decisões de fim de vida: eutanásia na Europa

Na Europa, alguns países pensam e legislam diferente. Com o referendo da eutanásia para menores (escuso-me a escrever crianças)  volta a estar em debate a relação entre eutanásia, suicídio assistido e cuidados paliativos.

Child euthanasia law expected this week in Belgium

Belgium’s Parliament is expected to pass a controversial law permitting the voluntary euthanasia of children as early as next Thursday. The bill will allow minors to ask for a lethal injection if they are terminally ill, if they are in great pain and if there is no effective treatment. Their request has to be approved by the medical team and their parents. Supporters claim that there will only be about 10 to 15 cases a year. The vote comes much earlier than previously expected. After the Senate passed the bill, the media predicted that a vote would take place in May.  The proposed law has generated much discussion. On January 30, the Parliamentary Assembly of the Council of Europe passed a resolution condemning its passage through the Belgian Senate.” (BioEdge).

O assunto discutia-se na Bélgica, em dezembro de  2013, quando lá estive.

“In December 2013, the Belgian Senate voted in favour of extending its euthanasia law to terminally-ill children. Conditions imposed on children seeking euthanasia are “the patient must be conscious of their decision and understand the meaning of euthanasia”, “the request must have been approved by the child’s parents and medical team”, “their illness must be terminal”, “they must be in great pain, with no available treatment to alleviate their distress”. A psychologist must also determine the patients maturity to make the decision. The amendment emphasizes that the patient’s request be voluntary”

More than 50 members of the Council of Europe Parliamentary Assembly have signed a Written Declaration opposing proposals to extend Belgium’s euthanansia laws to children. (a 4 de fevereiro).

Recorde-se que a  Bélgica legalizou a eutanásia (não o suicídio assistido) em Setembro de 2002, para pessoas, não necessariamente doentes terminais, que estejam em “constant and unbearable physical or mental suffering that cannot be alleviated.” O que é francamente diferente dos outros países europeus, é a inclusão da eutanásia na abordagem dos cuidados paliativos.

“The incorporation of euthanasia into a continuum of care that no longer distinguishes between palliation and deliberately causing death is inconsistent with internationally accepted concepts. Almost 90% of 2,200 palliative caregivers polled in Europe in 1999 rejected euthanasia.23 Neither euthanasia nor assisted suicide is included in the World Health Organization’s definition of palliative care, which explicitly excludes hastening death: Palliative care is an approach that improves the quality of life of patients and their families facing the problem associated with life-threatening illness, through the prevention and relief of suffering by means of early identification and impeccable assessment and treatment of pain and other problems, physical, psychosocial and spiritual. Palliative care . . . intends neither to hasten nor postpone death.” 24 ” (fonte) (o negrito é nosso)

Nisto, belgas e holandeses são mesmo vizinhos – Palliative Care and Euthanasia: Belgian and Dutch Perspectives. Embora a legalização na Holanda, em 2002, depois de mais de vinte anos de despenalização, tivesse incluído suicídio assistido por médico (The new regulation of voluntary euthanasia and medically assisted suicide in the Netherlands).

O estudo de 2010 sobre os casos de eutanásia na Bélgica (Legal euthanasia in Belgium: characteristics of all reported euthanasia cases) – um total de 1917 (entre setembro de 2002 e 31 dezembro de 2007) registados,  sendo que aumentou ao longo dos cinco anos (de 0,23% de todas as mortes em 2002, para 0,49% de todas as mortes em 2007). Uma minoria (6,6%) não era doente terminal. “(…)  those who died from euthanasia (compared with other deaths) were more often younger, male, cancer patients and more often died in their homes. In almost all cases, unbearable physical suffering were reported.”

Já na Holanda, o estudo dos dez anos apontou para uma subida aos 13% das mortes.  Registados 3.251 casos, dos quais 78% de doentes oncológicos (42 registos de demência e 13 com doença psiquiátrica) – “Using figures for 2012 and based on per capita rates, the Netherlands kills twice as many people by euthanasia as Belgium”.

Atualmente, a Bélgica, Holanda, Luxemburgo (desde 2008) e um cantão suiço são os espaços da UE onde a eutanásia está legalizada. Tanto a Bélgica como a Holanda consideram a eutanásia quando incluída nas directivas antecipadas da vontade (testamento vital). A Albânia legalizou em 1999, com história anterior de “eutanásia passiva” desde os anos 70.

Quadro comparativos dos países em relação à eutanásia

 

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