Pensamento do dia



O que temos dentro de nós é o essencial para a felicidade humana

Arthur Schopenhauer

(Willows at the sunset, Van Gogh)

11 thoughts on “Pensamento do dia

  1. essencial é… mas será que só isso chega? é tal como um amor e uma cabana… mas assim é efémero.

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  2. esse «nós» é suspeito: se o autor é (foi) egocêntrico e convicto da sua superioridade, acha que a sua humanidade é O EXEMPLO para todos os que aspiram à felicidade; mas há muitos «nós» que não têm pinga de compreensão ou não a praticam; como dito moral, a frase é interessante

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  3. De facto, o que temos dentro de nós será essencial para a felicidade humana, se daí se poder extrair a luta pelo poder, a maldade, a inveja, a corrupção, enfim tudo aquilo que faz parte da infelicidade humana de alguns, talvez a mairia dos humanos, or not?

    Relembrando este filósofo com estudante de filosofia (link):
    “A tese básica da perspectiva filosófica de Schopenhauer é a de que o mundo só é dado à percepção como representação. Assim, os objetos do conhecimento não têm realidade subsistente por si mesma. São meramente o resultado das condições gerais de suas possibilidades: o espaço, o tempo e a causalidade. Sobre a causalidade assinala Schopenhauer que ela se mostra como razão suficiente na relação que encadeia as impressões sensíveis e que, portanto, se refere ao acontecer no reino inorgânico e orgânico da natureza; na relação lógica com que se encadeiam os juízos do entendimento; nas intuições puras da continuidade (espaço) e de sucessão (tempo); e na motivação voluntária do sujeito.
    Esses quatro aspectos da causalidade são as quatro raízes do princípio da razão suficiente. A representação é, pois, enganosa. O ser verdadeiro é a vontade. Em nível individual, ela se revela pelo próprio corpo, que não é senão sua própria objetivação. A vontade é irracional. O sujeito quer não por que tenha razão para querer, mas cria razões porque quer. A vontade é a essência de todas as coisas. Todas as coisas são formas de sua objetivação. Ela se manifesta em nível inorgânico, orgânico e consciente — onde a causalidade mecânica é substituída pela motivação, e onde o mundo é simultaneamente dado como representação e como vontade”.
    A filosofia schopenhaueriana contribuiu para uma grande evolução na disseminação do pensamento filosófico irracionalista no século XIX e que se transmitiu ao século XX.

    Foi uma filosofia que abriu os olhos para uma “realidade nua e crua”, inflamada nas profundezas do saber humano.
    Marcas que ficaram no campo da filosofia alemã, depois das contribuições de Schopenhauer, foram o budismo e ao hinduísmo na metafísica.

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  4. só, Luis?!!!
    Hum, eu leio mais ou menos assim: cada um tem em si o que é essencial para ser feliz. Tem de o descobrir, claro🙂, de não o procurar fora de si, de sair do «dentro» para o «fora de nós». Mas o que mais releva – o essencial – cada um tem em si…
    O resto, é trabalho de si. Para fora, e para dentro.
    🙂

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  5. pois é, Maria, e esses também têm dentro de si o que depois nós vemos.
    O meu povo diz que «cada vasilha transpira o que dentro arrecada».
    E, para que note, Schopenhauer é um pessimista :))

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  6. Bom regresso de férias, Rosa🙂

    O texto mais célebre, neste sentido, é «O Mundo como vontade e representação». Mas Schopenhauer escreveu em fases diferentes (é ele, o mesmo de «A quadrupla raíz do princípio da razão suficiente» ou «A arte de insultar» :))

    A afirmação de Schopenhauer, quase simplista, acaba por dizer que cada um tem e m si oessencial. Não diz sobre o que não tem, o que deve procurar, o que esculpirá com o que tem.

    «Apenas» afirma que cada um, tem, «dentro», o essencial para…
    curioso, que ter não significa senão isso (nem quer dizer saber que se tem) e é «para», não garante que se atinja…

    Aliás, é este filósofo que afirma igualmente que “Entre os desejos e as realizações destes transcorre toda a vida humana” e, mais relevante para o tópico da felicidade:
    “A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real..”
    comoe screvi acima, não deixemos de ter em conta que Arthur Schopenhauer é um pessimista, solitario.

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  7. Van Gogh, directriz.
    Percebo que gostais de impressionistas (sorriso)…

    Escolhi-o para fazer companhia a Schopenhauer.
    Van Gogh teve toda a sua vida marcada pelo drama, desamores, depressão, suicídio.
    Schopenhauer afirmava
    que “viver é essencialmente sofrer, e como o viver é o querer, toda a existência é essencialmente dor.”
    A via crucis de cada um.

    Do meu lado, estendi-me em conversa🙂

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  8. mas ficou linda, a conversa!
    nada percebendo, gosto muito.
    ou muito me engano, ou o último pode ter profunda razão…

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  9. Directriz, quiçá ele tem razão, dependendo sempre do momento (a oportunidade?) em que se lhe aplica o atributo de ter razão :))

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