Feliz ANO NOVO:
que possa ser Novo Ano em realizações de Projectos pessoais e profissionais, cheio de alegria e coisas boas.
Até lá, em 2006.

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penúltimo dia

(Georgia O’Keeffe: White Trumpet Flower)

Um Novo Ano surge à nossa frente, a partir de amanhã à meia noite.
Além de cronológico, pode ser muito simbólico e, aqui, depende da forma como o queremos olhar. O findar de mais um ano é um tempo de fim e de recomeço. Momento de “morte” e “nascimento”, dizem. Portanto, pode ser um momento de criar novas expectativas. De se propôr encarar 2006 com ânimo e alegria, festejar porque a própria vida é uma festa, mesmo que nem demos conta disso muitas vezes.

Encontrei, outro dia, uma mensagem de “Como atingir os seus sonhos”. Não foi por este título mas pelo formato de Alfabeto que prendeu a minha atenção.
Em época de mensagens, deixo-o aqui , já com algumas alterações, na hipótese de poder ser interessante para mais alguém:

Abra os olhos para ver as coisas.
Basta acreditar em si mesmo.
Considere as coisas por vários ângulos.
Desistir é uma palavra a riscar do vocabulário.
Entenda a si mesmo para entender melhor os outros.
Família e amigos são tesouros escondidos, procure desfrutar das suas riquezas.
Ganha mais quem faz e doa mais do que planeou.
Ignore aqueles que tentam desencorajar.
Já chegou a hora de agir – Faça agora. Aja!!!.
Know-how é preciso porque novas técnicas e preparação são fundamentais.
Leia, estude e aprenda sobre tudo o que é importante na sua vida.
Mais do que tudo, queira os seus sonhos e os seus projectos.
Não use maus meios enquanto persegue uma boa meta.
Obtenha mais paz e harmonia evitando pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos.
Prática leva à Perfeição.
Quem deixa tempo flexível, abre-se às possibilidades.
Ressalte e defina os seus objetivos e caminhe na direção deles.
Sonhos são a matéria prima de qualquer realização – Apegue-se a eles.
Tome e assuma o controle do seu próprio destino.
Uma atitude positiva deve ser preservada sempre.
Visualize o que você quer.
Watts: ponha energia na sua vida – acelere os esforços e faça acontecer.
Xis: o “x” da questão é: você é único, nada nem ninguém pode substitui-lo.
Zele por sua auto-estima: ame-se mais.

… Que os dias passados tragam a experiência e a sabedoria necessárias para realizar os planos para o futuro e que 2006 seja cheio de realizações genuínas a todos os níveis, das que fazem de cada um, um ser humano mais completo e feliz.

caminhos, pela enésima vez…

Metáforas de caminhos, sempre bem vindas…
Desta vez, a foto foi oferecida (Obrigada, D.) e o texto desviado de vizinhos.

“- Como? Há uma maneira específica de evitar o sofrimento?
– Sim, existe um meio.
– Uma fórmula, um método, o quê?
– É a maneira como tu aprendes as coisas (…) qualquer coisa pode servir de caminho.
É por isso que é preciso nunca esquecer que um caminho é somente um caminho; se tu sentes que o não deves seguir, então sob nenhum pretexto continues a avançar nele.
Para obter uma tal lucidez de espírito é preciso disciplinar a sua vida.
Então, somente, tu poderás compreender que qualquer caminho não é senão um caminho ao qual tu podes renunciar se o teu coração o deseja sem fazer afronta a ninguém, nem a ti nem aos outros.
Mas a tua decisão de prosseguir um caminho ou de o abandonar deve ser livre de medo ou de ambição. Eu previno-te, considera cada caminho com toda a liberdade e com uma grande atenção. Experimenta-o tantas vezes quantas o julgares necessário. Depois coloca-te a ti, e só a ti, uma questão (…) Este caminho tem coração?
Se sim, o caminho é bom, se não é inútil.
Estes dois caminhos não conduzem a parte alguma, mas um dentre eles tem um coração e o outro não tem. Um é propício a uma viagem maravilhosa; assim durante todo o tempo em que tu o seguires, tu não fazes senão um com ele. O outro fazer-te-á maldizer a tua vida. Um torna-te forte; o outro torna-te fraco.”

caminhos…

»» livros e leituras

(imagem aqui)

Há livros que se lêem pelo autor, pelo título ou pelo género; outros porque no-los recomendaram ou porque no-los ofereceram. E por inúmeras (decerto!) outras razões, incluindo a história e a memória de cada um como leitor. Com sorte, juntam-se algumas das razões num todo complexo.

«O Mundo é Plano. Uma história breve do século XXI.», de Thomas Friedman lê-se como quem conversa. Conta histórias pessoais, episódios de grandes empresas… explicita “acontecimentos que tornaram o mundo plano” e traz a globalização numa perspectiva de inevitabilidade optimista. E divertida. Deixando pistas para pensar e alguns factos incontornáveis. Além de uns desafios evidentes!

Nenhum debate sobre o mundo plano solidário estaria completo sem se analisar a necessidade de uma melhor educação familiar. Ajudar os indivíduos a adaptar-se a um mundo plano não é apenas tarefa dos governantes e das empresas. É também uma tarefa dos pais. Também eles precisam de saber em que mundo é que os seus filhos estão a crescer e o que terão de fazer para prosperar. Simplificando: precisamos de uma nova geração de pais preparados para dar amor duro: chega a altura em que temos de pôr de lado os Game Boys, desligar a televisão, largar o iPod e pôr os nossos filhos a trabalhar.(…) O sentimento de que o tardio reconhecimento é uma punição pior que uma tareia, o sentimento de que as crianças têm de ser colocadas numa redoma para que nada de mau, decepcionante ou angustiante alguma vez lhes aconteça na escola, é simplesmente um cancro que alastra na sociedade americana. Se não revertermos esta tendência, estas crianças irão sofrer um enorme e socialmente disruptivo choque quando enfrentarem o mundo plano” (p. 339)

Boas leituras!

# 23 – glossário de palavras mui amadas: escolhas

(Cross Roads, Anita Wolfenden)

* 1 – poesia
* 2 – aprender
* 3 – pensar
* 4 – metamorfose
* 5 – ética
* 6 – caminhos
* 7 – (desejo de) conhecer
* 8 – escolhas

Tomar decisões é «da vida» e faz parte do dia-a-dia. Muitas vezes, decide-se sem grandes análises e, também, sem uma avaliação acurada do que se está a fazer – até porque situações simples, habituais, levantam poucas dúvidas. Mas quanto menos familiares (logo, mais instáveis e ambíguos) forem os problemas, mais morosa e analítica tende a ser a estratégia da decisão. Face a uma situação nova (ou inesperada) em que se exige uma decisão, somos desafiados (ou forçados) a reflectir no que estamos a fazer e temos de explicar os motivos que nos levaram a agir (ou não) de determinada forma.

As escolhas supõem decisões. E as decisões morais têm de ser fundamentadas numa cuidadosa deliberação racional sobre os factos existentes, no exame dos princípios morais relevantes, na apreciação das opções e possibilidades (chamo-lhes «cenários»), na monitorização dos efeitos e consequências das acções e na identificação de lições para o futuro.

Decidir é escolher uma acção (nunca em registo de pensamento binomial, já agora! exigindo sempre mais que duas alternativas, de forma crítica) de entre várias possíveis (daí, os cenários) e dirigida para (uma certa finalidade) a resolução de um determinado problema ou a opção por determinação situação. Por aqui se vê que, por um lado, a decisão pode ser orientada segundo uma ideologia, condicionada por crenças e valores, pelas prioridades e/ou pelos objectivos.
Por outro lado, resolver o problema (que era o pretendido) é condicionado pela escolha (supôr-se-ia da melhor acção) e à existência (ou não) de competências ou capacidade para a levar a cabo.

Deixo Ortega y Gasset com a sua afirmação inequívoca: «escolher é sempre rejeitar alguma coisa». Qualquer processo de tomada de decisão, exige deliberação e acção – ou seja, não basta decidir mentalmente, é preciso agir.