Pensamento do dia
30 05 2008Comentários : 4 Comentários »
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Se tivesse liberdade de escolher
Escolhia um bom cantinho
Mesmo no meio do Paraíso:
Melhor ainda, cá fora, em frente à Porta!
Nietzsche
O desafiador por excelência. Friedrich Wilhelm Nietzsche, de nome inteiro e ar formal. Senhor dos aforismos e de breviários de citações.
Com uma visão crua da educação e dos educadores - “A educação procede geralmente dessa forma: procura determinar no indivíduo, com uma série de estímulos e de vantagens, uma maneira de pensar e de agir que, tornada por fim hábito, instinto e paixão, dominará nele e sobre ele, contra seus interesses superiores, mas ‘em benefício de todos’”
D-escritor de uma das mais controversas definições de verdade: “O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que de forma enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas.”
A fazer a apologia do esquecimento - “Não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente, sem o esquecimento”.
Colocando o cepticismo e a determinação, juntos - “Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.”
E a provocação, de sarcasmo e jocoso, de insulto - “Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro, onde animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da ‘história universal’: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. – Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza.”
E, finalmente por hoje, desafios do abismo - “A alma, em sua essência diz a si mesma: ninguém poderá construir a ponte que você em particular terá de atravessar sobre o rio da vida – ninguém além de você mesmo. Evidentemente existem inúmeros caminhos e pontes e semideuses prontos para o transportar através do rio, mas somente ao preço do seu próprio ser. Em todo o mundo, existe um único caminho que ninguém além de você poderá tomar. Para onde leva? Não pergunte, apenas siga-o. Quanto antes alguém diz: Eu quero permanecer eu mesmo, mais cedo descobre que a decisão é atemorizante. Agora ele terá de descer às profundezas da sua existência”.
E a beleza das metáforas - “É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela…”
Muitas pessoas pensam que estão a pensar quando estão apenas a organizar os seus próprios preconceitos.
Willian James
(foto aqui)
“Chamo ética à convicção revolucionária e, ao mesmo tempo, tradicionalmente humana de que nem tudo vale por igual, de que há razões para preferirmos um tipo de acção a outros, de que essas razões surgem precisamente de um núcleo não transcendente, mas imanente ao homem, e situado para além do âmbito coberto pela pura razão; chamo bem ao que o homem realmente quer, e não ao que simplesmente deve ou pode fazer, e penso que ele o quer por ser o caminho da maior força e do triunfo da liberdade. Não quereria que, deste livro, o leitor tirasse quatro ou cinco dogmas, nem tão-pouco um código, mas um autêntico alento: porque a ética ocupa-se do que alenta o homem e no homem.” (p. 14)
“A pergunta radical em torna da qual gira a ética não é: “Que devo fazer?”, pois, para além dela, poderá sempre perguntar-se, como fazia Wittgenstein: “E que acontecerá se não fizer o que devo?” ou talvez: “Porque devo eu fazer o que devo?”. O dever não é a última palavra ética, uma vez que também ele terá de ser, por seu turno, fundado (…) há uma pergunta para além da qual deixa de ser possível seja como for continuar e na qual a ética assenta com toda a sua firme fragilidade: Que quero fazer? É do meu querer essencial, não de um querer parcial ou coisificado, mas do querer que radicalmente me constitui, que têm de brotar as minhas normas e os meus valores. O meu querer é o meu dever e a minha possibilidade: o dever é o que o querer funda; a possibilidade, o que o querer descobre.” (p. 30-31)
E assim, com um texto aparentemente simples, Savater põe Kant em causa… vale a pena ler…

Um recurso muitissimo interessante, que chegou ao meu conhecimento:
Jornalismo 2.0 Como sobreviver e prosperar. Um guia de cultura digital na era da informação.
Feito para jornalistas, tem muita informação a começar do básico, de ferramentas, de audio e podcasting, de reportagens e vídeos, numa utilização ampliada do computador.
Mas não nos deixemos iludir pelo título. Basicamente, o texto (em português também) é um Guia para a Literacia digital…
p. 10 - Um mar tranquilo não faz um bom marinheiro
Este é um livro sobre pessoas, e não sobre tecnologia. Com certeza, há muita tecnologia nas páginas a seguir, mas na essência o que vamos encontrar aqui são pessoas tentando desenvolver suas habilidades dentro de um cenário novo e imprevisível. E são elas que importam, não o software mais recente ou o Web site. Se as pessoas conseguirem aprender como fazer a tecnologia trabalhar a seu favor, o resto é apenas detalhe.
Como jornalistas, precisamos mudar nossas práticas para nos adaptarmos, mas não nossos valores. Somos como os marinheiros do provérbio inglês que escolhi para título desta introdução: nem o desejo de retornar a mares tranqüilos pode acalmar a água à nossa volta.
Seguindo ainda a metáfora da navegação: é hora de navegar conforme o vento. É hora de reorientar nosso navio e deixar que o vento que sopra nesse novo mar trabalhe a nosso favor, e não contra nós.
Vamos usar as melhores práticas desenvolvidas por outros jornalistas para sinalizar o caminho. Vamos tomar como ponto de partida o trabalho criativo e inovador desenvolvido pelos jornais, estações de rádio e televisão e web sites dos Estados Unidos. Podemos aprender bastante com todas essas experiências.
Como Benjamim Franklin já dizia, “quando você pára de promover mudanças, você está
acabado”.
(obrigada, CC)
Queima das Fitas, no último domingo de Maio - em Setúbal, pois claro. Nem vou contar a história da queima das fitas, já contada e que pode ser lida aqui. As fitas que antes serviam para atar os livros, hoje representam, para os quartanistas fitados, a etapa do finalizar do Curso.
Por mais antiga que seja, e ainda que a situem em meados do século XIX, na tarde de hoje, para a 3ª Escola a queimar, esta foi a quinta Queima.
Motivo de alegria, de festa, de padrinhos e afilhados. De pensar nos percursos e nos legados, de passarem palavra aos caloiros e de firmarem tradição e estilo. Pretexto de reencontro para os graduados que regressam, no dia da Queima. Dia de os ver quase a partirem, de chegar perto de um fim que marcará novos inícios.
Há figuras que atravessam décadas, marcam estilos, perpetuam-se como heróis.
No início de 80, andamos com Indiana Jones, aliás Indy, aliás Henry James, atrás da Arca perdida ((Raiders of The Lost Ark, 1981), pelo templo perdido (Indiana Jones and the Temple of Doom, 1984 ) e a Última Cruzada (The Last Cruzade, 1989) com Sean Connery. Eram filmes dos anos 30, vistos e revistos nas décadas de 80 e 90.
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, estreou ontem, quase vinte anos depois - com uma mistura curiosa de tons, com ligações ao Senhor dos Anéis (estou a pensar na Irmandade do Anel, claro) e um tropeção em X-Files.

Estamos no final dos anos 50, e mais não digo….

… uma actualização da pirâmide dos alimentos.
“The Department of Nutrition at the Harvard School of Public Health (HSPH) has relaunched its Web site, The Nutrition Source (http://www.thenutritionsource.org/).
One of the highlights of the improved site is a freely downloadable version of the Healthy Eating Pyramid, built by nutrition faculty at the School, which should appeal to educators and health professionals as well as institutions such as schools and hospitals.
Updates to the pyramid include the addition of salt to the “Use Sparingly” section at the top. Also, the pyramid now recommends at least 1,000 IUs of vitamin D for most people.
The Healthy Eating Pyramid is a practical guide to maintaining a healthy diet. At its foundation are daily exercise and weight control; as the pyramid rises, it shows that one should eat more foods from the bottom part (whole grains, vegetables, fruits, healthy fats) than the top part (red meat, refined grains, sugary and salty snacks). An important feature of the pyramid is that it focuses on the quality of foods, not the quantity — it doesn’t recommend specific serving sizes, which can vary from person to person. Rather, the pyramid is meant to be an easy-to-understand, flexible guide to how one should eat.
Source: Harvard University”
De hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, trago o link de hábitos culturais.
“A empresa de estudos de mercado GfK divulgou, em Março, um estudo sobre os hábitos culturais dos portugueses. Grosso modo, temos: 96 por cento dos inquiridos diz que «ver televisão» é a sua primeira «actividade de entretenimento». «Ler livros», apesar de ser mencionado por 35% dos inquiridos, só 2% deram “ler livros” como a sua primeira resposta. Outras actividades muito frequentes nos hábitos dos inquiridos (diárias ou «pelo menos uma vez por semana») incluem «ir ao café ou esplanada» ou «ir a centros comerciais”.”
Segui o link do artigo e reli….
1- 96% ver televisão
2 - 40% ver DVD
3 - 39% ouvir música em leitores de CD ou MP3
4 - 35% ler livros
5 - 31% navegar na Internet
somos mais sedentários que os outros europeus? valorizamos mais a casa? a preguiça? a inadvertência? ou os inquiridos esqueceram-se de outro tipo de actividades?…
… uso a expressão ocasionalmente e gosto de fazer o papel… hoje, perguntaram-me o que queria dizer, na origem, por issso, e porque me parece interessante, aqui fica a história:
O termo pertence ao vocabulário da cúria romana: “advocatus diaboli” é uma figura transposta para a linguagem popular, a partir do processo de santificação, de beatificação que se desenrolava perante a congregação do culto do Vaticano. O modelo é aquele a que se chamou “promotor fideii”, cuja missão era a de submeter a um teste de resistência os argumentos que defendiam a santificação de um defunto - advogava a favor, portanto.
O “advocatus diaboli” tinha interesse em impedir que mais um defunto ascendesse à comunidade de santos, apresentava cepticismo quanto aos milagres, procurava lacunas nas provas…
O que não resiste à ironia, porque o “agente do inferno” com os seus argumentos, negações e subversões, visava des-confirmar a dignidade de santo ou de beato num candidato proposto, de modo que acabava por dar lugar a um resultado válido, à luz do direito canónico. Ou seja, ao fim de contas, jogava contra mas fortalecia o jogo do adversário.
O ofício de “advogado do diabo”, estabelecido em 1587, foi abolido em 1983 (o que causou uma subida no número de canonizados - sugerindo que os Advogados do Diabo, de facto, reduziam o número de canonizações. Alguns pensam que terá sido um cargo útil para assegurar que tais procedimentos não ocorressem sem causa merecida, e que a santidade não era reconhecida com muita facilidade.
Hoje em dia o termo designa uma pessoa que discute a favor de um ponto de vista (e nem acredita nele) no sentido de esgrimir argumentos, testar a qualidade do argumento e identificar falhas ou erros na estrutura.
(A ler: O advogado do diabo, entre a ética e a sistemática (Peter Sloterdijk), em Para onde vão os valores?, Dir. Jérome Bindé, 2006)

“A morte dos intelectuais parece-me um estranho conceito. Intelectuais, nunca os encontrei. Encontrei pessoas que escrevem romances e pessoas que curam os doentes. Pessoas que estudam economia e pessoas que compõem música eletrônica. Encontrei pessoas que ensinam, pessoas que pintam e pessoas de quem não entendi se faziam alguma coisa. Mas nunca encontrei intelectuais.
Pelo contrário, encontrei muitas pessoas que falam do intelectual. E, por escutá-los tanto, construí para mim uma idéia de que tipo de animal se trata. Não é difícil, é o culpado. Culpado um pouco de tudo: de falar, de silenciar, de não fazer nada, de meter-se em tudo… Em suma, o intelectual é a matéria-prima a julgar, a condenar, a excluir…”
“Não penso que os intelectuais falem demais, porque para mim não existem. Mas penso que o discurso sobre os intelectuais esteja passando do limite e seja pouco encorajante. Tenho uma feia mania. Quando as pessoas falam tanto por falar, quando fazem discursos que ficam no ar, procuro imaginar onde levariam as suas palavras se fossem transcritas na realidade. Quando “criticam” alguém, quando “denunciam” as suas idéias, quando “condenam” o que escreve, imagino-os numa situação ideal em que têm pleno poder sobre ele. Reproduzo as suas palavras no primeiro significado: “demolir”, “abater”, “reduzir ao silêncio”, “sepultar”. E vejo abrir-se a radiante cidade em que o intelectual certamente seria prisioneiro e enforcado, com maior razão se fosse um teórico.”

“Não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente, sem o esquecimento”.
F.W.Nietzsche
(imagem aqui)

A 18 de Maio, em 1872, nasceu Bertrand Russell. Acompanha este espaço, desde o abrir do Conversamos?!... com o Decálogo Liberal. Hoje, recoloco…
The Ten Commandments that, as a teacher, I should wish to promulgate, might be set forth as follows
Decálogo Liberal - Os Dez Mandamentos que promulgaria, como professor
1. Do not feel absolutely certain of anything.
1. Não te sentirás absolutamente certo de coisa alguma.
2. Do not think it worth while to proceed by concealing evidence, for the evidence is sure to come to light.
2. Não pensarás ser vantajoso progredir ocultando as evidências pois elas virão, inapelavelmente, à luz .
3. Never try to discourage thinking for you are sure to succeed.
3. Não tentarás desencorajar o raciocínio, pois seguramente conseguirás.
4. When you meet with opposition, even if it should be from your husband or your children, endeavor to overcome it by argument and not by authority, for a victory dependent upon authority is unreal and illusory.
4. Quando encontrares oposição, mesmo que seja a de marido ou filhos, esforçar-te-ás por superá-la pela força dos argumentos e não pela da autoridade, pois uma vitória que depende da autoridade é irreal e ilusória.
5. Have no respect for the authority of others, for there are always contrary authorities to be found.
5. Não respeitarás a autoridade de outros, pois encontrar-te-ás com autoridades contraditórias.
6. Do not use power to suppress opinions you think pernicious, for if you do the opinions will suppress you.
6. Não usarás o poder para suprimir opiniões que julgas perniciosas, pois se o fizeres as opiniões suprimir-te-ão.
7. Do not fear to be eccentric in opinion, for every opinion now accepted was once eccentric.
7. Não temerás ser excêntrico nas tuas opiniões pois toda e qualquer opinião hoje aceite já foi outrora excêntrica.
8. Find more pleasure in intelligent dissent that in passive agreement, for, if you value intelligence as you should, the former implies a deeper agreement than the latter.
8. Encontrarás mais prazer na divergência inteligente do que na concordância passiva visto que, se apreciares devidamente a inteligência, a primeira implica um acordo mais profundo do que a segunda.
9. Be scrupulously truthful, even if the truth is inconvenient, for it is more inconvenient when you try to conceal it.
9. Serás escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois mais inconveniente será quando tentares ocultá-la.
10. Do not feel envious of the happiness of those who live in a fool’s paradise, for only a fool will think that it is happiness.
10. Não sentirás inveja da felicidade daqueles que vivem num paraíso de insensatos, pois somente um insensato pensará que isso é felicidade.
“A Liberal Decalogue”,The Autobiography of Bertrand Russell, Vol. 3: 1944-1969, pp. 71-2.

Um mimo, o post de Cadima Ribeiro - deixo uma ponte para lá, e trago uns pedaços para aqui (os destaques são meus):
“De facto, a abordagem que terá sido adoptada pelas IES, em geral, terá sido minimalista, isto é, ter-se-á limitado a procurar configurar as estruturas previamente existentes ao fato ditado pela nova lei, menosprezando não só a oportunidade da introdução de modelos renovados de organização e de governação como as exigências de mudança decorrentes da realidade da contracção da procura provinda dos públicos tradicionais e das dificuldades sentidas no quotidiano das universidades e politécnicos resultantes da redução do financiamento do Estado. Aconteceu aqui o que já se passara com a adopção da Declaração de Bolonha, com a afirmação do primado da forma sobre o da substância. Quero dizer, na interpretação economicista de “Bolonha”, importava a redução dos anos de escolaridade. Fez-se isso, para grande regozijo do ministro. O que não se fez, nem podia fazer-se nos calendários e com os recursos atribuídos, foi implementar novos modelos de trabalho e de aprendizagem. Talvez ainda lá venhamos a chegar, mas a partida foi em falso.”
Da continuação das notas soltas e falta de cidadania
“um dos objectivos do texto de opinião em causa era levantar questões sobre o que vamos fazendo nas nossas instituições de ensino superior e fomentar o debate sobre para onde queremos ir, algo que, conforme tenho reiteradamente afirmado, tem escasseado no ensino superior nacional, e que a tutela também não promove, antes pelo contrário.
Havia quem contestasse o rigor da informação sobre que o texto se apoiava. Houve também quem não percebesse que o texto não visava particularmente nenhuma instituição ou os seus representantes, mesmo tomando por exemplo quatro ou cinco delas. Houve quem não entendesse que um texto de opinião, para ser minimamente eficaz, não pode ser incolor, inodoro, sem sabor. Felizmente, encontrei quem achasse que levantar questões é um primeiro contributo para termos organizações e uma sociedade mais conscientes, mais mobilizadas, mais capazes de encontrar resposta para os desafios que se lhes oferecem e as dificuldades com que se confrontam.”
Pode-se fazer de conta que não se vê, nem ouve ou lê. Pode-se ler sempre com lentes próprias, ouvir o que convém ou ler como se quer. Por mim, vale o esforço de colocar em discussão, de revirar os argumentos e de analisar e reanalisar, como se se procurasse mesmo as coisas ocultas do que aparece aos olhos.
A educação superior é demasiado importante hoje e para o futuro para ser tratada displicentemente. Todas as pedras podem ser viradas, todos os becos prescrutados, porque os ditos nem sempre trazem todos os detalhes em aberto. Mesmo que seja para se imunizar contra surpresas…
Matéria de cidadania, no geral: a importar a todos. Também matéria que diz mais respeito a alguns: os que se importam. E apelativo a fazer pontes para a (escassa) discussão do futuro em alguns territórios particulares (como a Enfermagem, sim). Voltaremos, como sempre, a estes assuntos…

Não há maior impotência no mundo como o conhecimento que se tem razão e que a onda do mundo está errada, e ainda assim a onda desaba sobre si.
Norman Mailler
There is no greater impotence in all the world like knowing you are right and that the wave of the world is wrong, yet the wave crashes upon you. (Quotations Page)

As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão.
Provérbio Suíço