# 23 – glossário de palavras mui amadas: escolhas

(Cross Roads, Anita Wolfenden)

* 1 – poesia
* 2 – aprender
* 3 – pensar
* 4 – metamorfose
* 5 – ética
* 6 – caminhos
* 7 – (desejo de) conhecer
* 8 – escolhas

Tomar decisões é «da vida» e faz parte do dia-a-dia. Muitas vezes, decide-se sem grandes análises e, também, sem uma avaliação acurada do que se está a fazer – até porque situações simples, habituais, levantam poucas dúvidas. Mas quanto menos familiares (logo, mais instáveis e ambíguos) forem os problemas, mais morosa e analítica tende a ser a estratégia da decisão. Face a uma situação nova (ou inesperada) em que se exige uma decisão, somos desafiados (ou forçados) a reflectir no que estamos a fazer e temos de explicar os motivos que nos levaram a agir (ou não) de determinada forma.

As escolhas supõem decisões. E as decisões morais têm de ser fundamentadas numa cuidadosa deliberação racional sobre os factos existentes, no exame dos princípios morais relevantes, na apreciação das opções e possibilidades (chamo-lhes «cenários»), na monitorização dos efeitos e consequências das acções e na identificação de lições para o futuro.

Decidir é escolher uma acção (nunca em registo de pensamento binomial, já agora! exigindo sempre mais que duas alternativas, de forma crítica) de entre várias possíveis (daí, os cenários) e dirigida para (uma certa finalidade) a resolução de um determinado problema ou a opção por determinação situação. Por aqui se vê que, por um lado, a decisão pode ser orientada segundo uma ideologia, condicionada por crenças e valores, pelas prioridades e/ou pelos objectivos.
Por outro lado, resolver o problema (que era o pretendido) é condicionado pela escolha (supôr-se-ia da melhor acção) e à existência (ou não) de competências ou capacidade para a levar a cabo.

Deixo Ortega y Gasset com a sua afirmação inequívoca: «escolher é sempre rejeitar alguma coisa». Qualquer processo de tomada de decisão, exige deliberação e acção – ou seja, não basta decidir mentalmente, é preciso agir.

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8 thoughts on “# 23 – glossário de palavras mui amadas: escolhas

  1. O Homem deve sentir-se um simples elo na corrente da vida e não sólida entidade isolada, como as bolas de bilhar, que não se relacionam umas com as outras a não ser quando com elas chocam;
    Desse modo o processo de decisão deixará de ser um acto isolado, alvo fácil para os falsos moralistas,que nunca ousarão pecar apenas para não desvirtuarem as suas teorias, para se tornar um acto integrado entre o consciente individual e o inconsciente colectivo.

    Eak

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  2. eugenioaucupis:
    “deve sentir-se”? interessante…

    E como é que «o processo de decisão… se torna um acto integrado entre o consciente indicidual e o inconsciente colectivo»??? Começa por não ser um acto…

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  3. Também sempre achei que as decisões implicam acções. Se não são meras reflexões, declarações de princípios. Não se decide nada até se ter agido.

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  4. JNA, decidir-se até se pode ter decidido mas será o agir que o com-prova. Curiosamente, no processo de tomada de decisão (de Bandman e Bandman, por exemplo) o último passo é «agir de acordo com a decisão tomada». No último minuto, pode acontecer que se aja em desacordo com a (prévia) decisão por uma decisão que lhe é ulterior. Espero não ter ficado confuso (o comentário) :))

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  5. Pingback: “temos pena” | Conversamos?!...

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