triste adágio, crua realidade
13 09 2007O triste adágio, como lhe chamo, é aquele que anuncia, quanto mais me bates, mais gosto de ti.
… não, não é mais gosto de ti: é mais do género… “mais incapaz me tornas”.
E ainda me matas…
III Plano nacional contra a Violência doméstica (2007-2010)
definidas cinco Áreas estratégicas de intervenção:
- Informar, Sensibilizar e Educar
- Proteger as Vítimas e Prevenir a Revitimação
- Capacitar e Reinserir as Vítimas de Violência Doméstica
- Qualificar os Profissionais
- Aprofundar o conhecimento sobre o fenómeno da Violência Doméstica
Sendo certo que se trata de um fenómeno global, silenciado durante muito tempo, vivido de modos muito diversos, desde a perversão da «punição merecida» por algo à «evidência» de um «amor ferozmente possessivo», na verdade parece ter características semelhantes em países muitos distintos, cultural ou geograficamente. Fala-se de ter fortes raízes culturais….
Genericamente, a violência é um exercício de dominação arbitrária do mais forte sobre o mais fraco. E o ser humano, independentemente do género, devia ter os mesmos direitos fundamentais.
Dados resultantes de um estudo de 2006 elaborado entre os diversos Estados Membros do Conselho da Europa, indicaram que cerca de 12% a 15% das mulheres europeias com mais de 16 anos de idade vivem situações de violência doméstica numa relação conjugal, e muitas delas
continuam a sofrer de violência física e sexual após a ruptura.
Lembra-se facilmente os resultados de 2005 - a violência repentina do parceiro, marido, namorado ou pai, é a primeira causa da morte e invalidez permanente para as mulheres entre 16 e 44 anos. Mais que o cancro, mais que os acidentes de trânsito, mais do que a guerra, segundo os dados do Conselho Europeu (Observatório Criminológico e Multidisciplinar Sobre a Violência de Gênero).
Foi definido um Roteiro para Igualdade entre Homens e Mulheres, 2006-2010.
E fala-se de fortes raízes culturais.
Não há Plano, nem Roteiro, nem Política europeia ou nacional - não obstante serem importantes e terem vindo “tirar a cabeça da areia” - que em si mesmo nos valha.
Há tanto de respeito pelo outro e por si, de cidadania, de dignidade, de não-indiferença, de capacitação, envolvidos no assunto…
(imagem de Forensic Nurse’s Weblog)
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