Fiódor Dostoiévski

Retrato de Fiódor Dostoiévski (1872), por Vassilij Grigorovič Perov

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, escritor russo, considerado um dos maiores romancistas da literatura russa. Nasceu a 11 de novembro de 1821 em Moscovo e morreu a 9 de fevereiro de 1881, em S. Petersburgo. Órfão de mãe cedo na infância, terá visto o pai,  que era médico, ser assassinado pelos próprios servos. Estudou Engenharia, com inclinações para a literatura, inicialmente influenciado por Schiller, depois por Balzac (quando já engenheiro, abandonou a profissão e o exército para se dedicar à literatura). O diário de um escritor tornou-o célebre aos vinte e quatro anos. Seguiram-se O Duplo e Noites Brancas; viveu uma inclinação para os socialistas utópicos, foi acusado de conspirar contra o czar, preso e condenado a ser fuzilado, com pena comutada (já no poste de execução) para prisão com trabalhos forçados e exílio na Sibéria. Na altura, em 1849, estava a escrever Niétotchka Niezvânova, finalizando a obra apenas em 1866. Foi libertado em 1854 e condenado a serviço no Sétimo Batalhão, no Cazaquistão. Casou com Maria Dmitriévna Issáieva, em 1857, e regressou à Rússia; escreveu Humilhados e Ofendidos (1861), viajou pela Europa (entre 1862 e 63) e contraíu dívidas de jogo. As mortes da mulher e do irmão, as dívidas do irmão e o seu próprio vício de jogo (curioso que nunca jogou na Rússia)  levam-no a uns anos de de viagens pela Europa. Memórias da Casa dos Mortos é da época do pós-exílio, 1862. Em 1865, começou Crime e Castigo, contratando Anna Grigórievna Snítkina como estenógrafa e com quem casaria em 1867. Escreveu a seguir O Idiota (1868) e Os demónios (1871), ambos ligados a notícias e eventos ocorridos e, por causa deste último, tem um desentendimento público com Turgueniev. Concluíu O Eterno Marido (1870) e em 1878 daria início ao seu último romance, Os Irmãos Karamanzov que concluiu em novembro de 1880. Morreu a 9 de Fevereiro de 1881, de uma hemorragia pulmonar associada com enfisema e ataque epiléptico.

Dostoievski – com Crime e Castigo em 1866, e Memórias do subsolo, 1864 – tornou-se um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos fundadores do existencialismo.

“Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos seus amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em grande segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até de si próprio; e, em cada homem honesto, acumula-se um número bastante considerável de coisas do género. E acontece até o seguinte: quanto mais honesto é o homem, mais coisas assim ele possui. Pelo menos, eu mesmo só recentemente me decidi a lembrar das minhas aventuras passadas e, até hoje, sempre as contornei com alguma inquietação. Mas agora, que não lembro apenas, mas até mesmo resolvi anotar, agora quero justamente verificar: é possível ser absolutamente franco, pelo menos consigo mesmo, e não temer a verdade integral? Observarei a propósito: Heine afirma que uma autobiografia exata é quase impossível, e que uma pessoa falando de si mesma certamente há de mentir” (Dostoiévski).

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