Lazer(es)….

18 09 2005

“um prédio, uma casa e duas nuvens”

inspiração infantil de uma tarde de domingo….





de Rubik ao Sudoku…

16 09 2005

Muito se fala e faz sudoku

Sudoku, por vezes escrito Su Doku, (数独, sūdoku) foi originalmente criado por um médico suiço (e no século XVIII).

Jogo de raciocínio, tem-se o objectivo de colocar números de 1 a 9 em cada uma das células vazias numa grelha de 9×9, constituída por 3×3 subgrelhas chamadas regiões.
Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9.

Resolver o problema requer (apenas) raciocínio lógico e algum tempo. O que eu quero dizer é que para ser bem sucedido no Sudoku não são necessários conhecimentos prévios - só mesmo tempo, paciência e perseverança.
Ah, e tem níveis de realização: fácil, médio e complexo.
Dizem que é viciante.
O que, a ser verdade, atesta que a simplicidade também faz quebra-cabeças…

«Nenhum leitor ainda não contagiado deve sequer passar os olhos por um sudoku. É que no sudoku escondem-se o vício e a loucura. Os sudokus são para os primeiros anos do século XXI o que o cubo de Rubik foi para os anos 70: uma obsessão que nos apaixona a todos.»
TOM UTLEY, Daily Telegraph

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Imagem e Links retirados de “
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudoku

Imune, por agora…





triolet

4 09 2005

“Numa parede do Curso Superior de Letras,
encontrei ha trinta e tal anos uns versos engraçados
que me parecem o epitáfiofio alegre daquele ciclo de estrondosa dialéctica,
riscados por algum rapaz de musa travessa;
o triolet dizia assim:

Que importa que o Kant cante
Que importa que o Comte conte
Kant é um Kant pedante
Comte é um Comte bifronte
Que importa que o Kant cante
Que importa que o Comte conte!

Uma risada de desabafo
contra a massadoria de tanto Kant e de tanto Comte.”





sorrindo

3 09 2005

Parece mesmo que vai haver 4 respostas iguais
à pergunta sobre a importância da ética na sociedade actual…





e se…

9 07 2005

“Don’t worry,

it’s

only

a

tiny

shrub”

 





apontamento sobre o riso

4 07 2005


Picture1162_RG Posted by Picasa

Estamos imersos numa “sociedade humorística”, como analisou Gilles Lipovetsky, em A era do vazio - uma sociedade que se quer cool e fun, amavelmente jocosa.
Elogiamos o riso - os méritos, as virtudes terapêuticas, a força corrosiva diante dos excessos ou dos fundamentalismos e, ao mesmo tempo, mal conseguimos delimitá-lo. É que o riso esconde-se: pode ser de alegria, agressivo, sarcástico, terno, de escárnio, amigável, sardónico…
(Aqui, seria altura de fazer entrar as diferenças entre o humor, a ironia, o sarcasmo!)

No cruzamento do físico e do psíquico, do subjectivo, do individual e do social, o riso espraia-se e flutua no equívoco.
Em 1956, Edmund Bergler, em Laughter and sense of humour, apontava mais de oitenta teorias sobre a natureza e a origem do riso. Jacques Le Goff consagrou vários estudos ao riso medieval, especialmente ao lugar que ele ocupa nas ordens monásticas. Mas são simples exemplos num amplo cortejo de historiadores que se debruçaram sobre o riso - será o caso dos franceses Dominique Arnould, Dominique Bertrand, Bernard Sarrazin, Daniel Ménager, dos ingleses Derek Brewer e Peter Burke, dos alemães W. Haug e N. Neumann.

O humor (e o riso) não tem idade nem pátria, não tem classes sociais nem olha a graus de instrucção. E existe uma aparente estabilidade do riso, de acordo com a história das mentalidades. E com os escritos desde os gregos até hoje!

Talvez o riso faça parte das respostas fundamentais do homem confrontado com sua existência. E, naturalmente, com a precaridade.

“Tudo o que não é trágico é irrisório. Eis o que a lucidez ensina.
E o humor acrescenta, num sorriso, que não é trágico…” (Comte-Sponville).
Verdade do riso.
A nossa própria e peculiar condição é tão ridícula quanto risível.
No trilho de Montaigne, pessoalmente, prefiro o riso, o grande riso de Demócrito, às lágrimas de Heraclito.





brincar com números

20 06 2005
Números não são o meu forte -
mas acho-lhes graça, vejo a pertinência da objectividade e reconheço serem importantes…
Há quem goste de brincar com números…
e envie mail sobre o assunto (obrigada, AC).
Deixo registo do mais relevante.
O que acontece se multiplicarmos 37 por múltiplos de 3:

3 x 37 = 111
6 x 37 = 222
9 x 37 = 333
12 x 37 = 444
15 x 37 = 555
18 x 37 = 666
21 x 37 = 777
24 x 37 = 888
27 x 37 = 999

Agora, observe-se

111.111.111 x 111.111.111 = 12.345.678.987.654.321

Trapézios?

1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3 = 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 + 5 = 11111
12345 x 9 + 6 = 111111
123456 x 9 + 7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678 x 9 + 9 = 111111111
ou
1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 98765
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321

E este outro
0 x 9 + 8 = 8
9 x 9 + 7 = 88
98 x 9 + 6 = 888
987 x 9 + 5 = 8888
9876 x 9 + 4 = 88888
98765 x 9 + 3 = 888888
987654 x 9 + 2 = 8888888
9876543 x 9 + 1 = 88888888
98765432 x 9 + 0 = 888888888
987654321 x 9 - 1 = 8888888888
9876543210 x 9 - 2 = 88888888888
curioso…




Do brincar… por um pensador muito sério

18 06 2005


Geddes 360 Posted by Hello

“O Tratado sobre o brincar” de Tomás de Aquino (1225-1274) corresponde ao In X Libros Ethicorum, IV, 16 - Comentário à Ética de Aristóteles (tradução feita a partir do texto latino da edição de Marietti, Turim, 1934).

O
Tratado sobre o Brincar de S. Tomás de Aquino???
Como é que pode?!
… E porque não? ou melhor, quem é que disse que os filósofos tinham de ser tristes e sorumbáticos?

A sensibilidade ao lúdico, o riso e a brincadeira são importantes. A leveza do humor pressupõe a aceitação da condição de finito e imperfeito…

A Idade Média (sobretudo a Primeira Idade Média), valorizou muito e fomentou a cultura popular. Os mais sábios mestres dirigem-se aos seus alunos de modo informal e lúdico (aliás, um dos sentidos derivados de ludus é escola; com a mesma ideia da derivação de escola de scholé, lazer).
Com Alcuíno (séc. VIII), a norma pedagógica é: “deve-se ensinar divertindo”.

O lúdico como atitude recebe também fundamentação filosófica, particularmente em Tomás de Aquino. Este elogio do brincar manifesta-se de modo mais agudo na Ética, o que não deixa de ser interessante…
Ah! este brincar é o do adulto, ligado à graça, bom humor e leveza no falar e no agir, que tornam o convívio descontraído, acolhedor, divertido e agradável.

A moral é entendida como um processo de aperfeiçoamento, de auto-realização do homem; um processo levado a cabo livre e responsavelmente e que incide sobre o nível mais fundamental, o da própria natureza humana.
E ao tratar do brincar na Suma Theologica, a afirmação central de Tomás é do brincar como necessário para a vida humana (e para uma vida humana).

Decorrem importantes consequências para a educação:
1 - o ensino não pode ser aborrecido e enfadonho (até porque o fastidium é um grave obstáculo para a aprendizagem)
2- a tristeza e o fastio produzem um estreitamento, ou, para usar a metáfora de Tomás, um peso (aggravatio animi)
3 - recomenda-se o uso didático de brincadeiras.

Estabelecida a necessidade do brincar, três precauções a tomar nessa matéria:
1. Evitar brincadeiras que envolvam agir ou falar torpe ou nocivo.
2. Não se deixar envolver tão desenfreadamente pelo brincar a ponto de perder a gravidade da alma (portanto, nem todas as brincadeiras são permitidas)
3. Cuidar de que sejam adequados o momento, o lugar e as pessoas envolvidas.

A alegria e o prazer ampliam a capacidade de aprender tanto em sua dimensão intelectual quanto na da vontade, do querer. Dilatam a capacidade de viver (bem) a vida…

Um bom sábado e brinquem, se faz favor!





sem comentários

14 05 2005


Photographer Posted by Hello





… porque o humor

7 05 2005


Mission: impossible Posted by Hello

… continua a ser uma virtude essencial!

Já não sei de onde «saquei» a foto…
Mas ilustra a possibilidade de sucesso, numa missão impossível à medida de cada um!





reivindicação

8 04 2005


# Letra 268 Posted by Hello

Um blog criativo… com letras que falam. E protestam…





irresistivel bom humor

1 04 2005


informatica4 Posted by Hello

porque o humor é uma virtude…





é favor prestar atenção…

20 03 2005


stressed Posted by Hello

Há que ter cuidado com o stresse….

e manter o bom humor.





irónicas e venenosas: tipos de homens de H. Mencken

12 02 2005

o metafísico

“Um metafísico é alguém que, quando você lhe diz que dois vezes dois são quatro, ele quer saber o que você entende por vezes, o que significa dois, e o que quer dizer são e por que isto dá quatro. Por fazerem tais perguntas, os metafísicos desfrutam um luxo oriental nas universidades e são respeitados como homens educados e inteligentes.”

o cientista

“O valor dado pelo mundo sobre os motivos que levam os cientistas a fazer isto ou aquilo é freqüente é grosseiramente injusto e inexato. Considere, por exemplo, dois motivos: uma mera curiosidade insaciável e o desejo de fazer o bem. O último é considerado muito mais importante que o primeiro e, no entanto, é o primeiro que aciona um dos homens mais úteis que a raça humana produziu até hoje: o pesquisador científico. O que realmente o desperta não é a idéia de prestar um serviço de araque, mas uma sede ilimitada e quase patológica de penetrar o desconhecido, de descobrir o segredo, de chegar aonde nunca se tinha chegado. Seu protótipo não é o do benfeitor que liberta seus escravos, nem o do bom samaritano que levanta os caídos, mas o de um sabujo farejando furiosamente em busca de infinitos buracos de ratos.”

Vale a pena ler O Livro de Insultos de H.L. Mencken, Companhia das Letras - São Paulo, 1988.





credo do contador de histórias:

7 02 2005



azaleas and boxwood, webshots Posted by Hello

“Creio que a imaginação pode mais que o conhecimento.

Que o mito pode mais que a história.

Que os sonhos podem mais que os factos.

Que a esperança sempre vence a experiência.

Que só o riso cura a tristeza.

E creio que o amor pode mais que a morte.”

Robert Fulghum,

Tudo o que eu devia saber na vida aprendi no jardim de infância