Google, bruxas e livros

Screenshot_1É um gosto que o Google tenha escolhido para hoje uma bruxa a ler… pergunta-chave: qual será mesmo a obra??

a ajuizar pelo tom esverdeado, votaria em….

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Habermas entre nós

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Habermas: partidos europeus optam pelo oportunismo perante um desafio histórico (Notícia do Público)

28/10/2013 – 16:21

O filósofo e sociólogo alemão falou na Gulbenkian sobre a crise europeia e a necessidade de criar instituições democráticas transnacionais.

A superação da crise europeia implica uma mudança de políticas que só pode ser atingida se o debate no espaço público deixar de ligar a questão de quem dá o quê a quem da questão da identidade dentro da União Europeia. Mas os partidos políticos em cada Estado-membro preferem evitar falar naquilo que os cidadãos europeus devem uns aos outros e estão a escolher o oportunismo perante um desafio de dimensões históricas.

O filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, um dos maiores pensadores do nosso tempo, encerrou com estas palavras a sua conferência sobre a democracia na Europa, esta segunda-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Houve casa cheia para ouvir as palavras do autor de A Transformação Estrutural da Esfera Pública, que em 2010 falhou a presença em Portugal por razões de saúde (o médico proibiu-o de ler e de escrever, disse o constitucionalista Gomes Canotilho). Desta vez, aceitou fazer a viagem até Lisboa por se tratar de uma conferência sobre educação. Tratou-se do regresso à Fundação Gulbenkian dos encontros internacionais sobre a questão da educação e o tema eram os livros e a leitura na era digital.

Habermas, 84 anos, atravessou o palco devagar até chegar ao púlpito, no canto esquerdo, e a sala seguiu em silêncio quase reverencial  a viagem, curta e lenta. Agradeceu o convite e os elogios com que foi apresentado (Artur Santos Silva, presidente da Fundação, descrevera-o como “um europeu como já não há”) e começou por se desculpar por não ter com a era digital a mesma familiaridade que tinha com o universo mediático dos anos 1960, quando escreveu A Transformação Estrutural da Esfera Pública.

Soma de espaços públicos
O tema do pensador da teoria crítica, uma das principais figuras da Escola de Frankfurt, que procurou actualizar o pensamento marxista, era a democracia na Europa hoje. O que tinha para comunicar ao público de Lisboa era uma reflexão sobre a crise das democracias nacionais provocada pela globalização e pela desregulação dos mercados e a necessidade de introduzir processos de legitimação democrática a nível supranacional.

Ou seja, sobre a forma como as decisões dos governos dos estados-nação são cada vez mais insignificantes face ao peso das organizações internacionais. “Os estados-nação tiveram que entregar o controlo dos mercados e já não puderam desempenhar o papel independente que lhes cabe. Numa sociedade mundial altamente interdependente, mesmo as superpotências estão a perder a sua autonomia funcional em importantes domínios. Por enquanto, o preço a pagar pela governação para lá dos estados é a crescente insignificância dos processos de legitimação no interior do estado-nação”, afirma Habermas. E resumiu o problema a uma pergunta: “É possível alargar as fronteiras da legitimação democrática para lá das fronteiras do estado-nação?” A resposta era afirmativa: “A transnacionalização da democracia oferece uma saída a este dilema”, disse.

Para isso acontecer, explicou o autor de Teoria da Acção Comunicacional, é necessário que surjam novos tipos de comunidades transnacionais e “a União Europeia é suposta ser a primeira desse tipo de instituições”, afirmou. No entanto, prosseguiu, a crise da zona euro é a prova de como é difícil o caminho até se chegar a um “sistema democrático supranacional ambicioso e com vários níveis”. Ultrapassar o actual estado de coisas implicava, defendeu, uma mudança no espaço público europeu, um espaço que é mais uma soma de espaços públicos nacionais do que um fórum de discussão de questões genuinamente europeias e comuns a todos os estados-membros.

“O caminho que esta crise tomou mostrou-nos que é necessário mudar de política. A União Monetária da Europa implica um enquadramento partilhado de políticas fiscais, económicas e sociais. Apenas isto lhe permitirá libertar-se das garras dos mercados financeiros e responsabilizar os investidores e não os contribuintes”, começou por argumentar Habermas. No entanto, para seguir este caminho, os países têm que se afastar dos egoísmos nacionais e adoptar uma perspectiva europeia comum.

“O aprofundamento de uma cooperação institucionalizada exige uma transferência adicional de soberania e a consequente revisão dos tratados; as elites políticas precisariam de encontrar coragem para levantar, nas suas arenas políticas nacionais, a controvérsia inevitavelmente polarizadora sobre as estratégias alternativas, nenhuma das quais pode ser seguida sem custos”, prosseguiu.

Por outras palavras, é preciso sair do discurso confortável dos egoísmos nacionais, como aquele em que os europeus do norte condenam os do sul e vice-versa. Isso implica que o sectores sociais afectados pela crise passem a olhar para os outros como parte de uma mesma comunidade, independentemente das fronteiras.
“Até aqui, a direita populista tem resistido a um aprofundamento da União baseando-se na leitura dominante que esconde os conflitos de interesse entre vencedores e vencidos da crise por detrás do antagonismo entre os autodenominados países doadores e países devedores”, defendeu. Portanto, “é preciso que os media nas arenas nacionais quebrem a ligação entre as questões da distribuição (quem recebe o quê?) e a questão da identidade (quem somos nós?)”.

Se estas controvérsias não forem lançadas nos espaços públicos nacionais, “a Europa provavelmente será cada vez mais sugada para um tipo de tecnocracia no qual se ‘consolidam’ os estados-membros a nível individual e estes são moldados de acordo com o formato das ‘democracias conformadas ao mercado’”.
Mas os partidos políticos evitam a questão da solidariedade europeia, daquilo que os europeus devem uns aos outros. “Vejo isto como um sinal de timidez política, quando não de puro oportunismo, perante um desafio de dimensões históricas”, concluiu o filósofo.

………….

Asseguro que é muito interessante ler os artigos das coisas em que estivemos presentes. Dá para ter uma ideia do que é escolhido, valorizado, e se apresenta como síntese.

“estamos perante um síndroma da post-democracia” – “no mundo ocidental há uma apatia e um distanciamento em relação aos políticos” –  “o declínio da participação eleitoral e partidária e noutras formas de intervenção política a par do aumento da pressão de minorias activas e grupos de protesto” – “abstenção como negligência”
“no caso da pós-democracia, a percepção é que os governos não só perderam a vontade como também a força para intervir de modo a alterar o estado dos mais desfavorecidos” – “os Estados cederam o controlo dos mercados e estão incapazes de desempenhar um papel que era suposto ser independente num cenário de Estado-providência” (a propósito da política neoliberal de desregulação económica) – “governação tornou-se um eufemismo” -“há uma nova geração de desempregados e os estados deviam romper com a ideia obsoleta de que gozam de soberania e tomam decisões políticas ao nível fiscal, social e económico sem ter em conta os efeitos colaterais noutros países”
“os desequilíbrios estruturais entre as economias nacionais da zona euro vão obrigar os Estados-membros da União Monetária Europeia a tomar novas medidas em direção à integração política” -“não estamos a perder a democracia mas a ganhar um sentido transnacional ou supra-nacional” -“enfrentar a crise sem negligenciar a democracia”.

Handbook

Section I: Patient Safety and Quality
1. Defining Patient Safety and Quality Care
Pamela H. Mitchell, Ph.D., R.N., F.A.A.N.
2. Nurses at the “Sharp End” (what is an error – IOM 99 and Reason) (Forthcoming)
Ronda G. Hughes, Ph.D., M.H.S., R.N.
3. An Overview of To Err is Human – Reemphasizing the Message of Patient Safety
Molla Sloane Donaldson, Dr.P.H., M.S.
4. The Quality Chasm Series: Implications for Nursing
Mary K. Wakefield, Ph.D., R.N.
5. Understanding Adverse Events: A Human Factors Framework
Kerm Henriksen, Ph.D., Elizabeth Dayton, Margaret A. Keyes, M.A., Pascale Carayon,
Ph.D., and Ronda G. Hughes, Ph.D., M.H.S., R.N.
6. Clinical Reasoning, Decisionmaking, and Action: Thinking Critically and Clinically
Patricia E. Benner, Ph.D., R.N., F.A.A.N., Molly Sutphen, Ph.D., and Ronda G. Hughes, Ph.D., M.H.S., R.N.
Section II: Evidence-Based Practice
7. The Evidence for Evidence-Based Practice Implementation -Marita G. Titler, Ph.D., R.N., F.A.A.N.
8. Health Services Research: Scope and Significance -Donald M. Steinwachs, Ph.D., and Ronda G. Hughes, Ph.D., M.H.S., R.N.
9. Synergistic Opportunities for Enhanced Patient Safety: An Example of Connecting the Quality Improvement and Disaster Preparedness Dots (Forthcoming) -Lucy Savitz, Ph.D., M.B.A., and Sally Phillips, Ph.D., R.N.
Section III: Patient-Centered Care
10. Fall and Injury Prevention -Leanne Currie, Ph.D., R.N.
11. Reducing Functional Decline in Hospitalized Elderly -Ruth M. Kleinpell, Ph.D., R.N., F.A.A.N., Kathy Fletcher, R.N., G.N.P., A.P.R.N.-B.C.,F.A.A.N., and Bonnie M. Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
12. Pressure Ulcers: A Patient Safety Issue – Courtney H. Lyder, N.D., G.N.P., F.A.A.N., and Elizabeth A. Ayello, Ph.D., R.N.,A.P.R.N., B.C., C.W.O.C.N., F.A.P.W.C.A., F.A.A.N.
13. Patient Safety and Quality in Home Health Care -Carol Hall Ellenbecker, Ph.D., R.N., Linda Samia, R.N., Margaret J. Cushman, R.N.,F.H.H.C., F.A.A.N., and Kristine Alster, Ed.D., R.N.
14. Supporting Family Caregivers in Providing Care -Susan C. Reinhard, Ph.D., R.N., F.A.A.N., Barbara Given, Ph.D., R.N., F.A.A.N., Nirvana Huhtula, and Ann Bemis
15. Pediatric Safety and Quality –Susan Lacey, Ph.D., R.N., Janis B. Smith,R.N., M.S.N., and Karen Cox, Ph.D., R.N.
16. Prevention – Safety and Quality -Carol Loveland-Cherry, Ph.D., R.N., F.A.A.N.
17. Improving the Quality of Care Through Pain Assessment and Management -Nancy Wells, Ph.D., Margo McCaffery, R.N., F. A.A.N., and Chris Paseo, R.N., F.A.A.N.
18. Medication Management of the Community-Dwelling Older Adult – Karen Dorman Marek, Ph.D., M.B.A., R.N., F.A.A.N., and Lisa Antle, A.P.R.N., B.C.,A.P.N.P.
Section IV – Working Conditions and the Work Environment for Nurses
19. Care Models -Bonnie M. Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
20. Leadership -Bonnie M. Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N., Joanne Disch, Ph.D., R.N., F.A.A.N., and Laura Senn, M.S., R.N.

21. Creating a Safe and High-Quality Health Care Environment – Patricia W. Stone, Ph.D., R.N., Ronda G. Hughes, Ph.D., M.H.S., R.N., andMaureen Dailey, R.N., M.S.

22. What Does the IOM’s Keeping Patients Safe Report Mean to Practice? -Ann Page, R.N., M.P.H.
23. Patient Acuity -Bonnie Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
24. Restructuring and Mergers -Bonnie M. Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
25. Nurse Staffing and Patient Care Quality and Safety -Sean P. Clarke, Ph.D., R.N., C.R.N.P., F.A.A.N., and Nancy E. Donaldson, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
26. Work Stress and Burnout Among Nurses: Role of the Work Environment and Working Conditions -Bonnie M. Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
27. Temporary, Agency, and Other Contingent Workers – Ann Page, R.N., M.P.H.
28. The Impact of Facility Design on Patient Safety (Draft—Do Not Reproduce) -John G. Reiling, M.H.A., M.B.A., Mike R. Murphy, R.N., B.S.N., M.B.A., and Ronda G. Hughes, Ph.D., M.H.S., R.N.
29. Turbulence -Bonnie Jennings, D.N.Sc., R.N., F.A.A.N.
30. Nursing Workload and Patient Safety—A Human Factors Engineering Perspective -Pascal Carayon, Ph.D., and Ayse P. Gurses, Ph.D.
31. Organizational Workflow and Its Impact on Work Quality – Carol Cain, Ph.D., and Saira Haque, M.S.
Section V: Critical Opportunities for Patient Safety and Quality Improvement

Section VI: Tools for Quality Improvement and Patient Safety: