Romance histórico

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“Tentar definir o romance histórico leva-nos obrigatoriamente para o campo da História e da ficção, uma vez que o subgénero supõe a existência de referentes extratextuais verificáveis que sustentam parte da rede de significações do texto ficcional. Uma definição de índole narratológica do conceito de romance histórico deve partir da ponderação entre o romance como género e a História como fenómeno capaz de ser textualmente representado (Reis e Lopes, 1994: 369), relacionando-se a especificidade do subgénero também com a propensão narrativa da historiografia.” P. 3

De acordo com Dolezel, e sempre em relação a uma semântica especificamente literária: 1) o romancista goza de uma liberdade superior à do historiador para se mover em mundos possíveis; 2) um mundo possível onde figuras históricas interagem com personagens ficcionais não é um mundo histórico; 3) os mundos ficcionais —constructos literários— e históricos não são habitados por pessoas reais, mas sim pelos seus possíveis correspondentes, que podem ser alterados ao serem transpostos para a ficção; 4) os mundos ficcional e histórico são incompletos e os «vazios» uma característica da sua macroestrutura, enquanto as escolhas e modificações do romancista são determinadas por factores estéticos e semânticos.” p. 17

 

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