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Aniversário é dia de anos. Anos de Vida; vida contada em Anos. Ah, ainda bem que não é assim tão simples… Nem a Vida se esgota nas contas nem as contas dizem realmente da Vida. Vale a plenitude de viver e a certeza de que chegamos sempre des-preparados a cada dia. E é bom que nos deixemos surpreender pelos acasos, as coincidências, os desafios e as flores. Hoje é dia de «leve toque narcísico», portanto.
Alfacinha de gema, da cidade milenar, lendariamente fundada por Ulisses, colónia fenícia Alis Ubbo, “enseada amena”, depois Olissipo, Felicitas Julia… nascida no século passado, num 62 dito Ano do Tigre, em mês oitavo, de Augustus, e num dia sempre especial (1+8, noves fora, nada). Já escolhi, em 2007, a fórmula c.e.l.e.b.r.o pelo que, hoje, actualizo e opto por f.e.s.t.e.j.o.
F.aço, ou procuro fazer, de cada troço do caminho uma oportunidade de encontro e de desenvolvimento pois esse é um dos desafios da vida, construir-se e fazer-se enquanto se faz o seu caminho; e, na maior parte das vezes, direi a brincar, como o pensador, «quanto mais trabalho, mais sorte pareço ter».
Estou certa que os amores da minha vida, em especial os meus filhos, me tornam melhor pessoa e redimensionam o meu mundo (especialmente, quando se trata de pensar o sentido das coisas e da vida); pois que o amor e a amizade são indispensáveis à felicidade e ao meu sentido de vida boa.
S.ou de entusiasmos e empenhos, de investir no que faço e pôr o melhor que sei em cada passada. O que leva a que, para contrapôr, faça gala em não deixar tarefas por concluir e tente moderar os impulsos de adesão a projectos. Reconheço que sou de brio e de teimosia, o que às vezes ajuda a coragem a não se desalentar.
T.enho (certo, reconheço ter) uma espécie de mau feitio, impaciência nem sempre contida, nem sempre bom jeito de dizer o que penso – mas também o riso fácil, o gosto por um debate bem argumentado, a conversa que se tece e retece em boa companhia. Ganho dos anos vividos e das experiências de vida, lá se vai abrindo mais espaço a uma tolerância activa, que só se treina no quotidiano.
E.ncaro os dias e as tarefas com alegria e optimismo militante contra o desalento e o pessimismo, a indiferença e o desinteresse (pois que a vida também é como a vejo, as coisas têm o valor que lhes dou…). E prefiro correr riscos a passar adiante ou a lavar as mãos, até porque não tenho jeito para deixar que decidam por mim. Julgo que importa a vontade e o esforço, pois as pessoas – incluindo eu – teêm a capacidade de se desenvolverem, se superarem, serem rezilientes, irem além.
J.unto aqui, inegavelmente, a satisfação das pequenas coisas – aprecio passeio a ver o mar e a montanha, café e esplanada, sítios desconhecidos, gente diferente, monumentos, castelos, quadros … Interesso-me por tantas coisas que me é difícil não só elencá-las como nutrir todas convenientemente. E ademais nem a agenda se dilata e expande o bastante…. mas tanto sou avarenta com uns minutos como perdulária com horas, dependendo do que está (ou julgo que esteja) em apreço.
O. ócio e o lazer criativo são gostos acarinhados – ler, ver, ouvir -, especialmente, a leitura, e considero ócio coisas que outros consideram trabalho, o que me parece, hoje, natural. Ainda que tenha sido ao ócio que mais tempo roubei no ano que acabou de passar… E seja a quem mais me tenta prometer-me para diante. Pois que um outro ano começa.
Com o lema, mantido e reiterado, que onde há vontade, não falta caminho (J.R.Tolkien)- por isso, que não falte a vontade.
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