Neuróbica… de novo

Há algum tempo atrás, coloquei uma entrada sobre o assunto. E tenho treinado aprender a escrever à esquerda, e a pedir que me avisem se pego no apagador com a mão direita… por causa da Neuróbica.

A neuróbica é a designação criada pelo neurobiólogo Lawrence C. Katz (1956-2005) para um conjunto de exercícios de estimulação cerebral. O objectivo é conseguir um rejuvenescimento celular de certas áreas do cérebro (como o neocórtex e o hipocampo). Portanto, «aeróbica dos neurónios», uma forma de exercício cerebral projectada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de actividades dos neurónios.

O cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão nas conexões. Mas nós, cerca de 80% do tempo ocupamo-nos com rotinas e essa tendência limita e reduz a capacidade do cérebro. Para contrariar essa tendência é necessário praticar “exercícios cerebrais” que fazem com que as pessoas pensem no que estão a fazer, ou seja, se concentrem na tarefa.

Exemplos de exercícios de neuróbica:
– usar o relógio de pulso no braço direito, se fôr destro (ou vice-versa)
– escovar os dentes com a mão contrária da do habitual
– andar pela casa de trás para frente
– vestir-se de olhos fechados
– estimular o paladar ao comer coisas diferentes
– ver fotografias de cabeça para baixo;
– ver as horas num espelho;
– fazer um novo caminho para ir ao trabalho

– conversar com o vizinho que não diz bom dia
– invente, faça coisas diferentes ou as habituais de modo diverso.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro.
O cérebro agradece…

Para mais:
Katz, Lawrence; Rubin, Manning – Keep Your Brain Alive: 83 Neurobic Exercises to Help Prevent Memory Loss and Increase Mental Fitness.
Trad. Brasileira: Mantenha o seu Cérebro Vivo. Ed. Sextante.
Olfactive behaviours and the brain

Miguel Torga – link para a TT



“Quando um diligente funcionário da Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) informava os seus superiores, em Julho de 1947, que Adolfo Correia Rocha, “conhecido literariamente por Miguel Torga”, era “anti-situacionista, de ideias avançadas, mas moralmente nada consta”, o escritor transmontano era já uma figura bem referenciada pelo aparelho policial do Estado Novo.
Na viragem para a década de 40, Torga tinha já vivido a sua experiência de prisão nas cadeias salazaristas, na sequência da publicação, e posterior apreensão, do seu livro O Quarto Dia da Criação do Mundo, considerado pelaPIDE como “uma publicação obscena e de propaganda comunista”. Esta ficha de informação (do processo n.º 11.803) é uma das primeiras dos quatro volumes que constituem o extenso dossier de Miguel Torga na PIDE (e que inclui também os documentos da sua antecessora, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, que existiu entre 1933-45), que estáarquivado no Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT). É
este espólio, já tratado, que a Torre do Tombo disponibiliza agora na Internet (http://www.iantt.pt/) como Documento do Mês de Abril (…).
O pretexto para o lançamento on-line do processo da PIDE é o centenário do nascimento de Miguel Torga (1907-1995), que está a ser evocado por todo o país. Neste contexto, uma exposição com os referidos documentos vai ser também apresentada em Outubro na Delegação Regional de Cultura do Norte,em Vila Real.”
(Fonte: caderno P2 do Público, 28.03.2007)

Letreiro
Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim — meu principal motivo
De insatisfação —,
Diante de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.

Miguel Torga, Orfeu Rebelde (1958)

(Miguel Torga, Quadro de Guilherme Filipe e Imagem daqui)
(obrigada, Hergé, pelo texto… )

egrcontributos para a integridade

Li no Que Universidade? do MJMatos, que

o

O Observatório da Magna Charta Universitatum está a solicitar eventuais contribuições sobre integridade académica aos seus assinantes e simpatizantes. Essas contribuições, formatadas segundo um modelo disponível em documento anexo, devem ser enviadas até 18 de Maio do corrente ano. O texto de apoio, em colaboração com a ESIB é o seguinte:

Observatório (2007). Academic Malpractice Threats and Temptations. BUP, Bologna, (pp. 106).

Ora aí está uma oportunidade de transformar conversas em actos 🙂