Adágio do dia

17 05 2008

As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão.

Provérbio Suíço





Provérbio do dia

13 11 2007

cosmos_klavierchen.jpg

Trata bem a terra. Ela não te foi doada pelos teus pais. Foi-te emprestada pelos teus filhos.

Provérbio do Quénia

 





d’a voz do(s) povo(s)

15 09 2007


No fim do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa.

Provérbio italiano





d’a voz do(s) povo(s)

15 09 2007









Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida.

Provérbio chinês


(River of no return, Ann Ruttan)





Pensamento do dia

23 01 2007

Trata alguém como ladrão, e ele rouba-te;
trata alguém como principe e ele comporta-se como um rei.

Provérbio chinês

(imagem: Therapeute, R. Magritte)





Provérbio do dia

24 07 2006

“Quem semeia ventos, colhe tempestades”

Vox Populi





Provérbio do dia

13 07 2006

Cada vaso transpira o que dentro arrecada.

Vox Populi





gosto por provérbios

10 02 2006

Gosto de provérbios. Enviaram-me hoje, com formato bem humorado, provérbios para gente culta:

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

Autor desconhecido (Obrigada, GS)





conversa de provérbios

10 04 2005


O principio da preparação Posted by Hello

Estava às voltas com o princípio da preparação - pois que planear e preparar são essenciais, sobretudo impregnados com flexibilidade - quando esta imagem me caíu debaixo dos olhos.
Ao que me parece, apela a preparar-se para uma tarefa arriscada, ainda que desejada - e os riscos que corre parecem facilmente previsíveis…
Lá diz o adágio que “quem vai para o mar, avia-se em terra”.
Mas não é, de todo «filho único» nestas matérias.
Na verdade aprecio e uso adágios e provérbios.
Cito-os muitas vezes, o que me levaria a ser francamente ostracizada pelos iluministas e olhada de lado pelos mais formalistas defensores do conhecimento formal. Contudo, “não se deve julgar um livro pela capa” e porque “um homem prevenido vale por dois”, aprofunde-se um pouco o assunto.
Os provérbios, máximas, adágios, rifões (não, não vou fazer um exercício de distinção!) foram classificados por Erasmo como vulgares e o século XVIII votou-os ao esquecimento.
Há quem lhe chame «ditados populares» mas sobre isto tenho reservas, pois muitas locuções latinas tornaram-se provérbios e não têm, de todo, origem no povo.
Como muitos deles expressam regras de conduta, julgo que se poderiam dirigir ao povo. Com isto quero dizer que entendo quem afirma que o provérbio não é, realmente, popular na origem!
Provérbio é uma expressão do conhecimento e da experiência popular traduzido em poucas palavras, de maneira ritmada, muitas vezes com alegria e bom humor.
Antonio Delicado, em Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, uma coletânea publicada em 1651, afirma: “Os adagios são as mais approvadas sentenças que a experiência achou nas acçoens humanas, ditas em breves e elegantes palavras.”

Há uns muito aceites, pois foram confirmados no curso das gerações - e muitos vieram da literatura oral, grega, suméria, latina, chinesa e outras.
E claro que há ditados para tudo, até opostos e contraditórios.
Porque “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” mas também “o que não se faz no dia de Santa Luzia, faz-se no outro dia”. Isso faz parte da riqueza interpretativa e da adequação ao contexto.
Ah, tanto que se fala hoje de contexto… como se fosse algo novo, algo nunca valorizado até aos dias de hoje. Exageros de memórias breves…

Evidente que “capa e merenda não fazem má companhia” e que os avisos subjacentes a alguns provérbios são do princípio de preparação.
Afinal, “Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.
Por mais que haja regras, “deviat a solitis regula cuncta viis” (Não há regra sem excepção).

Julgo que os provérbios não aspiram à verdade, como o conhecimento.
Valem o que vale um conselho… (”se conselho tivesse valia, ninguém dava, vendia”).

Conversamos?!