460 * Pensamento do dia









I am certainly free when I exercise my capabilities:

but if I choose not to am I equally free as well ?

Martin Hees

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a actualidade de S. Tomás de Aquino ou sobre o ensino






O problema do ensino, como não poderia deixar de ser, é proposto por Tomás de Aquino nos quadros da sua antropologia e doutrina sobre o conhecimento.

A própria palavra “educação”, ainda que não apareça em Tomás de Aquino, é como que sugerida diversas vezes nas suas análises: trata-se de um eduzir o conhecimento em acto com base na potência: scientia educatur de potentia in actum (De Magistro art. 1, obj. 10); a mente extrai o acto dos particulares dos conhecimentos universais (ex universalibus cognitionibus mens educitur – art. 1, solução); leva ao acto (educantur in actum – art. 1, ad 5).

Ensinar é uma educação do acto; uma condução da potência ao acto que só o próprio estudante pode fazer. Tomás está distante de qualquer concepção do ensino como transmissão mecânica; o professor, tudo o que faz é “en-signar”, apresentar sinais para que o aluno possa por si fazer a edução do acto de conhecimento, no sentido da sugestiva acumulação semântica: o mestre mostra!

Tomás era essencialmente um professor, uma vocação que afecta a totalidade da vida: cresce quando ensina e ensina quando cresce. O seu primeiro biógrafo refere insistentemente que arrastava os estudantes com o seu estilo novo de dar aulas, de argumentar, de responder…

Esse seu professar de professor é tão arraigado que Tomás mostra que a docência é uma das formas mais elevadas de vida espiritual, em total harmonia com a vida contemplativa: Maius est illuminare quam lucere! Iluminar é mais do que ter luz.

Já no Prólogo da Suma Teológica, coloca os vícios do ensino, ao mesmo tempo que se dirige aos estudantes, dizendo que o seu propósito é o de dialogar com os que iniciam seus estudos universitários – os estudantes encontram graves dificuldades: pela multiplicação de questões inúteis, pela multiplicação de argumentos inúteis, que os colegas não seguem a ordem real das coisas mas a dos livros e que o ensino é repetitivo e aborrecido.

Portanto, e sendo certo que a Idade Média inventou a universidade, provavelmente os problemas de hoje não são muito diferentes dos de então. Sim, dos da Idade Média.



recursos on line: Sisifo

Sisifo, revista da unidade de I&D
de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa

Fernando Albuquerque Costa | Tecnologias Educativas: análise das dissertações de mestrado realizadas em Portugal

Ana Amélia Carvalho | Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS

Guilhermina Lobato Miranda | Limites e possibilidades das TIC na educação

Lúcia Amante | As TIC na Escola e no Jardim de Infância: motivos e factores para a sua integração

Ana Maria Veiga Simão, Elisabete Rodrigues e Belmiro Cabrito | O projecto Educação Tecnológica Precoce: uma oportunidade para implementar práticas de inovação curricular

Helena Peralta e Fernando Albuquerque Costa | Competência e confiança dos professores no uso das TIC. Síntese de um estudo internacional

Cristina Costa | O Currículo numa comunidade de prática

Carla Morais e João Paiva| Simulação digital e actividades experimentais em Físico-Químicas. Estudo piloto sobre o impacto do recurso Ponto de fusão e ponto de ebulição no 7.º ano de escolaridade
— D([“mb”,”\u003c/a\>\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” color\u003d\”navy\” face\u003d\”Arial\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:navy;font-weight:bold\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/b\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” color\u003d\”#993300\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt;color:#993300;font-weight:bold\”\>Conferências:\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/b\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt;font-weight:bold\”\>José Luis Rodríguez Illera\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/b\>\u003cfont size\u003d\”2\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt\”\>\n| \u003ca href\u003d\”http://sisifo.fpce.ul.pt/?r\u003d11&p\u003d117\” target\u003d\”_blank\” onclick\u003d\”return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\”\>Como as\ncomunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa\nconcepção de educação\u003c/a\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” color\u003d\”navy\” face\u003d\”Arial\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt;font-family:Arial;color:navy;font-weight:bold\”\> \u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/b\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” color\u003d\”#993300\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt;color:#993300;font-weight:bold\”\>Outros Artigos:\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/b\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt;font-weight:bold\”\>Telmo Caria\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/b\>\u003cfont size\u003d\”2\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt\”\> | \u003ca href\u003d\”http://sisifo.fpce.ul.pt/?r\u003d11&p\u003d125\” target\u003d\”_blank\” onclick\u003d\”return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\”\>A Cultura\nProfissional do professor de ensino básico em Portugal: uma linha de\ninvestigação em desenvolvimento\u003c/a\>\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cfont size\u003d\”2\” face\u003d\”Trebuchet MS\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:10.0pt\”\>______________________________\u003cWBR\>______________________________\u003cWBR\>__________________________\u003c/span\>\u003c/font\>\u003c/p\>\n\n\u003cp style\u003d\”text-autospace:none\”\>\u003cb\>\u003cfont size\u003d\”2\” color\u003d\”red\” face\u003d\”Georgia\”\>\u003cspan style\u003d\”font-size:11.0pt;font-family:Georgia;color:red;font-weight:bold\”\>”,1] ); //–>

Conferências:

José Luis Rodríguez Illera | Como as comunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação

diagnóstico diferencial…

Falácias
um argumento falso ou uma falha no argumento. Logicamente inconsistente, inválido, ou que falhe de outro modo no suporte eficaz do que pretende provar. O termo falácia deriva do verbo latino fallere que significa enganar. Tem o aspecto de um argumento correcto e válido mas não é uma coisa nem outra.
Vendo o Guia das Falácias, de Stephen Downes, percebe-se que 80% ? 90% ? das discussões são de falácias contra falácias…

Sofismas
raciocínios com falhas voluntárias, produzidas de forma a confundir alguém numa discussão.
O raciocínio parte de premissas verdadeiras ou verossímeis – todavia, são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentado-a sob esquemas que parecem seguir as regras da lógica.

Paradoxos
os raciocínios onde se parte de enunciados não contraditórios, e se chega a conclusões contraditórias. Num paradoxo tanto se desmonstra a veracidade como a falsidade de um juízo.
A palavra paradoxo significa literalmente o que está para além do senso comum

Mentiras
informação falsa. desvios ou erros propositados sobre factos reais.

diferindo conversas mais longas para daqui a uns dias, fica prometida a continuação do assunto (que me interessa e a mais gente, também).