Robin Hood, de Ridley Scott

Tem estado em cartaz a mais recente adaptação ao cinema da história de Robin Hood. Assinado por Ridley Scott e com Russell Crowe, o filme surpreende, pois a história acaba onde as outras começam: no momento em que Robin se torna num fora-da-lei e se refugia na floresta de Sherwood para fazer a guerra ao xerife de Nottingham e ao rei João Sem-Terra, usurpador do trono do bravo rei Ricardo, ausente nas Cruzadas. Afinal, fora este o enredo que todos nos habituáramos a acompanhar, desde a versão de 1938 com Errol Flynn (o Robin de collants verdes) até ao “Príncipe dos Ladrões” (1991, com Kevin Costner), passando pela comédia dirigida por Mel Brooks (1993) e pela série televisiva com Richard Green, sem esquecer a BD e o “arqueiro verde” Ollie Queen.

A equipa de Ridley Scott (“Gladiador” e “Reino dos Céus”) propõe-nos uma revisão da personagem Robin Hood (o nome vem do chapéu com pena, “hood”, e não de “bosque”, “wood”): Robin é um arqueiro que acompanhara o rei Ricardo nas Cruzadas e que, depois da morte deste em 1199, no cerco do castelo de Châlus (no Limousin), regressa a Inglaterra e acaba por vestir a pele do filho de Sir Walter Loxley, Robert, e por ficar com a viúva deste, Lady Marion, tornando-se assim num abastado proprietário de Nottingham. Em pano de fundo, a guerra dos barões do Norte contra o novo rei João Sem-Terra e a rivalidade entre os monarcas de França (Filipe Augusto) e de Inglaterra (sobretudo a disputa pelo ducado da Normandia), bem aproveitada pelos barões para impor a João um documento que este acaba depois por renegar, levando à deserção para Sherwood.

Lido o texto de João Gouveia Monteiro, efectivamente resta-me concordar.

Gostei de ver este Robin Longstride diferente, apresentado «antes» da lenda.  Reencontro com alguns traços de O Gladiador, num herói sincero e não corrompível, numa história que tem alguns bons momentos e ganha por se concluir dando espaço a todas as outras histórias do «fora-da-lei» da floresta de Sherwood.  E se a galeria de Ridley Scott já é notável (Alien, Blade Runner, Gladiator), Russel Crowe também não vai nada mal…

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