Pensamento do dia












Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma… Todo o universo conspira a seu favor!

Goethe

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excerto sobre a memória








A memória é o género que se atreve a dizer o seu próprio nome.
A biografia diz-nos: “és o que foste”.
O romance diz-nos: “és o que imaginas”.
A confissão diz-nos: “és o que fizeste”.
Mas a biografia, confissão ou romance requerem memória, pois a memória, diz Shakespeare, é a guardiã da mente.
Uma guardiã, diria eu, que radica no presente para olhar com uma face o passado e com a outra o futuro.
A busca do tempo perdido também é, fatalmente, a busca do tempo desejado.
…Aos que um dia dirão: “foste isto”, “fizeste isto”, ou “imaginaste isto”, adianta-te e diz simplesmente: sou …, serei…, imaginei… E por isso recordo isto…

Carlos Fuentes,
Gabo: Memórias da Memória

esquisso de perfil


Porque as teorias são cordame do pensamento, permitem a navegação segura e a ancoragem provisória;
porque o pensamento se estrutura em torno de contributos teóricos e dos Mestres a que se aderiu,
aceitei o desafio de ver o que por aqui se vai espelhando.

Dei uma volta ao «Conversamos?!» destes anos para constatar as influências explícitas.
Constato que me repito – menos do que pensava – e aceito que as principais referências encontradas possam ser influentes. Mas algumas, estão ausentes, o que é curioso.
Particularmente, quando reconheço que teêm peso considerável no que penso.
Assim, deverei, em bom rigor, dizer que tive algumas surpresas – algo que a continuidade de um blogue assegura decerto, pois vai-se mudando no tempo. E vão dois anos e meio, o que é bastante… E para a memória de um tempo, aqui fica:

de Enfermagem
Paterson & Zderad
Kathy Kolcaba
Carper
Patrícia Benner
Florence Nightingale
muito Nursing Ethics e por aí, entre deontologia e direito.

de Filosofia
Hannah Arendt, de novo, e de novo, e mais, e ainda, e de novo, e mais, e aqui.
Aristóteles, de novo, e de novo, e ainda, e mais.
Savater, de novo, e ainda
Nietzsche, de novo, e de novo, e aqui.
Kant, de novo, de novo.
Michel Foucault, de novo,
J. Habermas, por aqui, e aqui.
Comte-Sponville, de novo, e de novo.
Martha Nussbaum e de novo, e Nussbaum e Sen
Ernst Cassirer, e de novo.
Simon Blackburn, de novo, e de novo.
Merleau-Ponty,
Jose Antonio Marina, de novo
De Kroninck
S. Tomás de Aquino, para além dos pecados mortais
Lévinas,
e ainda uns travos de George Steiner,
umas pitadas de Susan Sontag, de Robert Gibbs,
de McGinn,
e John Brockman,
bem como uns toques de Kenneth Hammond,
Edgar Morin,
Austin,
Brad Hooker,
uns pózinhos de Victor Frankl,
… muita companhia de filósofos, … nada de novo.

Excluo as posições face a Bolonha, ou ao Ensino Superior, as preocupações docentes, metodologias e processos, que tanto encontrei. Bem como os poetas citados, os links mantidos para a vizinhança blogoesférica, ou os autores mais referidos nas citações.
O que norteou a minha leitura foram as influências de enfermagem e de filosofia.
Procurei o que quem aqui lê pode ler do que sigo, pelo que coloco, e fiquei com umas coisas para complementar…

Paterson & Zderad


Paterson e Zderad
Humanistic Nursing Theory

“The meaning of nursing as a living human act is in the act itself….Nursing is a response to the human situation….one human being needs a kind of help and another gives it.” (Paterson & Zderad, 1988, p. 11)

To me, a nurse is a being, becoming through intersubjectively calling and responding in her suffering, joyous, struggling, chaotic humanness, always trying beyond the possible while never completely free from ignoble personal human wants. And, through their [sic] presence it is possible for other persons to be all they can be in crisis situations of their worlds…In humanistically recalling and reflecting a nurse will understand and respond empathetically and sympathetically to both one’s [sic] own humanness and the other’s. (P & Z, p. 56)

Once while reflecting on the nature of nursing against a background of notions about intersubjectivity drawn from experience and literature and testing them against my own real life experiences of nursing, I suddenly saw that NURSING ITSELF IS A PARTICULAR FORM OF HUMAN DIALOGUE. This insight occurred to me with clarity, conviction, and all the force of a brand new idea. It was so obvious, so distinct, so simple, so clearly a central intuition that could illuminate the phenomenon of nursing from within. I experienced the idea as fresh and excitingly full of promise. (P & Z, p. 22)

he psychiatric and mental health setting was the background that provided the fertile grounds for Josephine G. Paterson and Loretta T. Zderad to first develop and then refine their “Humanistic Nursing” Theory. Their theory developed over a score of years during the 1950’s through the 1970’s at which time both instructors were teaching nursing students all the medical information necessary to provide a good solid background in scientific principles. They both recognized that while the scientific principles taught were good and sound, they were only a part of what being a nurse was all about. There was so much more to nursing not explainable in scientific terms. This part of nursing was valuable and of great worth in assisting their clients to optimum health and as a result of this it also made the nurse greater than (s)he was previous to the encounter.

Paterson and Zderad did not actively start out to develop “Humanistic Nursing Theory” but rather tried to find a method to explain and define the “hows,” “whats,” and “whys” that nurses provide. They felt there was a whole other world in which nurses accomplish what they do beyond the scientific principles that they taught their students. There was another aspect of accomplishment not explainable by science but rather was descriptive in nature. This was not a work that came easy. Creation of their theory took place over much of their professional lives and followed a rather convoluted and lengthy route. Their ideas were examined, reexamined, and refined. Their theory was polished and pondered over many years. “Humanistic Nursing Theory” is now utilized as a framework to guide the practice arena by many nurses since its development.

Humanistic Nursing Theory is still and will be a work in progress by others beyond Paterson & Zderad. Further development and refinement of this theory is the wish of Dr. Paterson and Dr. Zderad (personal communication with Nancy O’Conner, 2002). To this end in order to keep alive and continue with the work Paterson & Zderad started, Nancy O’Conner wrote Paterson and Zderad: Humanistic Nursing Theory (1993) in the series Notes on Nursing Theories by Sage Publications.

Another Humanistic Nursing activist is Dr. Susan Kleinman, who has written many articles, publications and maintains a website (http://www.humanistic-nursing.com) on this theory. She is listed as the standard-bearer of Humanistic Nursing Theory as indicated on the website. Check out Humanistic Nursing: The Phenomenological Theory of Paterson and Zderad (1986) published by National League for Nursing (NLN) in Case Studies in Nursing Theory.

D’aqui

Para Josephine Paterson e Loretta Zderad
enfermagem é entendida como um diálogo vivo, por meio do qual se compreendem e se descrevem as situações de enfermagem. Para que um diálogo vivo esteja presente, há necessidade da(o) enfermeira(o) possuir conhecimentos sobre Filosofia e Ciências Humanas e procurar autoconhecimento por meio de cursos, leituras e das artes. Para fundamentar a teoria da prática humanística, utilizaram o pensamento de alguns filósofos, entre os quais, Martin Buber.

(foto)

dar conta de…

Foi hoje apresentado o parecer do CNECV relativo aos Projectos de Lei Nº 126/X – Estabelece os Princípios da Investigação Científica em Células Estaminais e a Utilização em Embriões, e Nº 376/X – Estabelece o Regime Jurídico de Utilização de Células Estaminais, para Efeitos de Investigação e Respectivas Aplicações Terapêuticas – Parecer n.º 53/CNECV/2007.

O interesse da pessoa tem de prevalecer sobre o interesse da ciência ou da investigação.

Dúvida? nenhuma…
Não pode presumir-se nem aligeirar-se a questão do consentimento – livre e esclarecido -, revogável em qualquer altura posterior à decisão.

Como cidadãos, esta é uma área importante de intervenção, de expressar voz activa. Que a todos diz respeito. Portanto, há que estar atento…

Parecer CNECV 53/2007