passagem de testemunho ou uma cadeia de literatura


logo de redes Posted by Hello

Com um elo suspenso há semanas (lamento, Cris!) aqui fica a passagem da cadeia…

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Nenhum, que ali destroem-se livros (e descobri que é aquela a temperatura).
Na melhor das hipóteses, o «Livro em Branco» ou uma pen…

Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Várias vezes, ao longo da vida.

Não a ponto de imitar mas quase a servir de modelo.
E foi bastante variável – porque me lembro de figuras muito diferentes.

Qual foi o último livro que compraste?
A Trança de Inês (Rosa Lobato Faria), Why Ethics (Gibbs) e Pense (Simon Blackburn).

Raramente compro um livro sózinho – gosto de o trazer para casa acompanhado.

Qual o último livro que leste?
Acabei mais ou menos ao mesmo tempo Hard-Boiled Wonderland and the End of the World (Murakami) e O Códice Secreto (Lev Grossman).

Que livros estás a ler?
História da Beleza (dir. Umberto Eco), Os Relógios de Einstein, os Mapas de Poincaré (Peter Galison) e Poemas da Resistência (Joaquim Pessoa).

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
A condição humana, Hannah Arendt

A Microfísica do Poder, Michel Foucault
Obras completas de J.R.Tolkien
Antologia Poética de Miguel Torga
Obra completa de Pablo Neruda

Ciclo Pendragon de Stephen Lawhead
perdoe-se a derrapagem, mas há livros pequeninos, que se levam no bolso…

A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Se a passagem significa enriquecimento e aposta na diversidade, com umas pitadas de curiosidade a saciar, vou passar à Marvi do infirmus, ao MJMatos, do que universidade e à R. Dart do marketing axiologico e como, definitivamente, não sei contar pelos dedos, ao Luis Moutinho do universitas. E vou lá avisar, para não lhes acontecer o mesmo que a mim…

(procurar) ser assertivo


assertiveness Posted by Hello

Testemunho (e vivencio) uma série de episódios de relação interpessoal quase todos os dias – uns com finais felizes e outros nem tanto, em que me interrogo sobre o QUE conduziu ao final. Sou adepta de Savater, no sentido de que todos procuramos ser felizes… (e o que nos distingue é o conteúdo dessa felicidade, e não o fim que procuramos).
Um traço comportamental que me parece muito relevante neste percurso é a assertividade.

Esquivando ao passivo, ao agressivo e ao manipulativo, o assertivo é aquele “que declara algo, positivo ou negativo, do qual assume inteiramente a validade; afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor quem fala acredita profundamente”. (Dic. Houaiss)

Sendo que cada um de nós pode ter um ou os quatro tipos de comportamento, em diferentes circunstâncias (isto é, ser passivo, agressivo, manipulativo e assertivo), existe uma tendência para cultivar um deles?

Se pensar nos benefícios, diria que sim: os assertivos
– lidam com os confrontos com mais facilidade e satisfação
– sentem-se menos estressados, adquirem maior confiança
– agem com mais tacto e delicadeza
– melhoram a sua imagem e a credibilidade pessoal
– expressam o desacordo de modo convincente, sem prejudicar o relacionamento
– resistem às tentativas de manipulação, ameaças, chantagem emocional, bajulação, entre outras
– sentem-se melhor e fazem com que os outros também se sintam melhor.

Quantas vezes, se “engole” a raiva gerada pelo sentimento de que se deveria ter dito algo que não se disse, naquela determinada hora ?
Quantas vezes se sente/ vê “obrigado” a fazer determinadas coisas por não ter tido a coragem de dizer não?
Calmamente, ligava a assertividade à inteligência emocional, à saúde mental, à negociação… mas a conversa já vai longa!

Deixo reproduzidos os direitos do assertivo:

– Eu tenho o direito de ser respeitado e tratado de igual para igual, qualquer que seja o papel que desempenho ou o meu estatuto social
– Eu tenho o direito de manter os meus próprios valores, desde que eles respeitem os direitos dos outros
– Eu tenho o direito de expressar os meus sentimentos e opiniões.
– Eu tenho o direito de expressar as minhas necessidades e de pedir o que quero
– Eu tenho o direito de dizer não sem me sentir culpado por isso
– Eu tenho o direito de pedir ajuda e de escolher se quero prestar ajuda a alguém
– Eu tenho o direito de me sentir bem comigo próprio sem sentir necessidade de me justificar perante os outros
– Eu tenho o direito de mudar de opinião
– Eu tenho o direito de pensar antes de agir ou de tomar uma decisão
– Eu tenho o direito de dizer «eu não estou a perceber» e pedir que me esclareçam ou ajudem
– Eu tenho o direito de cometer erros sem me sentir culpado
– Eu tenho o direito de fixar os meus próprios objectivos de vida e lutar para que as minhas expectativas sejam realizadas, desde que respeite os direitos dos outros


Assert yourself, M.D. Galassi e J.P. Galassi, traduzido in http://casist.ist.utl.pt/nap/020305.pdf

E então, conversamos?!

aos silenciosos


Small Things Posted by Hello

Tenho pelo menos um amigo que frequenta o Conversamos, compra livros recomendados e… não comenta aqui.
Há estudantes e profissionais que me dizem que leêm e comentam pessoalmente os textos… mas não escrevem aqui.
Tenho colegas na equipa que discutiram e integraram o que aqui foi escrito e comentado… mas não comentam aqui.

Hoje, quero deixar-lhes uma flor.
De tamanhos diferentes, de acordo com os ritmos próprios e pessoais, com as posturas diversas de maior ou menor discrição e low profile.
E a mensagem de que escrever na blogoesfera é usar um espaço de liberdade: escrever ou não escrever é vossa opção… Ficaremos um pouco mais ricos e com diálogo mais aberto, quando decidirem escrever. Que esse «quando» chegará um dia…
e a proposta mantem-se: conversamos?!


cenários


Arrábida Posted by Hello

Costumo afirmar que vivo e trabalho entre rios e mar.
Na verdade, resido à beira de um rio, desloco-me para trabalhar à beira d’outro, numa península banhada pelo Atlântico. Destaque para o cenário da Arrábida e cercanias…

Mesmo com uma estrada bloqueada, passar por lá continua a ter um inebriante bem estar de lavar os olhos e a alma em verde e azul.

 
É sabido que as concepções dos sítios mudam – frequentemente, um lugar da infância ou juventude, de que tínhamos uma memória de grandeza ou imponência, parece-nos bem mais pequeno e, até, insignificante, quando lá voltamos…
 

Daqui decorre uma interrogação, que partilharia…
Os sítios são relevantes por eles, pelo que vivemos neles, pelo que se tornam quando os habitamos ou pelo que trazemos deles?
Nisto, as memórias dos lugares também são como palimpsestos? Tapamos (isto é, reescrevemos) umas memórias com outras?

o aniversário dos bonecos do Contra

As caras coloridas chegaram à televisão em 1992… mas a ideia só vingou em 1996, com o Contra-Informação.
Em 1996 eram 45 bonecos, hoje são 217 – dizem as notícias…
Em 2004, 855 mil pessoas não deixaram escapar o Contra, mesmo com algumas flutuações no horário.

Esta linhagem de programas de humor nasceu em Inglaterra, na Spitting Image, em 1983.
Roger Law e Peter Slock começaram por moldar em plasticina caricaturas de políticos para ilustrar artigos de revistas e jornais como o Der Spiegel ou o New York Times.

As doses diárias de humor que tornam Portugal menos cinzento e me fazem sorrir, de vez em quando, também me fazem interrogar sobre … «e a seguir?».

Precisamos de ser capazes da crítica, preferencialmente bem humorada.
O que me parece escassear é a etapa seguinte, da construção sobre…
mas issso excede o aniversário dos bonecos do Contra.

A Oeste, nada de novo…?!

Conselho de ministros aprova adaptação do ensino superior ao Processo de Bolonha
28.04.2005

“O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, uma proposta que adapta os graus e diplomas do ensino superior português ao Processo Europeu de Bolonha, tendo em vista o aumento da mobilidade e da internacionalização dos estudantes.
O diploma, que foi apresentado em conferência de imprensa pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, prevê a “adopção de três ciclos de estudos no ensino superior conducentes aos graus de licenciado, mestre e doutor”.

O Processo de Bolonha – nome da cidade italiana onde foi assinada a declaração com que arrancou – pretende a uniformização do ensino superior na Europa comunitária de modo a incentivar a mobilidade de estudantes. Os países signatários são 29 e a declaração foi assinada em 1999. Para que o processo seja aplicável, Portugal precisa de uma nova Lei de Bases da Educação ou de efectuar alterações à actual legislação.”

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1221864&idCanal=0

nem a designação é novidade…
mas seja, acaba-se a interrogação existencial!

estou quase a roer as unhas….

lembro-me de LM ter escrito que tem “a impressão que, em Bergen, vamos passar por maus alunos, daqueles que deixam os trabalhos de casa por fazer, uma vez que Lynce e Carvalho pouco ou nada fizeram neste processo, apesar das atabalhoadas tentativas de um (Lei de Bases) e de outra (Comissões por Área).”
( Cf. http://universitas.blogspot.com/2005/04/bergen-2005.html)

hoje, estou à espera das notícias resultantes do que vai a Conselho de Ministros.
preocupam-me algumas decisões: estou quase a roer as unhas…