, que habitualmente se começa a contar de há 35 anos para cá (o 1º Congresso, em 1973) mas tem raízes muito anteriores.
Trata-se de relembrar que passaram 10 anos sobre a publicação do Decreto-lei nº 104/98 de 21 de Abril, que criou a Ordem dos Enfermeiros.
O que significa que há 10 anos que o Estado devolveu aos enfermeiros os poderes de regulação e reconheceu [1]<!–[endif]–> , tanto o desenvolvimento e o interesse público desta profissão como a idoneidade dos enfermeiros para assumir a regulamentação e o controlo do seu próprio exercício profissional.
É claro que a auto-regulação se destina a assegurar aos cidadãos que os portadores de cédulas de «enfermeiro» e «enfermeiro especialista» são competentes - o desígnio fundamental da OE é a qualidade dos cuidados de enfermagem e a regulamentação e controlo do exercício. Por isso, a segurança e o interesse do público.
Cf. Preâmbulo do Decreto-lei n.º 104/98 de 21 de Abril - “Na verdade, reconhece o Governo que os enfermeiros, no estádio actual do desenvolvimento da enfermagem e com a plena consciência do relevante papel que desempenham no sistema de saúde, constituem um corpo institucional idóneo para assumir a devolução dos poderes que ao Estado competem no que concerne à regulamentação e controlo do exercício profissional, designadamente nos seus aspectos deontológicos e disciplinares. O presente diploma responde, assim, a um imperativo da sociedade portuguesa de ver instituída uma associação profissional de direito público, que, em Portugal, promova a regulamentação e disciplina da prática dos enfermeiros, em termos de assegurar o cumprimento das normas deontológicas que devem orientar a profissão, garantindo a prossecução do inerente interesse público e a dignidade do exercício da enfermagem.”
7 de Abril, Dia Mundial da Saúde, 60 anos da Organização Mundial de Saúde.
Tema de 2008: Protecção da Saúde contra os efeitos das alterações climáticas
A não deixar de ver: os factos das alterações climáticas, cruzados com a Saúde.
Climate change and human health
Em 2007, curiosamente, o tema era “Investir em Saúde para um Futuro mais Seguro”.
Em 2008, talvez comecemos a compreender que o que está em causa é mesmo a possibilidade e as condições do futuro.
video OPAS/OMS

3092 novos casos de tuberculose registados em Portugal, em 2006 (o que significa uma taxa de notificação de 29,4/100 mil habitantes)
9,2 milhões de novos casos, no mundo - sendo que África e Ásia concentram mais de 80% - e 1,7 milhões de mortos em 2006. Os números falam por si. O que a epidemia concretiza é 4.500 mortos/dia/mundo. É demasiado…
Há dez anos seria inimaginável - mas hoje a realidade é a que a tuberculose multirresistente tem forçosamente de nos preocupar. Com ou sem associação ao VIH, que a percentagem com este vírus foi de 7,7% novos casos. A questão é que se conclui hoje que 5% das novas infecções anuais por tuberculose são causadas por bactérias resistentes aos antibióticos.
“An estimated 1.5 million people died from TB in 2006. In addition, another 200,000 people with HIV died from HIV-associated TB. If TB disease is detected early and fully treated, people with the disease quickly become non-infectious and eventually cured. Multidrug-resistant TB (MDR-TB) and extensively drug-resistant TB (XDR-TB), HIV-associated TB, and weak health systems are major challenges” WHO
O documento Global Tuberculosis Control 2008. Surveillance, Planning, Financing, além dos dados, apresenta o relatório global e as medidas tomadas. Em anexo, profile of high-burden countries e The Stop TB Strategy, case reports, treatment outcomes and estimates of TB burden
1. There were an estimated 9.2 million new cases of TB n 2006 (139 per 100 000 population), including 4.1 illion new smear-positive cases (44% of the total) and 0.7 million HIV-positive cases (8% of the total). This is an increase from 9.1 million cases in 2005, due to population growth. India, China, Indonesia, South Africa and Nigeria rank fi rst to fi fth respectively in terms of absolute numbers of cases. The African Region has the highest incidence rate per capita (363 per 100 000 population).
2. There were an estimated 14.4 million prevalent cases of TB in 2006.
3. There were an estimated 0.5 million cases of multidrug-resistant TB (MDR-TB) in 2006.
4. In 2006 there were an estimated 1.5 million deaths from TB in HIV-negative people and 0.2 million among people infected with HIV.
5. In 2007, a total of 202 (out of 212) countries and territories reported TB notifi cation data for 2006 to WHO. A total of 5.1 million new cases (out of the estimated 1.2 million new cases) were notifi ed for 2006 among these 202 countries and territories, of which 2.5 million (50%) were new smear-positive cases. The African, South-East Asia and Western Pacifi c regions accounted for 83% of total case notifications.
Pode valer pouco, mas transcrevo a
Carta escrita no ano 2070
Estamos no ano 2070 e acabo de completar os 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos raspar a cabeça para mantê-la limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDE DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas, já que não temos a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastro-intestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário.
Os assaltos por um galão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos parece como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água. O oxigênio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo já nos cobra pelo ar que respiramos: 137m3 por dia por habitante adulto. As pessoas que não pode pagar são retiradas das “zonas ventiladas”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.
Em alguns países existem manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água é agora um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui já não há árvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelos testes atômicos e da industria contaminante do século XX. Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, a chuva, as flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o quão saudável que as pessoas eram.
Ela pergunta-me: “Papai, porque acabou a água?” Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que destruiu o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer alguma coisa para salvar o nosso Planeta Terra!
Extraído da revista “Crónicas de los Tiempos”
A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes - aliás, a palavra significa exactamente “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera que, no hemisfério norte, ocorre a 21 de Março. A data foi fixada durante o Concílio de Niceia, em 325 d.C, como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de Março”.
A Primavera representa a renovação cíclica e rejuvenescimento.Associa-se habitualmente ao desabrochar das flores.
Ligo-a igualmente a um texto de Cecília Meireles:
Primavera
“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.”
Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1
Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

Vão-me desculpar… relevo, às vezes, um Dia Internacional como um modo de assinalar, de trazer à memória do Dia.
Todavia, há dias que teêm travos amargos. E hoje é um deles. Em 2006, a este propósito, escrevi que era ainda um dia a assinalar.
A 8 de Março de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias recebiam menos de um terço do salário dos homens.
Foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarou um incêndio, e entre 130/140 mulheres morreram queimadas.
Em 1908, na mesma data, 15.000 mulheres marcharam em Nova Iorque exigindo reduções de horário laboral, melhores salários e direito ao voto. Em 1910, numa conferência internacional realizada em Copenhaga, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como “Dia Internacional da Mulher”. Ou seja, manter viva a memória do incêndio da Fábrica de Triangle Shirtwaist.”
Destaquei então a Convenção para a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra as Mulheres. Naturalmente, não basta. A violência contra as mulheres, as discriminações sociais, laborais, políticas, culturais, entre outras, não cessam por força de nenhuma lei. Talvez seja preciso mais, muito mais. E mais do que um Dia Internacional. Ah, e sobre isso assinala-se o 25 de Novembro.
Em 1792, Mary Wollstpnecraft publicou “A vindication of the Rights of Woman“. É dela a afirmação:
It would be an endless task to trace the variety of meannesses, cares, and sorrows, into which women are plunged by the prevailing opinion, that they were created rather to feel than reason, and that all the power they obtain, must be obtained by their charms and weakness.
Relevo a seriedade do assunto e a ineficácia e insignificância de um Dia. Dir-me-ão (e dir-me-ei) que é um dia para que se assinale. Mas já há pouca paciência para rituais de efemérides… E se hoje fôr um dia como os outros, a exemplo dos dados objectivos, estaremos a falar de desigualdades de salário, de educação, de oportunidades, e, mais,… das mulheres que hoje fecharão o dia com nódoas negras ou com as flores que as acompanham no funeral.
Dia Internacional da Mulher, não pode ser referência a todas as mulheres, que seria desrespeitador sendo que a mulher, além do conceito abstracto e universal, é coisa que não existe.
Existe cada uma, as que tornam o dia mais belo, velam pelos seus, ousam “sonhar a sua caravela” (diria Derrida) e são contra-corrente na secular e desumana dominação. E tal cabe a cada uma e a todos nós, seres humanos. Em todos os dias.
—-
Imagem: Helena Almeida, Tela Habitada (1976)
“Os cuidados paliativos constituem uma resposta organizada do Serviço Nacional de Saúde à necessidade de tratar, cuidar e apoiar activamente doentes na fase final da vida. O que são cuidados paliativos? São cuidados prestados a doentes em situação de intenso sofrimento decorrente de doença incurável em fase avançada e rapidamente progressiva. O objectivo consiste em promover, tanto quanto possível e até ao fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes doentes. Os cuidados paliativos são cuidados activos, coordenados e globais, que incluem o apoio à família, prestados por equipas e unidades específicas de cuidados paliativos, em internamento ou no domicílio, segundo níveis de diferenciação. Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional do doente, o apoio à família e o apoio durante o luto, o que implica o envolvimento de uma equipa interdisciplinar de estruturas diferenciadas.” Em qualquer idade, em diferentes situações, paliar é vital.
Paliar, do latim
Atenuar, suavizar, o tempo de vida da vida que resta.
na dúvida, e porque se tratou do trigésimo aniversário da sua morte,
«in the ghetto»
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zmVFnhO3A98">
dueto com Celine Dion
Nascido a 4 de Agosto de 1901, em New Orleans, Louis “Satchmo” Armstrong.
What a Wonderful World…
Dos bairros pobres de New Orleans, à fama. O talento inconfundível.
Muita informação disponível: Satchmo.net, Louis-Armstrong.net
Sobre ele e a mulher da sua vida: Lucille Armstrong.
Assinala-se, a 2 de Agosto, o nascimento de José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO, em 1929) e de Isabel Allende (1942).
Duas figuras de relevo, cada um em seu campo.
Dele:
Dela:
“Costumava dizer ao seu fiel amigo, (…), que a sua memória era como a barriga do navio onde se conheceram, vasta e sombria, repleta de caixotes, de barris e de sacos onde se acumulavam os acontecimentos de toda a sua existência.
Acordada, não era fácil encontrar alguma coisa naquela imensa desordem, mas adormecida, conseguia sempre fazê-lo, tal como Mama Fresia lhe ensinara nas noites doces da sua infância, quando os contornos da realidade eram apenas um traço fino de tinta pálida.
Entrava no local dos sonhos por um caminho muitas vezes percorrido, e regressava com grandes precauções, para que as ténues visões não se despedaçassem contra a luz áspera da consciência.”
Filha da Fortuna

14 de Julho,
Dia Mundial da Liberdade de Pensamento
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 26 de Agosto de1789, a liberdade de expressar pensamentos e opiniões é um direito.
Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, todo o homem tem direito à liberdade de opinião e de expressão. Esse direito inclui a liberdade de ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
Bastilha, sete prisioneiros, marco do início da Revolução Francesa (1789)
Metáfora de assalto e de confronto, de envolvência: evocação no último album de Jorge Palma - Voo Nocturno,
«para me sentir perdoado,
de não poder estar a teu lado,
quando tomares a Bastilha».
Também dia de final da guerra das Malvinas (1982), da invenção do circuito integrado, vulgo chip (1959) e da criação do formato MP3 (1995).