nova pirâmide

23 05 2008

… uma actualização da pirâmide dos alimentos.

“The Department of Nutrition at the Harvard School of Public Health (HSPH) has relaunched its Web site, The Nutrition Source (http://www.thenutritionsource.org/).
One of the highlights of the improved site is a freely downloadable version of the Healthy Eating Pyramid, built by nutrition faculty at the School, which should appeal to educators and health professionals as well as institutions such as schools and hospitals.

Updates to the pyramid include the addition of salt to the “Use Sparingly” section at the top. Also, the pyramid now recommends at least 1,000 IUs of vitamin D for most people.

The Healthy Eating Pyramid is a practical guide to maintaining a healthy diet. At its foundation are daily exercise and weight control; as the pyramid rises, it shows that one should eat more foods from the bottom part (whole grains, vegetables, fruits, healthy fats) than the top part (red meat, refined grains, sugary and salty snacks). An important feature of the pyramid is that it focuses on the quality of foods, not the quantity — it doesn’t recommend specific serving sizes, which can vary from person to person. Rather, the pyramid is meant to be an easy-to-understand, flexible guide to how one should eat.

Source: Harvard University”





recursos

14 05 2008

Practical Guide to

Complementary Therapies

for People Living with HIV

People living with HIV/AIDS (PHAs) have a history of being active in their own health care. Since the HIV epidemic began, PHAs and their supporters have advocated for effective, available treatments. Rooted in the activism of the feminist and gay communities, AIDS activists promoted the idea that individuals living with HIV should not only have access to all potentially effective therapies but also the right to make informed choices about which treatments to use, including complementary therapies. Since Western medical science offered no cure and few treatments for AIDS, PHAs were open to other options, and a tradition of gathering and sharing treatment information began. Complementary therapies were particularly appealing to this community because they emphasize personalized treatment based on individual needs rather than standardized treatment for a specific diagnosis. This focus on individualized decision-making and treatment continues to be a valued part of complementary therapy for many PHAs.





violência nas pontas do ciclo vital

12 05 2008

Idosos e Crianças, eis o que pensava ao escrever nas pontas do ciclo vital. No amplo tema da violência doméstica . Das crianças, tem tratado bastante a RS - e, como antes, julgo que a todos interessa.

Aos idosos, decido voltar hoje. Porque por mais que insistamos em não considerar, para lá caminhamos…

Cruzei com Saber fazer e ser, e trago de lá que

Isto é grave. Demasiado grave. E não podemos estar de olhos fechados ou dizer que estes problemas nos passam ao lado. Não. Hoje são eles. Amanhã seremos nós.
Mesmo nos hospitais, a apatia e indiferença de alguns profissionais de saúde, perante um pedido de auxílio de um idoso, as prioridades de tratamento, as longas esperas nos corredores e, muitas vezes, no meio da azáfama, os esquecimentos dessas mesmas pessoas…

Também li A violência na vida cotidiana do idoso.

o Medo, um forte aliado na violência contra o idoso.

Violence towards the elderly and discrimination against elderly people

Das conclusões em Geriatric Depression Scale and forms of violence against elderly

1. Abuse risk factors for persons over 65 years of age include: old age, low education level and the need to be taken care of by others due to old age or ailments connected with old age.
2. Nearly all patients obtained more than 5 points in the short form of the Geriatric Depression Scale – these points suggest the possibility of the occurrence of depression.
3. The study does not answer the question if depression is an abuse risk factor or its consequence.
4. Drawing doctors’ attention to the problem of elderly abuse and to the importance of routine application of thorough geriatric tests using scales, may contribute to detection and prevention of this pathology.

E, já agora, Abuse of the Elderly, OMS.

Assustador, diria… quando uma sociedade aumenta os níveis de violência contra os vulneráveis, os que não se podem defender. E que merecem muito respeito.





Nem o 5º sinal vital resiste a discriminação de género…

10 05 2008

Dor da mulher é mais ignorada e subvalorizada que a do homem

A dor das mulheres é subvalorizada em relação à dos homens, sendo considerada menos genuína e grave pelos profissionais de saúde, principalmente pelos profissionais do sexo masculino, segundo um estudo do ISCTE. O estudo, realizado a 205 estudantes de enfermagem e concluído no final do ano passado, mostra que a dor das pacientes do sexo feminino é julgada como menos genuína e a sua situação clínica considerada menos grave e urgente que a do homem.

“O projecto partiu de constatações de outros estudos que mostravam que as mulheres relatavam sentir mais dores que os homens e que a sua dor era mais vezes sub-diagnosticada que a dos homens”, explicou à Lusa Sónia Bernardes, investigadora no Centro de Investigação e Intervenção Social no ISCTE e autora do estudo “Os enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre dor lombálgica”.

No entanto, só com este estudo se percebeu quais os factores que podem influenciar a apreciação da dor dos pacientes, nomeadamente em que medida o tipo de dor, a forma como o doente apresenta a sua dor e o sexo de quem julga influenciam a ocorrência de enviesamentos de sexo nos julgamentos.

A investigadora chegou à conclusão de que “a dor da paciente do sexo feminino é julgada como menos genuína e a sua situação clínica como menos grave e urgente que a do homem” em contextos de dor aguda e de curta duração ou na ausência de manifestações explícitas de ansiedade.

“Espera-se que as mulheres sejam mais expressivas e quando não apresentam sintomas de ansiedade e agem de forma controlada sem recorrer muito aos profissionais de saúde acabam por ser subvalorizadas”, explicou Sónia Bernardes.

O estudo concluiu ainda que os estudantes de enfermagem do sexo masculino fazem mais enviesamentos de sexo nos julgamentos sobre a genuinidade da dor do que as estudantes do sexo feminino.

Perante estas conclusões, Sónia Bernardes sublinha que “as evidências mostram que embora as mulheres reportem sentir mais dores que os homens ao longo das suas vidas, as suas dores são frequentemente desvalorizadas, sub-diagnosticadas ou sub-tratadas comparativamente com as do sexo masculino”.

Este estudo é um dos últimos da tese de doutoramento que começou há cerca de quatro anos e que deverá ser entregue ainda este verão. O estudo data de finais de 2007, foi realizado a 205 estudantes de enfermagem e está enquadrado num projecto de investigação mais amplo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.”

29.04.2008 - Trazido daqui

Natualmente, passei pela International Association for the Study of Pain (IASP)

2008 foi decretado ano mundial contra as dores em mulheres, porque, de acordo com estudos realizados, as dores crónicas afectam mais as mulheres (é o caso das fibromialgias, artrite reumatoide, osteoartrite, dor pélvica crónica, enxaquecas) que têm dores mais recorrentes, mais graves e mais prolongadas do que os homens.

2008, Global Year Against Pain in Women - Real women, real pain

Fact Sheets disponíveis

(imagem, Sleeping lady, Tamara de Lempicka - alterada)





em torno de indicadores e avaliação

4 05 2008

Euro Observer - The Health Policy Bulletin of the European Observatory on Health Systems and Policies

Spring 2008 - Volume 10, Number 1

Principles of performance measurement

“Information plays a central role in the ability of a health system to deliver effective health care and secure population health. It is used for a variety of different purposes in health care: to secure accountability within the system, to determine appropriate treatments for patients, to facilitate patient choice and/or for managerial control. Information also plays an important broader role in assuring governance of the health system. Early efforts at health system performance measurement can be dated as far back as 250 years ago.
Later, in the 1800s and early twentieth century, Florence Nightingale and Ernest Codman advocated using systematically collected data to inform and improve performance. Yet, because of insuperable professional,
practical, and political barriers performance policies were never generally applied.
It is only in the past few decades that sustained developments in health system performance measurement and assessment have emerged. On the demand side, citizens require increasing accountability from health
care professions and institutions and want to make more informed choices as patients. On the supply side, advances in information technology have made it much cheaper and easier to collect and process data.
However, despite the increasing use of performance measurement tools in developed health systems, questions still remain about the best way to collect, disseminate and use performance data efficiently. This issue of Euro Observer will explore some of the issues more closely through case studies on composite
indicators in performance measurement, attribution and causality, and the use of performance measurement in long term care and cardiac surgery. Here, we provide a brief overview of the principles of performance
measurement, highlighting some of the main policy implications.
Defining and measuring performance Performance measurement evaluates the extent to which a health system meets its key objectives. These objectives reflect different historical trajectories, political, financial and organizational priorities and the power of interest groups and stakeholders. The World Health Report 2000 defined three intrinsic goals of health systems - improving health, increasing responsiveness to the legitimate demands of the population, and ensuring that financial burdens are distributed fairly.
Generally, ‘health’ is taken to represent both health outcomes from health care and improvements in general health status. ‘Responsiveness’ captures dimensions not directly related to health outcomes, such as
dignity, communication, autonomy, prompt service, access to social support during care, quality of basic services and choice of provider. Improvements in responsiveness depend on a health system’s ability to deliver these dimensions more effectively.”

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Artigos:

Principles of performance measurement

Long term care quality monitoring using the interRAI Common Clinical Assessment Language

Public reporting of performance in the USA: The New York State CSRS

Using composite indicators to measure performance in health care

Attribution and causality bias in health care performance measurement

(imagem aqui)





revisitar o Relatório 2007 do OEDT

4 05 2008

A propósito da notícia de ontem, da “Marcha Global da Marijuana” em Lisboa, revisitei o Relatório 2007 do OEDT. Tinha ainda presente a notícia do mês passado, com fonte no OEDT, de que aumentou a proporção de doentes com 40 ou mais anos, em tratamento, devido ao consumo de opiáceos (e o aumento foi de 8,6 em 2002, para 17,6% em 2005).

O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência é uma das agências descentralizadas da União Europeia. Criado em 1993 e sediado em Lisboa, é a mais completa fonte de informação sobre a droga e a toxicodependência na Europa. Relatório Anual 2007 -A evolução do fenómeno da droga na Europa - 12.o relatório anual do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

“A exemplo de relatórios anteriores, apresenta uma actualização exaustiva da situação actual no que respeita ao consumo de droga na Europa. Demonstra igualmente os progressos da Europa na aplicação de um sistema de informação exaustivo, metodologicamente sólido e sustentável de acompanhamento do consumo de droga. O relatório procura responder a duas perguntas fundamentais. O que se sabe sobre o consumo de droga na Europa e sobre os problemas que dele decorrem? Que caminho já foi percorrido em termos de capacidade de responder eficazmente aos problemas relacionados com o consumo de drogas?

Estas perguntas são importantes na medida em que, independentemente da persuasão política ou da posição ideológica, os decisores políticos europeus já reconheceram que o problema das drogas levanta uma série de problemas complexos para os quais não existe uma solução simples. Na realidade, os decisores políticos
reconhecem que o caminho a seguir passa pela análise dos elementos disponíveis relativos à dimensão e à natureza do problema, bem como dos custos e benefícios das diferentes abordagens de intervenção.”

Para mais, continuar a ler





«diagnóstico no telemóvel»

24 04 2008

Uma utilização inovadora do telemóvel… monitorização remota de epilepsia pediátrica

O sistema recorre a tecnologia distingue-se por recorrer às tecnologias sem fios (3G e bluetooth) para enviar electroencefalogramas para neurofisiologistas de qualquer ponto do País. Com este sistema, a monitorização de crianças que sofrem de epilepsia beneficia de internamentos menores e a escassez de especialistas pode ser compensada através das tecnologias. Exame Informática nº 156

“Sistema de Monitorização Remota de Epilepsia Pediátrica desenvolvido pelos neurologistas e pediatras do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) e pela Fundação Vodafone Portugal”

Com a introdução deste novo sistema, passa a ser possível fazer observação de exames num PC ou PDA, à distância e a qualquer momento, mesmo fora do ambiente hospitalar. A rapidez deste novo processo de análise dos traçados e das crises permite uma tomada de decisão mais fundamentada e precoce, optimizando o tempo e as condições de diagnóstico e, portanto, a segurança da criança e o seu próprio conforto.

Este sistema recorre às comunicações móveis e a uma aplicação informática que permite a interacção e visualização de exames como vídeo-EEG ou vídeo electroencefalograma a partir de um computador ou PDA, à distância e a qualquer momento, esteja dentro ou fora do hospital, em Portugal ou no estrangeiro.

Adaptando a tecnologia móvel ao serviço do tratamento da epilepsia, o Sistema de Monitorização Remota de Epilepsia Pediátrica aumenta a disponibilidade dos médicos para o acompanhamento dos estudos neurofisiológicos, assim como o número de doentes monitorizados. Este sistema poderá contribuir para um aumento da oferta de soluções cirúrgicas, sobretudo em crianças, nomeadamente as mais novas.

Na fase inicial de implantação do projecto, estão incluídos dois hospitais do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO): Hospital de S. Francisco Xavier e Hospital de Egas Moniz.”

imagem aqui






Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose

24 03 2008

3092 novos casos de tuberculose registados em Portugal, em 2006 (o que significa uma taxa de notificação de 29,4/100 mil habitantes)

9,2 milhões de novos casos, no mundo - sendo que África e Ásia concentram mais de 80% - e 1,7 milhões de mortos em 2006. Os números falam por si. O que a epidemia concretiza é 4.500 mortos/dia/mundo. É demasiado…

Há dez anos seria inimaginável - mas hoje a realidade é a que a tuberculose multirresistente tem forçosamente de nos preocupar. Com ou sem associação ao VIH, que a percentagem com este vírus foi de 7,7% novos casos. A questão é que se conclui hoje que 5% das novas infecções anuais por tuberculose são causadas por bactérias resistentes aos antibióticos.

“An estimated 1.5 million people died from TB in 2006. In addition, another 200,000 people with HIV died from HIV-associated TB. If TB disease is detected early and fully treated, people with the disease quickly become non-infectious and eventually cured. Multidrug-resistant TB (MDR-TB) and extensively drug-resistant TB (XDR-TB), HIV-associated TB, and weak health systems are major challenges” WHO

O documento Global Tuberculosis Control 2008. Surveillance, Planning, Financing, além dos dados, apresenta o relatório global e as medidas tomadas. Em anexo, profile of high-burden countries e The Stop TB Strategy, case reports, treatment outcomes and estimates of TB burden

1. There were an estimated 9.2 million new cases of TB n 2006 (139 per 100 000 population), including 4.1 illion new smear-positive cases (44% of the total) and 0.7 million HIV-positive cases (8% of the total). This is an increase from 9.1 million cases in 2005, due to population growth. India, China, Indonesia, South Africa and Nigeria rank fi rst to fi fth respectively in terms of absolute numbers of cases. The African Region has the highest incidence rate per capita (363 per 100 000 population).
2. There were an estimated 14.4 million prevalent cases of TB in 2006.
3. There were an estimated 0.5 million cases of multidrug-resistant TB (MDR-TB) in 2006.
4. In 2006 there were an estimated 1.5 million deaths from TB in HIV-negative people and 0.2 million among people infected with HIV.
5. In 2007, a total of 202 (out of 212) countries and territories reported TB notifi cation data for 2006 to WHO. A total of 5.1 million new cases (out of the estimated 1.2 million new cases) were notifi ed for 2006 among these 202 countries and territories, of which 2.5 million (50%) were new smear-positive cases. The African, South-East Asia and Western Pacifi c regions accounted for 83% of total case notifications.

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(imagem futura-science.com)




recursos

18 11 2007

Nursing in Europe:

a Resource for a Better Health.

OMS

What is the most important resource for health that a European country has today? Countries would give different answers to this question, but all of them would put the work of nurses very high on the list. The sheer number of the profession is close to 5 million in the 50 countries of the WHO European Region. Nurses are not a homogeneous group, but taken together they comprise a formidable workforce that provides some of the most essential services to keep people healthy, to take care of the ill and the injured, and to nurse the frail and elderly. In many, if not most, European countries, however, these health professionals unfortunately do not get the recognition they deserve, or the working facilities they need to carry out their unique function in our health care systems.

Ler on line





Linha de apoio

14 11 2007

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Já não é preciso ficar em silêncio…





Saúde da Mulher, saúde de todos

28 10 2007

Quem levantou o assunto foi LifePassenger, do Cogitare, na sequência do Sociedade Civil.
A vacina do Colo do Útero deve ou não ser comparticipada?

A ponderação de uma vacina integrar o PNV decorre de que critérios? poderia ser a primeira pergunta… E, a seguir, se a comparticipação deve ser total ou parcial…porquê, isto é, com que critérios. Por exemplo, a vacina da Hepatite B tem 40% de comparticipação, salvo para os seguintes casos, em que é gratuita: (1) crianças no 1º ano de vida; (2) jovens dos 10 aos 15; (3) profissionais de saúde; (4) pessoas sujeitas a frequentes transfusões; (4) recém-nascidos com mães portadoras do vírus; (5) outras pessoas em situação de risco.

Hoje, o cancro do colo de útero tem 3,5 de taxa de mortalidade (dados do PNS). A meta para 2010 é de 2.

A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (quadrivalente, recombinante, com os tipos 6, 11, 16 e 18 - ou seja, os que se desenvolvem em carcinomas benignos e malignos) recebeu opinião positiva da U.S. Food and Drug Administration (FDA) Vaccines and Related Biological Products Avisory Committee. Foram aprovados os dados dos estudos de fase II e fase III que suportam a eficácia e segurança da vacina para a prevenção do cancro do colo do útero e para a prevenção do cancro da vulva e da vagina e de lesões vaginais pré-cancerosas causados em mulheres pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) do tipo 16 e 18. O comité concordou que as conclusões suportam a eficácia e segurança da vacina para a prevenção de outras lesões cervicais, da vulva e vagina causadas pelo HPV de tipos 6, 11, 16 e 18, incluindo as verrugas vaginais (condilomas).

Este é o «melhor estado da arte», portanto. Os factos são:
1) Na Europa, os casos detectados anualmente rondam os 33.500 e 15 mil são fatais, o que equivale à morte de 40 mulheres por dia, ou cerca de duas por hora.
2) Portugal tem a mais alta incidência da Europa deste cancro, cuja principal causa é o vírus HPV, registando 900 novos casos por ano e mais de 300 casos mortais.
3) Estima-se que 70% das pessoas sexualmente activas possam estar expostas ao PVH.

Na Alemanha, a vacinação contra o Papilomavírus Humano é comparticipada na totalidade, desde Dezembro de 2006, por fundos de seguros de saúde. Em Espanha, aqui ao lado, comparticipada a 100%.

Na minha concepção, a saúde é um bem, que nos cabe a todos (sociedade) proteger o melhor que pudermos e se existe uma vacina que reduza seguramente a morbilidade ou a mortalidade, deve ser totalmente comparticipada, particularmente nos grupos etários de maior risco ou em que aprevenção seja mais eficaz. O anúncio, este mês, de comparticipar a 40%, mesmo sendo medida política e melhor que antes, é claramente insuficiente. Naturalmente, a vacinação tem de ser acompanhada por outras medidas - porque a incidência estimada do Cancro do Colo do Útero em Portugal é de mil novos casos por ano e os programas de rastreio devem ser reforçados, independentemente da utilização da vacina. O que não invalida que a vacina devesse ser comparticipada a 100%.





Rede(s) em saúde: e-health

15 10 2007

De acordo com a Canadian Healthcare Tecnhnology,
mais de 90 médicos, enfermeiros e farmacêuticos, de 9 províncias, numa network de colegas, numa iniciativa de pares (peer-to-peer initiative).
P
rofissionais ligados em rede para se entreajudarem, partilharem conhecimento e ultrapassarem barreiras.

Members of the Clinician eHealth Support Network will support their clinician colleagues who are contemplating the use of electronic health record solutions by providing:
• Individual demonstrations of electronic health records technology
• Ongoing support and mentoring
• Assistance in goal-setting and prioritizing
• Support offered on-site and remotely






questões de higiene e género

20 09 2007


Os homens lavam menos as mãos…

De acordo com um estudo publicado esta semana, um terço dos homens não se incomoda a lavar as mãos depois de usar a casa de banho, comparando com 12% das mulheres.

Há dois anos, com o mesmo inquérito, 1/4 dos homens não lavavam as mãos contra 10% das mulheres.

http://www.chicagotribune.com/news/nationworld/sns-ap-dirty-hands,1,3790008.story
http://www.nysun.com/article/62809
http://www.wtop.com/?nid=106&sid=1250020
http://www.sun-sentinel.com/features/health/sfl-917bathroomuse,0,7374890.story





Livros e Leituras

9 09 2007


Beggining in the mid-1960s, the practice of medicine in the United states underwent a most remarkable - and thoroughly contorversial - transformation. Although the changes have altered almost every aspect of the relationship between doctor and patient - indeed, between medicine and society - the essence can be succinctly summarized: the discretion that the profession once enjoyed has been increasingly circumscribed, with an almost bewildering number of parties and procedures participating in medical decision making. As late as 1969, the philosopher Hans Jonas could assert that “the physician is obligated to the patient and to no one else… We may speak of a sacred trust; strictly by its terms, the doctor is, as it were, alone with his patient and God.” But even as he wrote, the image of a physician alone with a patient was being supplanted by one of an examining room so crowded that the phyysician had difficult squeezing in and of a patient surronded by strangers. (p. 1)
Começa assim…

E se esta Introdução («Making the Invisible Visible») coloca o enquadramento, da transição e da mudança da imagem (que não é apenas do médico e do doente mas da medicina e da sociedade), acompanha-se uma certa visão do desenvolvimento das tecnologias e da ciência, nas décadas de 60 a 90, com muitas raízes na II Guerra Mundial - sobretudo as da investigação e da decisão clínica.

Aborda alguns dos casos mais famosos da bioética e da ética médica, como de Karen Ann Quinlan, bem como o percurso para a criação da National Comission for the Protection of Human Subjects (alguns anos depois de Walter Mondale ter proposto que fosse criada uma comissão que desse conta, ao público, das implicações éticas, legais, sociais, políticas dos avanços biométicos) sob o tema «Comissioning Ethics» (cap. 9) e as análises em torno dos transplantes, da decisão no final de vida.
Além de recomendar a leitura crítica, deixo um pouco do capítulo 10 «No One to trust»:
The movement to bring new rules to medecine did not stop at the biomedical frontiers. Beginning in the early 1970s, the most elemental aspects of medicine - decision on birth and death, on what lives were or were not worth living - became the center of public debate and controversy. Traditionally, those questions had been at the essence of bedside ethics, the exclusive presence of doctors: (…) Athrough the progression from issue to issue seemed logical, even inevitable, the reality was more complex, and each shift was bitterly contested at every point.” (p. 190)

E, capítulo final, há «New rules for the Bedside», claramente. Embora David Rothman não pareça satisfeito, admite que:
Reviewing these events, and speculating about the future, suggests that the transformation in medical decision making, as vital as they are, have come with a price. To alter the balances between doctors and patient and medicine and society encouraged, unavoidably, the intervention of a greater number of thrid parties.” (p.260)
In the end, patients may well continue to experience medicine as modern: powerful and impersonal, a more or less efficient interaction between strangers“. (p.262)

É uma visão das coisas… e vale a pena conhecer mesmo as que são diferentes da que julgamos ter.





respondendo a uma pergunta

21 08 2007

A reflexão em Retórica não pode deixar indiferente.

“Não. A calamitosa situação das listas de espera no no
sso SNS e, em particular, o gravíssimo problema de haver doentes com cancro à espera de operação há mais de um ano, não se resolve nem ilude com a questão lateral de se saber se os números das listas de espera de cirurgia sofreram ou não, nos últimos tempos, quaisquer melhorias. Porque a notícia e os números divulgados espelham a realidade actual e não a do passado. E nem o facto de o tempo de espera em tais listas ter sido ultimamente diminuído retirará sequer uma lágrima de dor (ou de revolta?) a quem permanece condenado sem culpa, nesses verdadeiros corredores da morte em que as listas acabaram por se transformar.
Sim, somos um país pobre e a situação financeira do nosso SNS é o buraco que se sabe. É natural, por isso, que não tenhamos os melhores hospitais do mundo, os melhores recursos médicos do mundo, a melhor organização da saúde do mundo. É natural também que haja listas de espera para cirurgia e para outro tipo de tratamentos. O que não é natural é que se olhe para tais listas de espera com displicência ou resignação, ou que por razões de mera gestão económica se deixe alguém em perigo de vida ou ainda que os responsáveis políticos disfarcem a sua inoperância com a alegação de “melhorias significativas” que mais não é do que uma variante “artística” do estafado argumento da “pesada herança”.
(…)
Há coisas que não entendo mesmo. Já agora, o que pensará a aniversariante Lucília Nunes de tudo isto?

Não sei se entendo. Mas posso partilhar o «como vejo». Listas de espera cirúrgica… só a expressão já incomoda. Espera-se, em lista, para aceder a cuidados de saúde, a que se tem direito, como bem pessoal e social - e sabendo que só pode tratar-se de cirurgia electiva, isto é, não urgente.
Dois pontos prévios (à temática das listas):
1 - A s
aúde é uma das condições mais decisivas para o desenvolvimento do plano de vida de cada pessoa. Cada projecto, individual ou colectivamente perseguido, supõe um estado e um processo em que cada pessoa procura o equilíbrio (a homeostase) e o bem estar, atendendo às vertentes física, emocional, sociocultural e espiritual. Por isso, os cuidados de saúde são especiais. Uns concordarão com esta afirmação pela sacralidade, outros pelo usufruto e fruição da vida, outros pela utilidade ou funcionalidade social, ou, ainda, numa óptica economicista porque envolvem grandes quantias de dinheiro (tanto na prestação como na segurada).
2 - O
s cuidados de saúde são uma área de responsabilidade colectiva e, neste sentido, a centralidade na doença (de que programas de combate a listas de espera cirúrgicas constitui exemplo paradigmático) torna-se gritante com a agravante de comprometer o futuro. É preciso centrar na saúde, e proteger a saúde, para o futuro. Por isso, e sem uma política de saúde, a focagem nas listas de espera e programas que as visem têm o risco importante de ignorar o potencial agravamento das causas.

Posto isto, recentre-se então na questão das listas de espera cirúrgicas, sem cair na tentação da relativização. São 220 mil? 200 mil? Que fontes? Como? Desde quando?
Vale a pena ter um breve enquadramento comum, sobre o assunto (a quem sabe, desculpo-me desde já pelo excesso)

A - PERLE - Programa Especial de Recuperação de Listas de Espera
Arranque: 1995 (criação em 1994).
Resolução da espera:
celebração de contratos entre os hospitais e o sector privado

B - Acesso - Programa de promoção e monitorização do Acesso
aprovação em 1998, arranque em 1999.
Resolução: candidaturas dos serviços de cirurgia dos hospitais públicos, para proceder a mais intervenções, além da programação, sendo remunerada a cirurgia por tabela e doente operado.
Pessoalmente, vivi o início do programa, com internamentos das pessoas sexta à tarde e cirurgias durante o sábado.
Em 2000, o programa foi alargado aos sectores convencionado e social.

Em 2002, na fundamentação da Resolução do Conselho de Ministros, afirmava-se: De acordo com os elementos oficialmente existentes, em 2001, o número de cidadãos em lista de espera passou de 85339 no mês de Janeiro para 90451 no mês de Dezembro.

O incentivar de intervenções extraordinárias para recuperação das listas de espera, no público ou no privado, tem que ser acompanhado, simultaneamente, com uma melhoria da produção cirúrgica normal – é necessária uma gestão rigorosa para o conseguir. É importante evitar que as prioridades na melhoria do acesso à actividade “normal” dos serviços de saúde sejam subalternizadas pelos programas de redução das listas de espera cirúrgicas“; afirmava-se no Relatório do Observatório.


C - PECLEC - Programa Especial de Combate às Listas de Espera Cirúrgicas
resolução do Conselho de Ministros n.º 100/2002 de 26 de Abril, DR n.º 121 de 25 de Maio. Arranque: Julho de 2002
Doentes em lista de espera no início do Programa: 123.166

Compromisso: Extinguir a lista em 2 anos de execução

Doentes em lista de espera em 2004: mais de 190.000
Uma auditoria do Tribunal de Contas à execução do PECLEC, confirmou que mais de 123 mil cirurgias em atraso elencadas em Junho de 2002 (a maioria com tempo de espera de um a cinco anos) foram solucionadas em 93,5% nos dois anos de vigência do programa e a lista que entretanto se foi formando atingiu os 190 mil doentes em Janeiro passado, a aguardar pelo atendimento, em média, nove meses. (fonte).

D - SIGIC - Sistema Integrado de Gestão de Inscritos em Cirurgia
Ano:
2004
Arranque: entre Junho e Novembro de 2004, em todas as regiões
Compromisso: realização da cirurgia no prazo máximo de 6 meses
Circuito (simplificado):
encaminhamento do hospital de referência, caso a cirurgia não seja efectuada num prazo razoável, para outro hospital da rede pública e a atribuição de um vale de cirurgia que permite escolher o local da realização
Resultados - em Julho de 2007, no Portal da Saúde, a soma das distribuições dos utentes inscritos para cirurgia é de 208.632.
Os tempos apontados variam entre os 3,2 (Alentejo) e 6,4 (LVT) meses de espera, variando de região para região. O Ministro considerou
positiva a redução dos tempos - e verifica-se que há um ano variava entre 4,8 e 8 meses. Agora, daí a não ter de que se envergonhar, vai uma grande distância.

De acordo com a mesma fonte, em 2006, existiam 225.408 utentes em espera, encabeçando a lista a «cirurgia geral» (55.854), seguindo-se«outros» (49.956), «ortopedia» (45.843), «ORL» (31.008), «oftalmologia» (30.285) e «ginecologia» 12.463.

A 30.06.2007, conforme o gráfico acima, mantem-se em 1º a «cirurgia geral» (46.609), seguindo-se«outros» (45.965), «ortopedia» (42.415), «cirugia da cabeça e pescoço, incluindo ORL» (30.105), «oftalmologia» (29.802) e «urologia» (13.736). No total, 208.632.

colocada a questão num cenário evolutivo, percebendo-se que os números de doentes em lista de espera, em anos consecutivos, se alteram pouco, alguns tópicos interrogativos:

a) quanto às listas e quanto aos nomes das pessoas que constam nelas
- Como é que se fazem as listas, - ou seja, de onde veêm os dados e quem, singularmente, consta nelas?
- Como se identificam as duplas e triplas entradas da mesma pessoa (e estou a pensar nas que são mesmo recomendadas, como nos inscritos para transplante em 3 centros, pois as cirurgias são por centro)?

- Como se garante que efectivamente quem consta na lista não foi já operado?
(alguns casos contados nos media dizem fazer parte destes nºs - veêm contar que foram chamados e já tinham a situação resolvida: porque é que o seu nome se manteve na lista de espera? )
-
Como se distinguem os casos que, ao fim de alguns dias de internamento, passam para o SIGIC estando internados num serviço hospitalar?
Ou seja, não bastam números - é preciso ter mais certezas quanto ao sistema operativo do processo. Assim, falta validar os números e o sistema, e falta uma avaliação qualitativa das listas, para poderem ser realmente fiáveis. O que não obscurece a enormidade dos números mas basicamente apela ao rigor, exactamente porque é de pessoas que se trata.

b) quanto à equidade e acompanhamento
- e o acesso à prevenção e protecção da saúde? que medidas a montante acompanharam os programas específicos cirúrgicos?
- nos dados do Portal da Saúde, Julho 2007, notam-se as discrepâncias nas diferentes regiões e nas instituições no terreno - e pergunte-se: não se consegue tornar o acesso mais semelhante a todos os cidadãos? não é do domínio básico aproximar? como é que está a ser gerido o encaminhamento, no sentido de optimizar os circuitos dentro do País?
- a gestão do combate às listas de espera pode ter contornos de objectualizar (tornar o Outro em objecto) que faz impressão. Que os doentes não são «hérnias» ou «varizes». E a questão do acompanhamento é central. Quem acompanha? Quando num Bloco se faz uma dezena de cirurgias ao sábado, da lista dos SIGIC, quem e como acompanha depois?

c) quanto aos custos
em qualidade de vida, naturalmente, de cada Eu que faz parte da lista,
e perdas em saúde (em ves dos tão falados «ganhos em saúde»),
e milhões de euros, a pagar em tempos privados aos profissionais que operam em tempos e custos públicos.
Sim, estou a referir-me à actividade clínica, que opera todos os dias úteis, coloca doentes em SIGIC ao fim de uns dias de internamento, e recupera cirurgias ao sábado - um elevado dispêndio de fundos públicos, a dizer o mínimo. Claro que a produtividade cirúrgica extra deve ser recompensada. Preocupa-me o assegurar normal da actividade cirúrgica e de saúde.

Se eu fosse mais impertinente, podia perguntar se não temos já evidência de que não bastam programas específicos isolados.
Considerada prioridade política desde há, pelo menos 5 anos (e decerto notaram que há 12 anos era «recuperação de listas de espera» e em 2002 passou a ser «combate»), com tantos investimentos, podia perguntar porque e em que é que falha. Podia perguntar se e a quem poderá interessar não resolver o problema das listas de espera.

No global, o problema das listas de espera funda-se na gestão do SNS, na optimização dos processos e recursos técnicos e humanos, mas, fundamentalmente, é um problema de dimensão humana e de cidadania, designadamente no que se refere à igualdade e equidade.
E a exigência de rigor nos dados e de objectividade na avaliação qualitativa das listas de espera são pré-requisitos para a responsabilidade.
Isto, é matéria que tanto importa a todos como nos implica a todos.

(imagem aqui)





acautelar, é antes, certo?!

9 08 2007

Uma nova lei - o Decreto-Lei nº. 276A/2007, e consequências imediatas:
Hospitais dispensam médicos e enfermeiros
Ministério da Saúde dispensa 3000 enfermeiros e 180 médicos
Panorâmica do SEP aponta os resultados da nova forma de contratação na área da saúde.

Uma pergunta simples:
Se se quer reduzir a precaridade no sector (veja-se a notícia aqui), e nisso estaremos todos de acordo, basta fazer isso com uma lei? Não será preciso atentar previamente à realidade do SNS? E nessa realidade, aos milhares de contratos de termo resolutivo certo, a 3 meses? (com uma lei que se aplica a partir do dia seguinte).

De acordo com a OE, estará colmatada a lacuna com uma Circular Informativa, que pretende assegurar que os serviços de saúde não sofram rupturas assistenciais devido ao final dos contratos de 3 meses. A bem da segurança, ainda bem.
Mas devem mesmo querer-se garantias.

Fica-me a noção de que a listagem será feita pelas ARS e que lhes cabe acautelarem as previsões das respostas para fazer face às necessidades. Note-se, que as medidas do novo regime de contratação passam pela Administração Central do Sistema de Saúde, o Ministério da Saúde e o Ministério de Estado e das Finanças. E que resta saber - um ponto muito relevante - quando e como é que os recursos humanos de enfermagem serão adequados às necessidades da população.





Já tem a indicação ICE no seu telemóvel?

9 08 2007

Colocar ICE com um nome e um número de telefone, no seu telemóvel, possibilita que os serviços de emergência contactem a sua família, em caso de ser preciso.

O que se constata é que a maioria das pessoas traz consigo telemóvel - com uma lista (às vezes interminável) de números e em que não é possível identificar quem se contacta… em caso de emergência. Assim, em caso de acidente, os bombeiros e o INEM, por exemplo, ficam sem saber quem contactar.

Lançaram, por isso, a ideia de que toda a gente acrescente o telefone da pessoa à qual contactar em caso de urgência sob essa mesma designação - o nome internacional é ICE (= In Case of emergency).
Com este número inscreve-se a pessoa com a qual deverão contactar os bombeiros, polícia, INEM, etc.
No caso de haver várias opções podem ser assinaladas como ICE1, ICE2, ICE3.

  • Guarde o acrónimo ICE, seguido do nome e do número de telefone na lista de enedereços do seu telemóvel
  • Diga ao seu contacto ICE que o designou

É simples, não custa nada e pode ajudar muito!
Já tem essa indicação no seu telemóvel?





Política(s) de regulação

20 06 2007

Trust, assurance & safety: the regulation of health professionals in the 21 century

White paper
Author: Department of Health
Published date: 21 February 2007
Primary audience: Health and social care professionals

This White Paper sets out a programme of reform to the United Kingdom’s system for the regulation of health professionals, based on consultation on the two reviews of professional regulation published in July 2006: Good doctors, safer patients by the Chief Medical Officer (CMO) for England and the Department of Health’s ‘The regulation of the non-medical healthcare professions’. It is complemented by the Government’s response to the recommendations of the Fifth Report of the Shipman Inquiry and to the recommendations of the Ayling, Neale and Kerr/Haslam Inquiries, Safeguarding Patients, which sets out a range of measures to improve and enhance clinical governance in the NHS

Foreword
1. Patients in the United Kingdom rightly have great confidence in their health professionals. When we need care, we entrust ourselves to doctors, nurses and a range of other skilled and dedicated professionals because we know from our own experiences and the experiences of others that our trust is well placed and will not be abused.
2. For any consideration of the regulation of health professionals, the preservation of that trust has to be the starting point. Professional regulation must create a framework that maintains the justified confidence of patients in those who care for them as the bedrock of safe and effective clinical practice and the foundation for effective relationships between patients and health
professionals.
3. The danger is that in addressing the issue at all we risk highlighting too much the poor practice or unacceptable behaviour of a very small number of health professionals. It is all too easy to focus on the incompetent or malicious practice of individuals and seek to build a system from that starting point, instead of recognising that excellent health professionals far outnumber the few who let patients down substantially. For every time that Harold Shipman and Beverley Allitt are mentioned, we must recall the hundreds of thousands of extraordinary individuals who dedicate themselves impeccably to their patients every day. Most health professionals meet high standards routinely and have a lifelong appetite to be even better. That professionalism is an unquantifiable asset to our society, which rules, regulations and systems must support, not inhibit.
4. The question is therefore how to deal with the small number of professionals who, at some time in their working lives, provide poor quality care to patients, and who cause concerns for patients, their families and professional colleagues, while supporting the overwhelming majority in their commitment to better clinical care and higher professional standards. We need a system that understands the pressures and strains under which all professionals operate and shows understanding, compassion and support where these are appropriate. It also means a system that is better able to identify people early on who are struggling – perhaps with personal problems of mental health or addiction – and supporting them, showing the same care to them that they have shown to their patients, so that they have a fair chance to improve and return to practice, if that is possible. It means a system that is better able to detect and act against those very rare malicious individuals who risk undermining public and professional confidence.
5. Sustaining confidence also means patients need to be assured that, when there are problems with health professionals, their concerns will be listened to and acted upon and that they will receive timely explanations. Just as a very small minority of health professionals need to be supported when they are struggling, a very small minority of patients need proper support in seeking explanations, a fair hearing of their views and concerns, and positive action to ensure that lessons are learned and that their trust in health professional is restored. Professional regulation is about fairness to both sides of the partnership between patients and professionals. To command the confidence of both, it must also be seen to be fair, both to patients and to health professionals.

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Direitos Humanos e Saúde Mental

18 04 2007

As pessoas com perturbação, transtorno, incapacidade ou doença mental teêm sido objecto de reflexão protectora, particularmente no que respeita ao direitos. Ademais, sendo pessoas, todos os direitos humanos se lhes aplicam, com enfoque específico nas áreas de reconhecida vulnerabilidade.

Do enquadramento geral
Declaração Universal dos Direitos do Homem (194 8)
Convenção Européia para a Proteção dos Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais (1950, ratificada por Portugal 197 8)
Pacto Internacional sobre os Direitos económicos, sociais e culturais (1966)
Pacto Internacional sobre os direitos civis e políticos (1966)

Da relação com a Biomedicina e a Bioética
Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face às Aplicações da Biologia e da Medicina (Portugal, 2001)
Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos (UNESCO, 2006)

Da Saúde Mental
Declaração do Hawai (1977, 1993)

Recomendação 1235 sobre Psiquiatria e Direitos Humanos (1994)
Recomendação No. Rec (2004)10 Relativa à Proteção dos Direitos Humanos e da Dignidade de Pessoas com Transtorno Mental
Lei 36/98 (Lei da Saúde Mental)
Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental (Despacho nº 25077/2005)
Decreto-lei 35/99 de 5 de Fevereiro (Princípios orientadores dos serviços de psiquiatria e saúde mental)
Lei nº 46/2006 de 28 de Agosto - Proíbe e pune a discriminação em razão da deficiência e da existência de risco agravado de saúde
Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental (Despacho nº 11410/2006)
PNS (2004-2010) Saúde Mental e doenças psiquiátricas

Recursos
Um documento essencial:

Guia de Recursos da OMS sobre Saúde Mental - Direitos e Legislação
“Existem muitas maneiras de melhorar a vida das pessoas com transtornos mentais.
Uma maneira importante é aquela que oferecem as boas políticas, bons planos e bons
programas que resultem em melhores serviços.”

Do Instituto de Inovação, Direitos Humanos: Guia Anotado de Recursos





há coisas…

5 04 2007

… há coisas que teêm de se ler de novo, para acreditar que, pelo menos, se leu bem.

primeiro, leio: as farmácias «vão dar vacinas».
dar? não, vender… e passam a poder administrar vacinas? quais?
as vacinas que não pertencem ao Plano Nacional de Vacinação
porquê as que não pertencem? porque são lá compradas? não entendo…
Em que é que as vacinas «do Plano» e «fora do Plano» diferem? as do Plano, são gerais, para todos; as de «fora do Plano» planeadas e prescritas para «aquela» pessoa…
e Quem o faz?
- o farmacêutico? exceder-se-ia…
- enfermeiros? não é autorizavel, por lei, o exercício profissional de enfermagem em farmácias…
Quem assegura o ensino, o contexto da administração «daquela» vacina, no sentido da ligação ao projecto de saúde «daquela» pessoa?…
Ah, o acordo entre o Governo e a ANF (Associação Nacional de Farmácias) não pode pôr em risco os cidadãos, certo?
vamos às alternativas:
- muda a lei que considera incompatível o exercício de enfermagem em Farmácias? duvido…
- alarga-se subita e independentemente a área de exercício profissional do farmacêutico? duvido…
- o anúncio vem a verificar-se ser um mal entendido? ou melhor, o que é implementado difere do que foi anunciado?

Leio, com um meio sorriso, que a ANF se recusou a comentar as afirmações do Ministro…