Imagine a world without Nurses

2 10 2009





estamos a caminho…

23 07 2009

ramo de flores

Do Parecer da Comissão Parlamentar do Trabalho:

O Governo apresentou a Proposta de Lei n.º 268/X que procede à alteração do Estatuto da Ordem de Enfermeiros aprovado pelo Decreto-Lei n.º 104/98, de 21 de Abril. E que baixou à Comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública em 30 de Abril de 2009. O Governo sustenta que, passados 11 anos sobre a aprovação do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros e dada a evolução entretanto verificada no sistema de saúde, educação e actividade da enfermagem, importa adequar o Estatuto às novas realidades. Nestes termos, o Governo entende que o Estatuto da Ordem dos Enfermeiros deve possuir os indispensáveis mecanismos para a garantia do exercício da profissão por quem seja detentor das qualificações necessárias para um exercício de enfermagem de qualidade e promove as figuras do exercício profissional tutelado e o título de enfermeiro especialista.

A Proposta de Lei preconiza três alterações fundamentais:
a) A previsão de um exercício profissional tutelado para a atribuição do título definitivo de enfermeiro;
b) O enquadramento específico para a atribuição do título de especialista; c) Alteram-se a composição e as competências do Conselho de Enfermagem e criam-se comissões técnicas para o assessorar.

Anteontem, a proposta de lei tinha sido aprovada na especialidade.

Hoje, ao final da tarde, na Assembleia da República, em plenário, foi aprovada por unanimidade a lei que altera o Estatuto da Ordem dos Enfermeiros. A alegria é grande, o momento é de mais uma etapa conseguida, de assinalar mais um marco no percurso….





Pelo que se quer ver acontecer

17 06 2009

Depois da Petição Pública por causa do Modelo de Desenvolvimento Profissional, com link aqui,

o Forum Enfermagem dinamiza a Petição Pública pela carreira,  apelando a blogs e sites.





“Transition to practice”, uma preocupação actual

13 06 2009

A ideia responde por nomes diversos  – transition to practice, residency  -  e suporta-se em modelos  com algumas diferenças – mentorship, preceptorship, clinical supervision. Em todos, a linha estrutural é o suporte à indução profissional dos enfermeiros e à prática apoiada, em processo formal.

Transition to practice: promoting public safety, do NCSBN  (National Council for State Board Nursing, EUA). O modelo leva uns anos de reflexão e tem uma esquemática interessante.

A temática da transição para a prática, ou seja, na passagem da vida académica para a vida profissional,  encontra-se em diversas fontes.

“Todos os enfermeiros e parteiras recém-formados devem receber um adequado período de indução e preceptorship no inicio da sua prática profissional” Recomendação 21 do “Fitness for Practice”, Nursing and Midwifery Council, 1999. Pode aplicar-se igualmente ao profissional competente num determinado domínio, que pretende lidar com um novo papel, ou integrar uma segunda actividade numa área que não lhe é familiar. (Bain, 1996). O Preceptorship foi introduzido no Reino Unido pelo United Kingdom Central Council for Nursing, Midwifery and Health Visiting (UKCC), como parte integrante do Post-Registration Education and Practice Program (1993) – PREPP. Sob a “Agenda for Change” (Department of Health, 2005)  existe uma grande expectativa de que a nível das organizações de saúde, se criem as condições favoráveis em termo de suporte para que os profissionais se possam desenvolver a si e contribuir para o desenvolvimento dos outros. A realidade tem ficado um pouco aquém das expectativas – resistências pessoais, e falta de suporta organizacional são as razões apontadas (Davey, 2006).

Atravessando o Atlântico, de há uns anos a esta parte que o NCSBN tem recolhido evidências de programas de suporte à transição para a vida profissional. Especialmente no Estado de North Carolina,  o registo de “evidence-based transition-to-practice initiative”. Noutros estados, «Residency Programs». Na Austrália, o modelo que mais se encontra anda pelo «Mentorship»e a Nova Zelândia adoptou o «Clinical Supervision».

Description of NCSBN’s Transition to Practice Model

Transition to practice – literature review & Frequently Asked Questions

The organizational impact of a new graduate pediatric nurse mentoring: background and significance

Positioning mentorship within Australian nursing contexts – a literature review

A review of graduate nurses transition programs in Australia

The effectiveness of strategies and interventions that aim to assist the transition from student to newly qualified nurse

Desde o ano passado, o enfoque no «Transition to practice model»

NCSBN’s Transition to Practice model is intended to be collaboratively implemented with education and practice, but through regulation. Collaboration will be essential for this model to be successful. If adopted, regulation will be able to enforce the transition program through licensure.

NCSBN model

aqui





Participação em discussão pública

10 06 2009

aprec publi AEOE

Pode ir-se directamente ao site da AR, separata 99, e seguir as instruções. Fui por aqui…

Ou participar na Petição pública. Ou agir de outro modo que entender.

O que não pode é passar-lhe ao lado a participação na proposta de alteração dos Estatutos da Ordem dos Enfermeiros.





teorizar, é preciso

20 10 2008

An Integral Philosophy and Definition of Nursing
Olga F. Jarrin

Integral Definition of Nursing and Preliminary Meta-Theory of Nursing
Nursing is situated (lay or professional) caring, shaped by interior and exterior environments. These environments include a) the individual nurse’s state of mind, intention, and personal nursing philosophy; b) their level of skill, training, and experience; c) societal and professional norms, values, and worldview; and d) the practice environment, embedded in social, political, and economic systems (or resources, in the broadest sense).
Like many before, I make the claim that caring is the essence of nursing and the unique and unifying focus of the nursing profession. (…)

What caring is depends on where you are (time, space, culture) as well as one’s level of development (e.g., training and experience; psychologically) and the context of the situation (disaster, high pressure situation,
routine business, relaxed, etc.)

An Integral approach to nursing takes into consideration all these factors as well as both our patient’s (subjective) perspective, and our (objective) perspective. An awareness and understanding of what it means to care, and be cared for, from different perspectives also provides a solid foundation to guide ethical decision making.

(imagem: estátua, Porto)





encontros com a história e o futuro

9 10 2008

Plovdiv terá, dizem, mais de 6.000 anos de história. Ao longo dos anos,  muitos monumentos foram sendo acrescentados ao património. A foto é do Teatro Romano, mandado construir pelo imperador Marco Aurélio, no sec II, ainda hoje  utilizado para diversos espectáculos de teatro, canto e dança.

É mais antiga que Atenas, Roma ou Constantinopla. Contemporânea de Tróia, teve muitos e diversos nomes – foi Kendros, Eumolpia (trácia), Philippopolis, Pulpuveda, Trimontium (romana), Pulden, Populdin e Felibe (turca).

O nome «Plovdiv» data de século XV e dura até hoje. Nas margens do rio Maritza, é o ponto onde convergem as rotas da Ásia Menor, para Europa e do Centro da Ásia para Grécia. É espantosa a vista dos Rodopes e da planície trácia.

Em Plovdiv decorre a 7th Conferência da FINE, European Federation of Nurse Educators.





Ensino de Enfermagem

26 07 2008

O sistema de ensino superior em Portugal é um sistema binário, composto pelo subsistema universitário e pelo subsistema politécnico (assim o define, entre outras, a Lei de Bases do Sistema Educativo).

Sabe-se que este sistema binário admite a figura de incluir escolas do politécnico no subsistema universitário, que não passam a ser universitárias por isso.

É o caso das escolas do subsistema politécnico “integradas” nas Universidades de Aveiro, do Minho, de Évora, do Algarve, da Madeira e dos Açores), podendo chegar-se ao facto de uma Universidade ter mais estudantes do subsistema politécnico do que do universitário.

Há uns anos, chamou-se a atenção para o «professional drift» das universidades – e a «deriva profissional» tinha uma correspondente «deriva académica» nos politécnicos.

Não é que não compreenda a diferente natureza da formação – isso, em meu entender, não tinha de a colocar em separado, dentro do ensino superior.

E repense, quem usa, o argumento de que o ensino é de natureza mais conceptual nas universidades e mais teórico-prática ou profissinal nos politécnicos – que aí, levando o argumento ao limite, desafiar-se-iam as profissões do universitário a mudar para o politécnico (pois, Medicina, Direito, Arquitectura, Engenharia, Ciências Farmacêuticas, etc…)

Pelo argumento das naturezas diferentes das formações que justifica o binário, poder-se-ia querer antes um sistema quaternário – que as Artes, Teatro e Cinema não são realmente da mesma natureza, nem o Desporto.

Ainda que aceitando (que remédio!) o sistema instalado dos dois subsistemas, interrogo a seguir onde está a minha área.

No que respeita à Enfermagem, está inserida no politécnico desde 1988, altura em que integrou o sistema de ensino nacional. Existem 42 cursos de oferta formativa de nível pré-graduado (1º ciclo) no país inteiro, dois 2º ciclos adequados a Bolonha (UCP e ICBAS) e 3 doutoramentos (UCP-ICS, UL e UP-ICBAS).

Perfilho a convicção de que deveria ter sido adequado ao 2º ciclo, na formação inicial.
E até que às Escolas Superiores de Saúde/ de Enfermagem – leia-se do subsistema politénico – seja autorizado realizar autonomamente (sem ser em protocolo, consórcio ou convénio com universidade) o 2º ciclo, a capacidade da adequação a Bolonha para potenciar desenvolvimento continua muito por provar.
Para onde vamos?
Para onde queremos ir?
(magem aqui)




a quem interesse

28 06 2008

Nursing Research in Europe – Scope Report (com secções por países)

Alguns exemplos de suporte ao desenvolvimento da investigação, ou a ver como é por esse mundo fora:

Sigma Theta Tau International/National League for Nursing Grant (NLN) – Purpose - To support research that advances the science of nursing education and learning through the use of technology in dissemination of knowledge. Research funding

Doctoral 2008 Nursing Research Studentship -NEW for 2008 is a joint Doctoral/Post-doctoral Nursing research award in partnership with the MS SOCIETY.The award is open to members of the nursing and midwifery professions, working in the UK, who hold active registration with the Nursing and Midwifery Council.

Nursing Times Awards 2008 -“Nurses throughout the UK do a brilliant job treating, caring for and comforting patients and clients every day. They also continually develop clinical practice and introduce innovative measures to improve the delivery of healthcare. Yet much of this hard work and innovation goes unnoticed and unrecognised. That’s why we hold the Nursing Times Awards – to recognise and reward the tremendous achievements of nurses in all areas of healthcare.”

Karolinska Medical Management Centre/EHMA Research Award. This award is presented for the best publication associated with a doctoral thesis related to health management. The award is worth 1,000 euros. Deadline for the receipt of application: 31 January annually

Atie Immink New Investigator Award - The ESC Council on Cardiovascular Nursing and Allied Professions (CCNAP) is committed to professional growth of new investigators in cardiovascular nursing. The number of PhD prepared cardiovascular nurses is growing in Europe, and the New Investigator Award will aim to recognise the outstanding contribution of these investigators in understanding, preventing and treating cardiovascular diseases. This is the first award to be established in cardiovascular nursing at a European level. The award is named after one of the founders, and first chair of the Working Group on Cardiovascular Nursing, Atie Immink.

Eligibility criteria – To be eligible for the award candidates must: be doctorally-prepared registered nurses (RN with a PhD) and be within 5 years after completion of their PhD and have their abstract accepted for presentation at the 2008 ESC Congress.





recursos

15 06 2008

Etica de los cuidados

a nova revista da Fundação Index

El incremento en la producción científica, su enorme desarrollo y la planificación ordenada de proyectos globales de gestión de la información, están generando nuevas necesidades. Una de estas necesidades se denomina “especialización”. Nuestra divulgación científica ha roto la barrera de la revista de enfermería general que publica de todo y sobre todo. Distintos grupos de investigación y sociedades científicas han visto la necesidad de crear sus propias publicaciones científicas

El proyecto CANTÁRIDA de la Fundación Index agrupa estas iniciativas Comenzó con Evidentia (una revista con vocación clínica), y luego fueron otras muchas revistas las que se sumaron a un fondo a texto completo que actualmente conforma la mayor hemeroteca digital a texto completo del ECI. Cuenta con revistas especializadas en salud mental (Rev Presencia), en historia y pensamiento (Rev Temperamentvm), en salud comunitaria (Rev Enferm Comunitaria), en investigación cualitativa (Archivos de la Memoria), etc. Su origen está en la revista Index de Enfermería, una publicación especializada en investigación cualitativa y documental, que incorpora secciones de historia y metodología entre otras.

La Revista Ética de los Cuidados es una nueva revista que se incorpora a este fondo. Responde a una necesidad sentida y su nacimiento no es una casualidad, sino el resultado de una profunda reflexión sobre su idoneidad, en la que han participado editores de CIBERE, la Fundación Index y el Grupo de Ética Profesional Enfermera. Todo ello, junto a los resultados de un informe bibliométrico y bibliográfico que se puede consultar en este mismo número, ha llevado a poner en marcha este proyecto editorial.

Como la Hemeroteca CANTÁRIDA, la Revista Ética de los Cuidados, es un proyecto cooperativo que no compite sino que busca reforzar al conjunto de revistas de este fondo en aras a ordenar y racionalizar la producción científica del ECI en favor de una mayor especialización y diversidad La Revista Ética de los Cuidados está llamada a ser un referente en la investigación sobre ética que consolide la importancia de esta área, la investigación, la discusión y las recomendaciones de expertos del conjunto de países del espacio iberoamericano.





12 Maio – Dia Internacional do Enfermeiro

12 05 2008

O 12 de Maio é assinalado em memória do nascimento de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.

E como outros Dias, que se «rememoram» (isto é, relembram) e comemoram, parece servir a finalidade de lembrar, de alertar, não apenas factos mas também para realidades, preocupações, eventos.

Entre as lembranças e os esquecimentos, num tempo que vai sendo considerado de “crise” de valores e de referências, por detrás de todas as comemorações encontra-se a questão do tempo, que se manifesta na sua relação com o passado da história e o presente da memória.

Além disso, estão à vista os mecanismos das apropriações dos tempos históricos e os processos de construção e de transmissão de uma memória social.

A palavra «enfermo» liga-se a in-firmus, aquele que está enfraquecido, que perdeu a sua força; daí, haver quem use enfermeiro como aquele que ajuda a recuperar a força, a firmeza. Na língua inglesa, nurse também serve para referir o que influencia, nutre, promove e sustenta desenvolvimento.

A enfermagem aproxima-se (perigosamente, diria sorrindo) de um modo de vida, em que se entende o cuidado pelo outro como a finalidade de promover o seu bem-estar.

Dizia V. Henderson que fazemos pelas pessoas o que elas fariam por si mesmas se tivessem o conhecimento, a força ou a vontade para tal.

A intervenção do enfermeiro não está centrada nem circunscrita à situação de doença ou à satisfação de uma necessidade humana específica. Sobretudo, estamos sempre em presença do Outro, e prestar cuidado é uma situação sempre única, que diz respeito a uma pessoa na singularidade da sua trajectória de vida. Por isso costumo afirmar que a finalidade da enfermagem não é científica nem técnica mas moral e com sentido ético – pois que centrada no bem estar das pessoas, nos processos de viver a sua vida até à morte.

Hoje, pensa-se a Enfermagem como ciência humana, que vai progredindo, emergindo da sua própria herança e desenvolvendo os seus estudos e domínios de acção. Com a natureza dupla de ser uma disciplina científica e uma profissão, radica-se no valor supremo da dignidade humana, na visão holística da pessoa e numa epistemologia de descoberta, aberta ao mundo.

Por isso, o Enfermeiro integra a ciência, a ética, a estética, nos processos de cuidado humano – às ameaças da biotecnologia, da engenharia científica, do tratamento fragmentado e da despersonalização, da dimensão economicista, opõe a filosofia do cuidado humano, no conhecimento e na prática. Tem a responsabilidade de ser guardião do cuidar e estar na vanguarda do cuidado humano na sociedade actual e no futuro. É isso que, em meu entender, o 12 de Maio também celebra.

A este texto, de 2007, juntaria o facto de vivermos hoje grandes alterações na concepção e nos modelos organizativos das unidades nos cuidados de saúde primários.

Notaria, como releva o Kit do ICN, que os Cuidados de Saúde Primários são o primeiro nível de contacto para os individuos, famílias e comunidade com o Sistema Nacional de Saúde, trazendo os cuidados de saúde tão perto quanto possível, para os locais onde as pessoas vivem e trabalham.

(Na imagem, o coração branco, símbolo da enfermagem)





Kit ICN para Dia Internacional do Enfermeiro

7 05 2008

Já disponível na versão portuguesa, o KIT do ICN relativo ao DIE 2008 – sob o tema

Servir a comunidade

Garantir Qualidade

Os enfermeiros na vanguarda dos Cuidados de Saúde Primários





grau e título, diferenças…

6 05 2008

Muitas vezes tomamos como igual o que não o é, e tratamos como se fosse. Um exemplo claro é que ter uma licenciatura em Enfermagem é diferente de ser enfermeiro.

Enfermeiro é aquele que é portador de uma cédula profissional – por isso, só há enfermeiros quando portadores do título profissional – atribuída pela Ordem dos Enfermeiros que, de acordo com os Estatutos, e vou-me reportar ao “enfermeiro” (pois existe igualmente o título profisisonal de “enfermeiro especialista”) «reconhece competência científica, técnica e humana para a prestação de cuidados de enfermagem gerais ao indivíduo, à família e à comunidade, nos três níveis de prevenção» (Decreto-lei nº 104/98 de 21 de Abril, artigo 7º, nº 1).

Licenciado em Enfermagem é alguém habilitado com um grau por ter realizado um Curso de Licenciatura em Enfermagem autorizado pelo MCTES, numa Escola do Ensino Superior, subsistema Politécnico.

Juntam-se, aqui, a criação da Licenciatura (Decreto-lei n.º 353/99 de 3 de Setembro) que “visa assegurar a formação científica, técnica, humana e cultural para a prestação e gestão de cuidados de enfermagem gerais à pessoa ao longo do ciclo vital, à família, grupos e comunidade, nos diferentes níveis de prevenção (…) visa ainda assegurar a formação necessária à participação na gestão dos serviços, unidades ou estabelecimentos de saúde; à participação na formação de enfermeiros e de outros profissionais de saúde; ao desenvolvimento da prática da investigação no seu âmbito”(artigo 5.º) e agora re-orientado pela adequação a Bolonha – e, sendo adequação ao 1º ciclo, com os descritores respectivos – e, de acordo com o Artigo 11 do Decreto-lei nº 74/2006 de 24 de Março, “O grau de licenciado é conferido aos que, através da aprovação em todas as unidades curriculares que integram o plano de estudos do curso de licenciatura, tenham obtido o número de créditos fixado.”

Como alguém disse, ter um piano na sala não faz de ninguém pianista e, já agora, ter um grau em Filosofia não faz de ninguém filósofo, por elogioso que tal fosse. Ademais, alguém pode realizar um percurso formativo e não seguir esse caminho profissionalmente – note-se que isto é verdade mesmo em áreas em que o exercício profissional é incompatível com o de Enfermagem, mas a formação não o é.

O facto de não estabelecermos diferenças entre coisas que são diferentes, pode levar a falácias de raciocínio ou a dificuldades na etapa seguinte.





assinalar o dia

21 04 2008

Trata-se de assinalar o evento, e de evocar as memórias de um pasado comum, que habitualmente se começa a contar de há 35 anos para cá (o 1º Congresso, em 1973) mas tem raízes muito anteriores.

Trata-se de relembrar que passaram 10 anos sobre a publicação do Decreto-lei nº 104/98 de 21 de Abril, que criou a Ordem dos Enfermeiros.

O que significa que há 10 anos que o Estado devolveu aos enfermeiros os poderes de regulação e reconheceu [1]<!–[endif]–> , tanto o desenvolvimento e o interesse público desta profissão como a idoneidade dos enfermeiros para assumir a regulamentação e o controlo do seu próprio exercício profissional.

É claro que a auto-regulação se destina a assegurar aos cidadãos que os portadores de cédulas de «enfermeiro» e «enfermeiro especialista» são competentes – o desígnio fundamental da OE é a qualidade dos cuidados de enfermagem e a regulamentação e controlo do exercício. Por isso, a segurança e o interesse do público.

 

 Cf. Preâmbulo do Decreto-lei n.º 104/98 de 21 de Abril – “Na verdade, reconhece o Governo que os enfermeiros, no estádio actual do desenvolvimento da enfermagem e com a plena consciência do relevante papel que desempenham no sistema de saúde, constituem um corpo institucional idóneo para assumir a devolução dos poderes que ao Estado competem no que concerne à regulamentação e controlo do exercício profissional, designadamente nos seus aspectos deontológicos e disciplinares. O presente diploma responde, assim, a um imperativo da sociedade portuguesa de ver instituída uma associação profissional de direito público, que, em Portugal, promova a regulamentação e disciplina da prática dos enfermeiros, em termos de assegurar o cumprimento das normas deontológicas que devem orientar a profissão, garantindo a prossecução do inerente interesse público e a dignidade do exercício da enfermagem.”





da adequação

25 03 2008

 

“No total dos 2837 cursos em funcionamento, 2502 já procederam às mudanças, o que equivale a 88%. Destes, 94 são cursos integrados, ou seja, os alunos têm de fazer os dois ciclos” informou o Público. Ena, tantos… apetece dizer.

É expectável que a adequação a Bolonha, em si mesma, seja muito mais do que estrutura de cursos e graus. E como em todos os processos do género, tanto pode trans-formar-se em «operação de cosmética» como potenciar uma real mudança de paradigma. Há muita coisa a desajudar, a começar na dificil gestão dos processos de mudança e a acabar nas restrições orçamentais (que Bolonha seria mais cara, até por preferir turmas pequenas… )

No caso de Enfermagem, de acordo com o site do acesso, estão abertos 42 cursos, dos quais 21 do ensino público, 1 do militar, 2 do concordatário (Católica) e 18 privadas. E dos 42 cursos (que incluem todas as entradas), vinte e sete com adequação (sete dos quais, entradas de 2º semestre).

1169 Enfermagem [Licenciatura]

 7001 Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

 7002 Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

 7003 Escola Superior de Enfermagem do Porto

 7020 Instituto Politécnico de Castelo Branco – Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias

 7040 Instituto Politécnico da Guarda – Escola Superior de Saúde da Guarda

 3155  Instituto Politécnico de Setúbal – Escola Superior de Saúde de Setúbal

 7075 Instituto Politécnico de Viana do Castelo – Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo

 7090 Universidade dos Açores – Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

 7091  Universidade dos Açores – Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada

 7035 Universidade do Algarve – Escola Superior de Saúde de Faro

 3013 Universidade de Aveiro – Escola Superior de Saúde de Aveiro

 7030 Universidade de Évora – Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus

 7095 Universidade da Madeira – Escola Superior de Enfermagem da Madeira

 7080 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Escola Superior de Enfermagem de Vila Real

 7540 Escola do Serviço de Saúde Militar

 4089  Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis

4098 Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny

4097 Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria

4091 Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

4106 Escola Superior de Saúde Egas Moniz

4108 Instituto Politécnico de Saúde do Norte – Escola Superior de Saúde do Vale do Ave

4109 Instituto Politécnico de Saúde do Norte – Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa

 9500 Enfermagem [Lic-1º ciclo]

7005  Instituto Politécnico de Beja – Escola Superior de Saúde de Beja

7015  Instituto Politécnico de Bragança – Escola Superior de Saúde de Bragança

7045  Instituto Politécnico de Leiria – Escola Superior de Saúde de Leiria

7055  Instituto Politécnico de Portalegre – Escola Superior de Saúde de Portalegre

7065  Instituto Politécnico de Santarém – Escola Superior de Enfermagem de Santarém

7085  Instituto Politécnico de Viseu – Escola Superior de Saúde de Viseu

7010  Universidade do Minho – Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian

4093  Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado

4096  Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias

4102 Escola Superior de Saúde Jean Piaget – Algarve

4101  Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia

4103 Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Viseu

4099 Escola Superior de Saúde Jean Piaget/Nordeste

4104 Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches

4460 Instituto Superior de Saúde do Alto Ave

2701  Universidade Atlântica – Escola Superior de Saúde Atlântica

2753  Universidade Fernando Pessoa (unidade de Ponte de Lima – ensino politécnico)

2752  Universidade Fernando Pessoa – Escola Superior de Saúde

2215 Universidade Católica Portuguesa – Escola Superior Politécnica de Saúde (Lisboa)

2216  Universidade Católica Portuguesa – Escola Superior Politécnica de Saúde (Porto)

9501 Enfermagem (entrada no 2.º semestre) [Lic-1º ciclo]

7005 Instituto Politécnico de Beja – Escola Superior de Saúde de Beja

7015 Instituto Politécnico de Bragança – Escola Superior de Saúde de Bragança

7045 Instituto Politécnico de Leiria – Escola Superior de Saúde de Leiria

7065 Instituto Politécnico de Santarém – Escola Superior de Enfermagem de Santarém

7085 Instituto Politécnico de Viseu – Escola Superior de Saúde de Viseu

4093 Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado

4096 Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias

1897 Enfermagem (entrada no 2.º semestre) [Licenciatura]

 7040 Instituto Politécnico da Guarda – Escola Superior de Saúde da Guarda

 7030  Universidade de Évora – Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus

 4091 Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

 





EE’s – Epistemologia e Enfermagem: convicções

9 03 2008

cyrus_cilinder.jpg

em Fundamental Patterns of Knowing, Carper identificou quatro componentes fundamentais do conhecimento em Enfermagem – no decurso do texto, identifica-os: científico, ético, estético e de conhecimento pessoal, que se tornaram muito lidos e comentados.

os estudos de Jacobs Kramer e Chin, na operacionalização de um modelo, clarificaram a expressão de um contexto social e político, pelo que, mais de uma década depois de Carper, na revisão e update, introduz-se uma quinta dimensão aos padrões de conhecimento.

Hoje, na configuração da disciplinariedade de o paradigma epistemológico, sou pelo ecletismo e pluralismo metodológico.

É minha convicção que o princípio que hoje se apresenta para uma análise epistemológica é o da heterogeneidade, ou seja, a pluralidade metológica que nega algum monismo ainda vigente. Não existe um único método que não deva ser seguido nem um método rigoroso de comparação entre os diferentes programas de investigação (alguém atento perceberá alguma adesão a Imre Lakatos, pelo uso da expressão «programas de investigação»).

A Enfermagem não pode fundar-se senão sobre uma determinação crítica do seu objecto, irredutível a uma simples fenomenologia do existente. Esta é uma questão polémica que liga o projecto epistémico da enfermagem ao programa de uma filosofia crítica da enfermagem – definimos a finalidade da acção, estabelecemos standards de cuidados, entendemos intuitivamente o sentido de ser «disciplina científica» mas é preciso ir mais além, e um dos desafios passa por aqui: pela ligação necessária de um projecto epistémico a uma filosofia crítica de ciência.

Nem sempre acontece, mas está de leitura livre na Questia:
E P I S T E M O L O G Y OR THE THEORY OF KNOWLEDGE

imagem: Cyrus Cilinder





“Zapping” Bolonha: aqui ao lado…

2 12 2007

 

Em Espanha, depois de muitos anos em que Enfermagem foi ensinada em Escuelas Universitarias, com 4 anos de curso, conferidor de diploma (pelo que os professores de enfermagem, por exemplo, tinham de ter graus em outras áreas, de jornalismo a biologia, ou de direito a ciências sociais, para poderem, não apenas leccionar, como prosseguir estudos para os graus seguintes), é oficial a transformação do Curso de Enfermagem em Grau.

El Boletín Oficial del Estado (BOE) publica (…) el Real Decreto de Ordenación de Enseñanzas Universitaria, que estructura la enseñanza superior en tres niveles: rado, máster y doctorado y elimina el sistema de Diplomaturas y Licenciaturas.

De esta forma, Enfermería deja de ser una Diplomatura para convertirse en un título de Gado de 240 créditos europeos y 4 años de duración, exactamente igual que el resto de titulaciones universitarias.

Diario Enfermero, Boletim Consejo General de Enfermería 

Espanha acabou de ganhar, com o processo de Bolonha.  Portugal, a ser como parecer ser, recua ao período entre 1988, ao tempo em que o ensino de Enfermagem integrou o sistema nacional, com o grau de bacharel, e 1999, em que passou a ser licenciatura (pré-Bolonha).

A propósito, o link para  The official website 2007-2009 Bologna Process 2007-2009. From London to Benelux and beyond.

(imagem aqui, Fit for Europe)





pluralismo e participação

22 11 2007

As eleições serão dia 13 de Dezembro. Na Net, encontram-se:

- candidatura a Bastonária – Maria Augusta de Sousa -, aos órgãos nacionais e às secções regionais do Norte, Centro, Sul e Açores. Consigo pela Enfermagem.

- candidatura a Bastonário – Enfermeiro Azevedo

- candidatura à Secção Regional do Sul – Construir com esperança um futuro de mudança

- candidatura à Secção Regional do Norte – Propor-intervir-cumprir.

No site da OE, a informação sobre todos os candidatos.

Lista A – Candidatura à SR do Norte – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista B – Candidatura à SR da Madeira – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista C – Candidatura a Bastonário e Conselho Directivo – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista C – Candidatura à SR do Sul – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista D – Candidatura a Bastonária e restantes Órgãos Sociais nacionais – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista D – Candidatura à SR dos Açores – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista D – Candidatura à SR do Centro – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista D – Candidatura à SR do Norte – Lista e Apresentação da Candidatura

Lista D – Candidatura à SR do Sul – Lista e Apresentação da Candidatura

Apenas a Lista D concorre a todos os órgãos nacionais e a 4 secções regionais.

Na Net, publicada uma Carta, do candidato José Correia Azevedo, aos enfermeiros. A ler aqui, se alguém quiser. A Enfermagem merecia mais decoro, como afirma o comentador.

Da leitura dos programas e da discussão dos projectos (nos sites respectivos) emergirá a escolha livre. Ou assim julgo, numa sociedade pluralista e democrática.






recursos

18 11 2007

Nursing in Europe:

a Resource for a Better Health.

OMS

What is the most important resource for health that a European country has today? Countries would give different answers to this question, but all of them would put the work of nurses very high on the list. The sheer number of the profession is close to 5 million in the 50 countries of the WHO European Region. Nurses are not a homogeneous group, but taken together they comprise a formidable workforce that provides some of the most essential services to keep people healthy, to take care of the ill and the injured, and to nurse the frail and elderly. In many, if not most, European countries, however, these health professionals unfortunately do not get the recognition they deserve, or the working facilities they need to carry out their unique function in our health care systems.

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13 11 2007

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A candidatura anunciou-se num blog -  esteve com um espaço de discussão livre e aberto, ficaram lá algumas conclusões –  e passou ontem, ao final do dia, para um site.

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Maria Augusta de Sousa, candidata a Bastonária. Com um Projecto e uma Lista que inclui os órgãos nacionais e as secções regionais do Sul, Centro, Norte e Açores.

Partilho, com muitos colegas, o descontentamento face ao que interpreto como desvalorização da enfermagem, desde o nível central aos contextos de cuidados, e a apreensão pelas perspectivas que hoje se colocam, tanto no mercado de trabalho como no reconhecimento social e político. Só um projecto de afirmação e acção vigorosa, pode transformar as circunstâncias potencialmente adversas que hoje se vivem. O que faz mudar as coisas são os projectos e as pessoas, por isso, faz-me sentido o lema de seguirmos juntos, CONSIGO, PELA ENFERMAGEM.

E para conversar deste assunto, vital para a profissão, encontramo-nos lá.





perspectivas

26 10 2007

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Cidadania, do latim, civitas, cidade. Política, do grego polis, cidade. A participação na vida da cidade, participação cívica.

Que nós somos também o que discutimos e os modos como o fazemos. E desenvolvemo-nos como pessoas, profissionais e cidadãos.

A cidadania, hoje, supõe e requer uma visão participada, activa,  que seja, ao mesmo tempo, inclusiva da diferença.

A enfermagem tem uma dimensão política, uma relação evidente com a cidadania: pelo seu especial lugar na sociedade, pela dignidade da sua finalidade, pelos princípios e valores que a regem, pelo papel de capacitação dos outros.