IES - lendo nas vizinhanças

18 05 2008

Um mimo, o post de Cadima Ribeiro - deixo uma ponte para lá, e trago uns pedaços para aqui (os destaques são meus):

“De facto, a abordagem que terá sido adoptada pelas IES, em geral, terá sido minimalista, isto é, ter-se-á limitado a procurar configurar as estruturas previamente existentes ao fato ditado pela nova lei, menosprezando não só a oportunidade da introdução de modelos renovados de organização e de governação como as exigências de mudança decorrentes da realidade da contracção da procura provinda dos públicos tradicionais e das dificuldades sentidas no quotidiano das universidades e politécnicos resultantes da redução do financiamento do Estado. Aconteceu aqui o que já se passara com a adopção da Declaração de Bolonha, com a afirmação do primado da forma sobre o da substância. Quero dizer, na interpretação economicista de “Bolonha”, importava a redução dos anos de escolaridade. Fez-se isso, para grande regozijo do ministro. O que não se fez, nem podia fazer-se nos calendários e com os recursos atribuídos, foi implementar novos modelos de trabalho e de aprendizagem. Talvez ainda lá venhamos a chegar, mas a partida foi em falso.”

Da continuação das notas soltas e falta de cidadania

“um dos objectivos do texto de opinião em causa era levantar questões sobre o que vamos fazendo nas nossas instituições de ensino superior e fomentar o debate sobre para onde queremos ir, algo que, conforme tenho reiteradamente afirmado, tem escasseado no ensino superior nacional, e que a tutela também não promove, antes pelo contrário.
Havia quem contestasse o rigor da informação sobre que o texto se apoiava. Houve também quem não percebesse que o texto não visava particularmente nenhuma instituição ou os seus representantes, mesmo tomando por exemplo quatro ou cinco delas. Houve quem não entendesse que um texto de opinião, para ser minimamente eficaz, não pode ser incolor, inodoro, sem sabor. Felizmente, encontrei quem achasse que levantar questões é um primeiro contributo para termos organizações e uma sociedade mais conscientes, mais mobilizadas, mais capazes de encontrar resposta para os desafios que se lhes oferecem e as dificuldades com que se confrontam.”

Pode-se fazer de conta que não se vê, nem ouve ou lê. Pode-se ler sempre com lentes próprias, ouvir o que convém ou ler como se quer. Por mim, vale o esforço de colocar em discussão, de revirar os argumentos e de analisar e reanalisar, como se se procurasse mesmo as coisas ocultas do que aparece aos olhos.

A educação superior é demasiado importante hoje e para o futuro para ser tratada displicentemente. Todas as pedras podem ser viradas, todos os becos prescrutados, porque os ditos nem sempre trazem todos os detalhes em aberto. Mesmo que seja para se imunizar contra surpresas…

Matéria de cidadania, no geral: a importar a todos. Também matéria que diz mais respeito a alguns: os que se importam. E apelativo a fazer pontes para a (escassa) discussão do futuro em alguns territórios particulares (como a Enfermagem, sim). Voltaremos, como sempre, a estes assuntos…





Discutir futuro…

27 04 2008

… numa fase complexa e crítica, em que as IES (instituições de ensino superior) discutem os Estatutos (que alguns já terminaram), considero muito adequado que se abra à discussão da comunidade académica, o que vão sendo as reflexões da Assembleia Estatutária.

Gosto de pensar que não se trata, simplesmente, de redigir uns estatutos - tal poderia ser encomendado a um jurista, por exemplo. Trata-se de discutir visão estratégica e organizacional, de construir e discutir futuro. Por isso, os processos são tão importantes como o resultado. Ou mais importantes, se permitirem a disseminação da discussão.

Naturalmente, participa quem quer mas «isso» é do costume. E uma das possibilidades é sempre a da avestruz. Todavia, para quem quiser dizer de sua justiça, nesta IES, abre-se à discussão, quer em texto, quer em sessões públicas nas Escolas.





mentoring and precepting

17 04 2008

Differences Between Mentoring and Precepting and other Role Model Schemes such as Coaching, Learnerships, Externships, Internships, Apprenticeships, Residencies, Fellowships, Diversity, Cooperative, and Tutoring Programs

A conclusion supported by the literature indicates that the mentoring role is not as well understood as that of preceptor. While preceptorships have long been used in nursing, mentoring is more recently being adapted for healthcare from the corporate setting. In particular, the concepts of risk-taking, creativity and innovation – core aspects of the mentoring process – are not as familiar within healthcare.
Mentoring and preceptorship are two of the more frequently used role modeling programs to support the learning and professional growth of nurses and to promote the overall quality of practice environments. Generally mentoring and preceptorship (Hynes-Gay & Swirsky, 2001; Watson, 2003) are looked at as equals.
Many aspects of mentoring and preceptorship are similar. Both approaches depend upon effective role modeling in one-to-one relationships, self-directed learning, providing a safe environment for critical reflection and practice, the acts of advising, counseling, guiding, advocating, recognizing strengths and providing constructive feedback.
However, preceptorships tend to focus on a formal process for assisting the novice practitioner to acquire beginning practice competencies through direct supervision over a limited period of time. Mentoring, which can be either informal or formal in structure, usually focuses on broader learnings, career development and personal and professional growth through a consultative approach over a longer term.
The time period for mentoring is usually longer and often less precisely defined than for preceptorship (Andrews & Wallis, 1997; Hynes-Gay & Swirsky, 2001). People may be engaged in several mentoring experiences over their lives or even at one time. The length of the relationship can range from months to years and is usually determined by the time required for the mentee to achieve their objectives, but in some cases, by changes to the relationship between the mentor and mentee. The relationship differs from preceptorship, as it is:
· Less instructional
· Focuses less on supervision and assessment of performance
· Focuses more on positively influencing through role modeling and guidance
Both mentoring and preceptorship focus on learning and growth within the work or practice setting. Other types of programs that integrate practical work experience, eMentoring, eLearning, and academic education are becoming more prevalent.
They can be found under many titles including coaching, learnerships, externships, internships, apprenticeships, residencies, diversity and cooperative programs.

Preceptorship & Assessment

Preceptorship Guide

Preceptorship Guidelines

Preceptorship in Practice





da mais recente literatura de cabeceira

12 04 2008

Ora aí estão eles, os três volumes - trazidos da Casa de RN, em Polikê? com os copyrigthed material, generosa, desinteressada e gentilmente disponibilizado, pelo ISCTE (”a public university based in Lisbon“):

Tertiary Education for the Knowledge Society
OECD Thematic Review of Tertiary Education: Synthesis Report

http://oecd-conference-teks.iscte.pt/OECD_vol1.pdf
http://oecd-conference-teks.iscte.pt/OECD_vol2.pdf
http://oecd-conference-teks.iscte.pt/OECD_vol3.pdf

Passei os olhos… e coloquei na cabeceira.

Volume 1
1. Introduction: The Focus on Tertiary Education

2. Setting the Stage: Impacts, Trends and Challenges of Tertiary Education

3. Setting the Right Course: Steering Tertiary Education

4. Matching Funding Strategies with National Priorities

Volume 2

5. Assuring and Improving Quality

6. Achieving Equity

7. Enhancing the Role of Tertiary Education in Research and Innovation

8. The Academic Career: Adapting to Change

Volume 3

9. Strengthening Ties with the Labour Market

10. Internationalisation: Shaping Strategies in the National Context

11. What Next? The Challenges of Policy Implementation

A1. How the Review Was Conducted
A2. Structure of Tertiary Education Systems
A3. Improving the Knowledge Base

Assim, já temos os títulos «arrumados» por volumes. É escolher um, tipo «o capítulo do dia» e começar  a ler.

Na introdução, começa assim:

1.1 The growing focus on tertiary education
Tertiary education policy is increasingly important on national agendas. The widespread recognition that tertiary education is a major driver of economic competitiveness in an increasingly knowledge-driven global economy has made highquality tertiary education more important than ever before. The imperative for countries is to raise higher-level employment skills, to sustain a globally competitive research base and to improve knowledge dissemination to the benefit of society.
Tertiary education contributes to social and economic development through four major missions:
- The formation of human capital (primarily through teaching);
- The building of knowledge bases (primarily through research);
- The dissemination and use of knowledge (primarily through interactions with
knowledge users); and
- The maintenance of knowledge (inter-generational storage and transmission of
knowledge).
The scope and importance of tertiary education have changed significantly. Over 40 years ago tertiary education, which was more commonly referred to as higher education, was what happened in universities. This largely covered teaching and learning requiring high level conceptual and intellectual skills in the humanities, sciences and social sciences, the preparation of students for entry to a limited number of professions such as medicine, engineering and law, and disinterested advanced research and scholarship.
These days, tertiary education is much more diversified and encompasses new types of tertiary education institutions (TEIs) such as polytechnics, university colleges, or technological institutes. These have been created for a number of reasons: to develop a closer relationship between tertiary education and the external world, including greater responsiveness to labour market needs; to enhance social and geographical access to tertiary education; to provide high-level occupational preparation in a more applied and less theoretical way; and to accommodate the growing diversity of qualifications and expectations of school graduates.

Se estiverem cheios de pressa e preferirem um Overview, uma versão-de-síntese, passem por aqui. Já são só 22 páginas, com quadros e tudo…





MJM, no seu melhor…

6 04 2008

Obrigatório ler, este artigo

A REFORMA DO ENSINO SUPERIOR: IMPOSIÇÃO OU ADESÃO?

Uma das grandes dificuldades do actual momento do Ensino Superior (ES) em Portugal é a grande indefinição que existe na mente de todos os actores. Ninguém disputa que a reforma se vai fazer, até porque as duas forças motoras presentes no terreno a isso obrigam: o RJIES (Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior - Lei 62/2007) e o Processo de Bolonha (Decreto-Lei 74/2006). A questão é em que direcção evoluir.
Vamos por partes. Se, por um lado, o RJIES introduz uma tónica de alteração do “status quo” nas Instituições de Ensino Superior (IES), por outro introduz também um factor de “ruído” nocivo à elaboração dos estatutos: a questão das Fundações. Neste momento, na minha opinião, deveriamos estar concentrados na definição da missão e objectivos das IES e não em questões laterais, que são, de facto, meios (e não fins) de levar a cabo a tarefa de concretizar, na prática, essa mesma missão e respectivos objectivos.
Essa concentração na tarefa fulcral deveria permitir incrementar o que é, de facto, uma evidência: a diferenciação das IES. Para isso, é necessária a coragem de esquecer, por um momento, os condicionalismos externos que desviam muita energia da tarefa do momento: o orçamento, as variações do número de alunos, a nóvel questão do emprego de licenciados. São factores a ter conta, não disputo, mas são, também eles, “ruído” condicionador. Na atmosfera actual no ES, o que me parece ser o maior perigo advém de os condicionalismos externos acabarem por impôr uma leitura uniforme da situação.

continuar a ler Concordo especialmente que importa debater as condições pedagógicas e institucionais, o sentido da finalidade e a sua materialização nas políticas institucionais que ficam definidas. E não basta que as «cúpulas» o façam - cabe aos actores do terreno levarem a termo, aderirem, dizerem. Em poucas palavras: a participação activa e comprometida de cada um não é delegável. Nem nas assembleias ou comissões estatutárias.

Possa Cadima ter razão e sermos “pedras no charco, procuram cruzar informação entre as diferentes instituições”.

E que o Por Educar, do VM, colecte os dados para a história desta etapa do Ensino Superior em Portugal.

(imagem aqui)





da adequação

25 03 2008

 

“No total dos 2837 cursos em funcionamento, 2502 já procederam às mudanças, o que equivale a 88%. Destes, 94 são cursos integrados, ou seja, os alunos têm de fazer os dois ciclos” informou o Público. Ena, tantos… apetece dizer.

É expectável que a adequação a Bolonha, em si mesma, seja muito mais do que estrutura de cursos e graus. E como em todos os processos do género, tanto pode trans-formar-se em «operação de cosmética» como potenciar uma real mudança de paradigma. Há muita coisa a desajudar, a começar na dificil gestão dos processos de mudança e a acabar nas restrições orçamentais (que Bolonha seria mais cara, até por preferir turmas pequenas… )

No caso de Enfermagem, de acordo com o site do acesso, estão abertos 42 cursos, dos quais 21 do ensino público, 1 do militar, 2 do concordatário (Católica) e 18 privadas. E dos 42 cursos (que incluem todas as entradas), vinte e sete com adequação (sete dos quais, entradas de 2º semestre).

1169 Enfermagem [Licenciatura]

 7001 Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

 7002 Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

 7003 Escola Superior de Enfermagem do Porto

 7020 Instituto Politécnico de Castelo Branco - Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias

 7040 Instituto Politécnico da Guarda - Escola Superior de Saúde da Guarda

 3155  Instituto Politécnico de Setúbal - Escola Superior de Saúde de Setúbal

 7075 Instituto Politécnico de Viana do Castelo - Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo

 7090 Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

 7091  Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada

 7035 Universidade do Algarve - Escola Superior de Saúde de Faro

 3013 Universidade de Aveiro - Escola Superior de Saúde de Aveiro

 7030 Universidade de Évora - Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus

 7095 Universidade da Madeira - Escola Superior de Enfermagem da Madeira

 7080 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - Escola Superior de Enfermagem de Vila Real

 7540 Escola do Serviço de Saúde Militar

 4089  Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis

4098 Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny

4097 Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria

4091 Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

4106 Escola Superior de Saúde Egas Moniz

4108 Instituto Politécnico de Saúde do Norte - Escola Superior de Saúde do Vale do Ave

4109 Instituto Politécnico de Saúde do Norte - Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa

 9500 Enfermagem [Lic-1º ciclo]

7005  Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Saúde de Beja

7015  Instituto Politécnico de Bragança - Escola Superior de Saúde de Bragança

7045  Instituto Politécnico de Leiria - Escola Superior de Saúde de Leiria

7055  Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Saúde de Portalegre

7065  Instituto Politécnico de Santarém - Escola Superior de Enfermagem de Santarém

7085  Instituto Politécnico de Viseu - Escola Superior de Saúde de Viseu

7010  Universidade do Minho - Escola Superior de Enfermagem de Calouste Gulbenkian

4093  Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado

4096  Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias

4102 Escola Superior de Saúde Jean Piaget - Algarve

4101  Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia

4103 Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Viseu

4099 Escola Superior de Saúde Jean Piaget/Nordeste

4104 Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches

4460 Instituto Superior de Saúde do Alto Ave

2701  Universidade Atlântica - Escola Superior de Saúde Atlântica

2753  Universidade Fernando Pessoa (unidade de Ponte de Lima - ensino politécnico)

2752  Universidade Fernando Pessoa - Escola Superior de Saúde

2215 Universidade Católica Portuguesa - Escola Superior Politécnica de Saúde (Lisboa)

2216  Universidade Católica Portuguesa - Escola Superior Politécnica de Saúde (Porto)

9501 Enfermagem (entrada no 2.º semestre) [Lic-1º ciclo]

7005 Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Saúde de Beja

7015 Instituto Politécnico de Bragança - Escola Superior de Saúde de Bragança

7045 Instituto Politécnico de Leiria - Escola Superior de Saúde de Leiria

7065 Instituto Politécnico de Santarém - Escola Superior de Enfermagem de Santarém

7085 Instituto Politécnico de Viseu - Escola Superior de Saúde de Viseu

4093 Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado

4096 Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias

1897 Enfermagem (entrada no 2.º semestre) [Licenciatura]

 7040 Instituto Politécnico da Guarda - Escola Superior de Saúde da Guarda

 7030  Universidade de Évora - Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus

 4091 Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

 





Leituras

8 03 2008

 knowledge.jpg

Transformar a pedagogia na universidade: princípios e linhas de acção.

Assim, e embora o ensino constitua um vector principal da vida académica, continua a ser uma prática silenciosa e silenciada. Fala-se frequentemente de “autonomia pedagógica”, quando a expressão mais exacta seria “autismo pedagógico”. Contrariar este autismo implica fazer da pedagogia objecto de reflexão, experimentação, avaliação, disseminação e debate. Por outras palavras, a pedagogia tem de tornar-se um campo de estudo no meio académico, e também uma campo de desenvolvimento profissional dos professores. Assim, o que se sugere é que o ensino seja uma forma de investigação e de formação.

Redefinir o lugar da pedagogia na universidade não é, portanto, uma mera questão de mudança de métodos de ensino. Implica transformar os modos de trabalho pedagógico pelo estreitamento da relação entre investigação e ensino, fazendo do ensino objecto de investigação e disseminação e tornando-se os professores investigadores da sua própria prática.

Esta concepção do trabalho pedagógico corresponde ao que na literatura anglo-saxónica tem vindo a ser designado como “scholarship of teaching and learning” (v. D’Andrea & Gosling, 2005, pp. 146-169) e vai além da ideia de basear o ensino na investigação existente ou introduzir os alunos nas práticas investigativas. O que se propõe é que o ensino seja o objecto e o processo de investigação, de tal forma que muitas das estratégias de formação passam a ser, simultaneamente, estratégias de recolha de dados para a compreensão e avaliação dessa formação.

Concordo. O mais possível.





“Zapping” Bolonha: aqui ao lado…

2 12 2007

 

Em Espanha, depois de muitos anos em que Enfermagem foi ensinada em Escuelas Universitarias, com 4 anos de curso, conferidor de diploma (pelo que os professores de enfermagem, por exemplo, tinham de ter graus em outras áreas, de jornalismo a biologia, ou de direito a ciências sociais, para poderem, não apenas leccionar, como prosseguir estudos para os graus seguintes), é oficial a transformação do Curso de Enfermagem em Grau.

El Boletín Oficial del Estado (BOE) publica (…) el Real Decreto de Ordenación de Enseñanzas Universitaria, que estructura la enseñanza superior en tres niveles: rado, máster y doctorado y elimina el sistema de Diplomaturas y Licenciaturas.

De esta forma, Enfermería deja de ser una Diplomatura para convertirse en un título de Gado de 240 créditos europeos y 4 años de duración, exactamente igual que el resto de titulaciones universitarias.

Diario Enfermero, Boletim Consejo General de Enfermería 

Espanha acabou de ganhar, com o processo de Bolonha.  Portugal, a ser como parecer ser, recua ao período entre 1988, ao tempo em que o ensino de Enfermagem integrou o sistema nacional, com o grau de bacharel, e 1999, em que passou a ser licenciatura (pré-Bolonha).

A propósito, o link para  The official website 2007-2009 Bologna Process 2007-2009. From London to Benelux and beyond.

(imagem aqui, Fit for Europe)





fazendo contas… de acordo com o RJIES

19 11 2007

Luis Aguiar Conraria fez as contas do CG das Universidades - valem igualmente para os Institutos Politécnicos:

Artigo 81.º
Composição do conselho geral
1 — O conselho geral é composto por 15 a 35 membros, conforme a dimensão de cada instituição e o número das suas escolas e unidades orgânicas de investigação.
2 — São membros do conselho geral:
a) Representantes dos professores e investigadores;
b) Representantes dos estudantes;
c) Personalidades externas de reconhecido mérito, não pertencentes à instituição, com conhecimentos e experiência relevantes para esta.
3 — Os membros a que se refere a alínea a) do número anterior:
a) São eleitos pelo conjunto dos professores e investigadores da instituição de ensino superior, pelo sistema de representação proporcional, nos termos dos estatutos;
b) Devem constituir mais de metade da totalidade dos membros do conselho geral.
4 — Os membros a que se refere a alínea b) do n.º 2:
a) São eleitos pelo conjunto dos estudantes da instituição de ensino superior, pelo sistema de representação proporcional, nos termos dos estatutos;
b) Devem representar pelo menos 15 % da totalidade dos membros do conselho geral.
5 — Os membros a que se refere a alínea c) do n.º 2:
a) São cooptados pelo conjunto dos membros referidos das alíneas a) e b) do n.º 2, por maioria absoluta, nos termos dos estatutos, com base em propostas fundamentadas subscritas por, pelo menos, um terço daqueles membros;
b) Devem representar pelo menos 30 % da totalidade dos membros do conselho geral.
6 — Na escolha dos membros a que se refere a alínea c) do n.º 2 nas instituições de ensino superior politécnicas, deve ser tido em consideração que estas são especialmente caracterizadas na sua organização institucional pelos seguintes princípios:
a) Inserção na comunidade territorial respectiva;
b) Ligação às actividades profissionais e empresariais correspondentes à sua vocação específica ou a determinadas áreas de especialização, com o objectivo de proporcionar uma sólida formação profissional de nível superior.

Cito A Destreza das dúvidas

De acordo com o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, o Conselho Geral das universidades é composto por 15 a 35 membros. Destes, mais de metade têm de ser professores, pelo menos 15% são estudantes e pelo menos 30% são personalidades externas.

Suponhamos que o Conselho Geral tem 15 elementos. De acordo com o que está previsto na lei, pelo menos metade têm de ser docentes, pelo que terá de se incluir 8 docentes. No mínimo 15% de estudantes, ou seja, pelo menos 3 (2 estudantes representariam apenas 13,3%). Finalmente, para se ter pelo menos 30% de personalidades externas, somos obrigados a convidar mais 5 pessoas (com quatro não se chega a 30%).

Nota posterior: o arredondamento é feito para baixo. Portanto, dá 15 de mínimo….

 (ábaco)





Bolonha e a (des)harmonização - na educação médica

3 11 2007

Modelo de Bolonha nos cursos de Medicina só foi adoptado por quatro países
2007-10-08 15:51:00 Lusa

Só quatro dos 47 países europeus que assinaram a Declaração de Bolonha aplicaram o modelo de dois ciclos de formação nas escolas de Medicina, segundo os resultados de um inquérito hoje divulgado em Coimbra. Os dados do estudo, ainda provisórios, foram divulgados pela presidente da International Association for Medical Education (Associação Internacional para a Educação Médica, AMEE na sigla inglesa), Madalena Patrício, e resultam de um inquérito que esta estrutura dirigiu este ano às instituições legais que, em cada país, são responsáveis pela aplicação do Processo de Bolonha, que visa a harmonização da formação superior na Europa.

“Num universo de 47 países, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Portugal foram os que já introduziram o sistema de dois ciclos nas escolas médicas”, disse a docente universitária aos jornalistas no âmbito do X Encontro Nacional de Educação Médica 2007, que decorre até amanhã em Coimbra. De acordo com a presidente da associação, os dados provisórios do inquérito mostram que, “numa grande percentagem de países, o modelo ainda está em discussão ou a decisão foi entregue às escolas médicas”.

“Alguma harmonização é necessária ou os objectivos de Bolonha podem estar comprometidos”, salientou a docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa ao intervir na primeira sessão do congresso, dedicada à “Declaração de Bolonha”.





Supervisão clínica - recursos

24 10 2007

portfolio_dealcateiadesigngroup.jpg 

Um tema muito actual numa metodologia de portefolio. A usar wikidot, de que já falámos por aqui, em Wiki, relevando que Make a free wiki as easily as a peanut butter sandwich (dizem os senhores da WebTools)

Vale a pena ir ler Supervisão clínica: portefolio, Sidónio Faria

(imagem daqui)





Modos de alerta

12 10 2007

O que pode ser novo, nas leituras recentes, não é o assunto. Mas os modos como se vai lidando com ele, em diferentes realidades. Folhetos, panfletos, brochuras, declarações…

Mitos comuns acerca da desonestidade académica

1. Everyone cheats, so it can’t be wrong.
2. In the real world, cheaters prosper and honest people lose.
3. If my teacher grades on a curve, I have to cheat to protect myself since it is certain that other
students will cheat.
4. I need to get good grades to please my parents and get into graduate school or get a good job.
5. My class is so large; I probably won’t get caught cheating.
6. UCSB is a laid-back school – no one really gets in trouble for cheating or plagiarizing here.
Academic Integrity is an important value at UCSB. In 2004-2005, 112 students were referred to the Office of Judicial Affairs for academic dishonesty (cheating or plagiarism). Of those 112 students, 33 were suspended from UCSB for one or more quarters. Many others received academic sanctions, such as an F in their course or on the assignment.

Academic integrity: student’s guide

O que é desonestidade académica?

Política de integridade académica
de onde destaco as oito regras cardinais:

1. Know Your Rights.
Do not let other students in your class diminish the value of your achievement by taking unfair advantage. Report any academic dishonesty you see.
2. Acknowledge Your Sources.
If you use words or ideas that are not your own when writing a paper, use quotation marks where appropriate and cite your source in a footnote, and back it up at the end with a list of sources consulted.
3. Protect Your Work.
In examinations, do not allow your neighbors to see what you have written. You are the only one who should receive credit for what you know.
4. Avoid Suspicion.
Do not put yourself in a position where you can be suspected of having copied another person’s work or of having used unauthorized notes in an examination. Even the appearance of dishonesty may undermine your instructor’s confidence in your work.
5. Do your own work.
The purpose of assignments is to develop your skills and measure your progress. Letting someone else do your work defeats the purpose of your education and may lead to serious charges against you.
6. Never falsify a record or permit another person to do so.
Academic records are regularly audited and students whose grades have been altered put their entire transcript at risk.
7. Never fabricate data, citations or experimental results.
Many professional careers have ended in disgrace, even years after the fabrication first took place.
8. Always tell the truth when discussing your work with your instructor.
Any attempt to deceive may destroy the relation of teacher and student.





a(s) praxe(s)

9 10 2007

Cruzei todos os dias destas semanas com as cenas da praxe… aquela, lá no sítio onde habito.
Parei muitas vezes, a sorrir-me com o que ouvia e via, e a confirmar que os veteranos respeitavam os limites… E, até, a ver como os caloiros «praxam» os veteranos, no modo como respondem aos desafios. Lá, no meu sítio,

que também é o dele, que afirma “nós, os estudantes mais velhos, temos a preocupação de zelar acima de tudo pela segurança e integridade dos estudantes recém chegados! A praxe não é de modo algum obrigatória, e não vincula ninguém! Não ostracizamos ninguém por não fazer parte das actividades de integração à vida académica!”

é perguntado, um a um, se querem entrar na praxe. E aos que dizem que não, não é. Em anos outros, lembro-me dos que não foram praxados e de isso não ter constituído nenhum problema.

No final desta semana, uma das estudantes perguntou-me directamente o que pensava eu sobre as opiniões sobre as praxes - porque isso tem sido discutido, claro…
E há quem considere as praxes como um movimento de humilhação e «terrorismo».
Até porque há quem se exceda.
E há quem as veja como actividades de integração académica, entre as brincadeiras, os passeios à cidade, o batismo, o tribunal de praxe…
Porque há quem as viva com alegria e muito a brincar.
E há quem, como a Associação de Estudantes, se preocupe com os eventuais resultados e elabore um questionário para auscultar as opiniões sobre as praxes (Parabéns a eles, por isso).
E quem pense no assunto, na procura do que podem ser os limites - bons pretextos para pensar as praxes, então. Se a Praxe Académica funciona como integração, deve ser fortalecedora de laços, acolhedora de quem chega e passa a as provas, e virá a usar o traje. Traje Académico, símbolizar da pertença e da igualdade de todos os estudantes.

Discutíveis, como os rituais.
Ligadas à sensibilidade pessoal, como a valoração das vivências.
Conexas com os juízos sobre as coisas, como as convicções.

conversamos?!….

(imagem aqui)





RJIES no formato certo

10 09 2007

Antes aprovada pela AR,

Lei nº 62/2007 de 10 de Setembro

Regime jurídico das instituições do ensino superior





era uma vez…

19 07 2007

… assim começam as histórias. Que são próximas das lendas. E dos mitos. E das fantasias. E das metáforas.

Poderia começar: era uma vez uma centelha. De esperança, talvez despropositada como as centelhas são. Ou inesperada, ao tempo em que se fez existir.
Centelha de vontade, de iniciativa. Contida nas malhas de uma construção por fazer.
Essa centelha, que habitava há muito alguns espíritos, tornou-se expectante, quando um tal processo de Bolonha se começou a fazer ouvir.

Íntima da mudança, próxima da renovaçao, a centelha do espírito seguiu nos trilhos desenhados, nas linhas prometidas por esse e desse processo.
Inspirou o paradigma, materializou-se nas metodologias, abalançou-se ao desejo dos resultados esperados.

Esperava uma moldura para se espraiar - ampla, autónoma, robusta, engrandecedora.
Mas estava distraída, esquecida dos potenciais redutores que os seres humanos, «animais políticos» como dizia o Mestre, são capazes de colocar nas coisas.
Mais ainda, quando trajados de «animais partidários» ou de «animais ideológicos».

Lidas as folhas do excessivo, do extenso molde de moldura,
debatidos os artigos, percebido o dirigismo, atentada a inconsistência de paradigma centrado em figura quase ausente do sistema, reconhecidos méritos, identificadas reservas,
era fácil perceber que a altura não era senão de debate e desconstrução.

Assim, a centelha resolveu ir de férias, até na esperança de que os seres humanos se tornem centelhas, entretanto…





dar conta de…

13 07 2007

Cursos e vagas de acesso ao ensino superior 2007

Enfermagem
ESE Artur Ravara 78
ESE Calouste Gulbenkian - Lx 110
ESE Francisco Gentil 60
ESE MFernanda Resende 70
ESE Coimbra 320
ESE Porto 270
IP Beja - ESS - 35 + 35
IP Bragança - ESS - 40 + 40 (2º semestre)
IP Castelo Branco - ESSLDias - 50
IP Guarda - ESS - 40 + 45 (2º semestre)
IP Leiria - ESS - 60 + 60 (2º semestre)
IP Portalegre - ESS - 80
IP Santarém - ESE - 45 + 45 (2º semestre)
IP Setúbal - ESS - 44
IP Viana do Castelo - ESE - 66
IP Viseu - ESS - 60 + 60 (2º semestre)
U.Açores - Ponta Delgada - 40
U. Açores - Angra Heroísmo - 55
U. Algarve - ESS - 30
U. Aveiro - ESS - 70
U. Évora - 35 + 35 (2º semestre)
U. Madeira - ESS - 35
U. Minho - ESECG - 80
U. TAD - ESE Vila Real - 72

Não disponíveis as vagas de:

Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis,Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado,Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias,Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny,Escola Superior de Enfermagem de Santa Maria, Escola Superior de Saúde Egas Moniz, Escola Superior de Saúde Jean Piaget - Algarve, Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Vila Nova de Gaia, Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Viseu, Escola Superior de Saúde Jean Piaget/Nordeste,
Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches, Instituto Politécnico de Saúde do Norte - Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, Instituto Politécnico de Saúde do Norte - Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa, Instituto Superior de Saúde do Alto Ave, Universidade Atlântica - Escola Superior de Saúde Atlântica, Universidade Fernando Pessoa (unidade de Ponte de Lima - ensino politécnico). Bem como Universidade Católica Portuguesa -Escola Superior de Biotecnologia,Escola Superior Politécnica de Saúde (Lisboa),Escola Superior Politécnica de Saúde (Porto).

Balanço:
25 cursos com 2.130 vagas.
19 cursos anunciados sem vagas disponíveis.





novos públicos: «maiores de 23»

12 07 2007

Regulamentado o ano passado, o acesso dos «maiores de 23 anos» ao ensino superior, uma das operacionalizações das linhas de Bolonha, vai na segunda leva. Considero um ganho e uma oportunidade para as pessoas. E, claro, encaro sempre os processos como tendo de ser rigorosos.
Curiosamente, lendo o desafio dos maiores de 23 (artigo de hoje do Diário Económico),
Nas últimas semanas tem vindo a ser questionado, de forma pouco abonatória, o modo como candidatos com menores habilitações literárias (leia-se escolaridade inferior ao 12º ano) e escassa experiência profissional ingressaram este ano no Ensino Superior. Refiro-me, naturalmente, ao novo regime especial de acesso ao Ensino Superior para candidatos que, tendo mais de 23 anos e não estando habilitados com um curso Secundário ou equivalente, ganharam, pela revisão efectuada no ano passado à Lei de Bases do Sistema Educativo, o direito a aceder ao ensino superior.

Uma percepção, hoje, que me parece possível é que o «acesso dos maiores de 23 anos», seja também feito com candidaturas por parte de quem tem uma profissão, e fez formação profissional que não é do ensino superior e/ou não era à época da sua formação. Ou seja, os maiores de 23 constituem-se igualmente como possibilidade de mudar de profissão.
Note-se, todavia, que existem dificuldades próprias para este «novo público».
Por um lado,
- a limitação do número de vagas que não pode ser inferior de 5% das vagas indicadas para o regime geral de acesso, sendo por sua vez, esse número, considerado para o cálculo do limite de
20% para o total dos concursos especiais de acesso - no caso concreto, por exemplo, de um curso abrir 40 vagas, isto representa 20% para os concursos especiais de acesso no total (ou seja, 8) e minimo de 5% dos maiores de 23 (logo, entre 2 e 8).
Por outro lado,
- a realização de provas especialmente adequadas, destinadas a avaliar a capacidade para a frequência dos Cursos Superiores - três provas de avaliação obrigatórias a que os candidatos têm que se sujeitar (avaliação do currículo escolar e profissional; avaliação das motivações; prova de conhecimentos e competências na área do curso escolhido), será a avaliação curricular a que terá maior peso na nota final de acesso.

Uma vez tendo entrado,
as dificuldades de percurso, de re-aprender a estudar e o potencial de insucesso académico - particularmente agravado se as metodologias forem mais tradicionais. Ou seja, além de novo público, o grupo dos «maiores de 23 anos» constituem um desafio às instituições de ensino superior (IES) para se adaptarem a estudantes adultos e optimizarem meios e recursos nos processos de ensino-aprendizagem.

Mas discordo profundamente que os resultados esperados e o perfil de competências de saída não sejam os mesmos para todos os estudantes do mesmo curso. Daí, que me preocupe uma certa «opinião», como a do artigo que citei acima, que «pouco abonatória» seja e tenda a envenenar uma oportunidade ou a perverter uma responsabilidade social das IES.




ei-los, que concluíram…

10 07 2007

Dias muito especiais,
a relembrar no tempo.

(…)
Ei-los que chegaram….
e depois de 4 anos e mais,
demonstra-se que
há pessoas inesquecíveis, como dizia o poeta.

Foi um prazer tê-los conhecido.
Uma alegria vê-los partir.





formatos de ensino

20 06 2007

a ler ou a passar os olhos:

Ensino tradicional vs ensino à distância
Elisabete Vidal, tese, 2002





de ES

9 06 2007

Por recomendação do Universidade Alternativa, fui até aqui, As universidades privadas e o culto da mediocridade, texto de Rui Baptista.
Uma institucionalizada ignorância assentou arraiais no próprio ensino superior e os diversos responsáveis pela sua tutela nada têm feito para debelar um excesso de instituições que trouxe consigo a asfixia de um mercado de trabalho de licenciados em que a oferta excede largamente a procura.

Uma das coisas que mais evidência apresenta, além do excesso de cursos superiores, é que tudo o que existe teve de ser autorizado pelo Ministério. Ou seja, pode ser questionável tanto o critério do «sim», como o follow-up do que se autorizou.
Quando os dados apontam para a existência de 118 instituições de ensino superior privado, uma pessoa interroga-se… Desregramento e falta de senso! Até parece ter-se perdido a noção da dimensão espacial do próprio país, que se crê muito maior do que realmente é.

Não podem ser mezinhas a resolver a situação. Ou existe coragem para reavaliar e decidir (e dizer não é uma decisão estratégica), ou existem formas de assegurar o cumprimento de um paradigma educacional com exigência científica e técnica, ou podemos, efectivamente, ser alvos fáceis de chacota e de descrédito num continente que está a apostar na competição geopolítica, designadamente nos sectores da educação e da investigação.
Não parece que se trate de desregulação - até porque quando ninguém regula, deixa-se que o mercado o faça, portanto desregulação é coisa que, realmente, não existe….