Textos da Conferência CNECV 2014

bioeticaDisponibilizada, em livro, a documentação da Conferência do CNECV, “Bioética nos Países de Língua Oficial Portuguesa. Justiça e solidariedade“, ocorrida em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, dias 5 e 6 de maio 2014.

“Este Encontro teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa e contou com um painel de especialistas de renome dos Países de Língua Portuguesa, assumindo-se como uma ocasião privilegiada para a troca de experiências e o diálogo com a sociedade civil. ” (site CNECV)

 

 

“baterias”

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O sentido de “carregar baterias” é tão óbvio que nem precisaria de explicação – parece ter a finalidade de criar as condições para aumentar os níveis de energia pessoal, destinado a viver melhor e a produzir mais, nos tempos que se seguem.  Pode ser essa uma das vantagens das férias, claro que sim. Além de atravessar uma espécie de silly season, que em Portugal é um bocado às avessas do sentido original …

Tenho para mim que ainda que apreciar o mundo sem mais nenhuma razão é motivo suficiente para estar 🙂

 

# 1010 Pensamento do dia

2014-07-21 13.22.58

In acting and speaking, men show who they are, reveal the unique personal identities and thus make their appearance in the human world, while their physical identities appear without any activity of their own in the unique shape of the body and sound of the voice”

Hannah Arendt

The Human Condition (1958). Chicago, 1998, p. 179

Pensamento do dia

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“A memória é o género que se atreve a dizer o seu próprio nome. A biografia diz-nos “És o que foste”. O romance diz-nos “És o que imaginas”. A confissão diz-nos “És o que fizeste”. Mas biografia, confissão ou romance requerem memória, pois a memória, diz Shakespeare, é a guardiã da mente. Uma guardiã, diria eu, que se radica no presente para olhar com uma face o passado e com a outra o futuro. ”

Carlos Fuentes

(2003) Gabo: Memórias das memórias. Lisboa: Publicações D. Quixote.

DAV’s [Diretivas Antecipadas de Vontade] – o RENTEV

Em dois meses foram registados 245 testamentos vitais – é o cabeçalho da notícia do Jornal Público de hoje.

“Com 148 registos, a região da área da influência da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo foi até agora aquela que somou mais adesões no Registo Nacional do Testamento Vital (Rentev), a plataforma informática que arrancou no dia 1 de Julho. A ARS do Norte, por seu turno, somou 52 registos, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. Seguem-se a ARS do Centro com 20 registos e as ARS do Alentejo e do Algarve com 14 e 11 registos, respectivamente.”

Na altura em que o Rentev (Registo Nacional do Testamento Vital) entrou em funcionamento, o Ministério da Saúde admitia que entre 20 a 30 mil pessoas aderissem no prazo de um ano. Claro que só faz DAV quem quer, não é algo que tenha de ser realizado.

“Através do testamento vital, um cidadão pode manifestar antecipadamente a sua vontade “consciente, livre e esclarecida” no que concerne aos cuidados de saúde que deseja ou não receber no caso de se encontrar numa situação em que fica incapaz de expressar a sua vontade de forma autónoma. Poderá ser o que acontece num quadro de inconsciência por doença neurológica ou psiquiátrica irreversível, “complicada por intercorrência respiratória, renal ou cardíaca”. O diagnóstico de uma doença incurável ou em fase terminal ou a inexistência de expectativas de recuperação na avaliação clínica são outros dos quadros capazes de fazer accionar a também chamada “directiva antecipada de vontade” do doente. Entre os cuidados que podem ser recusados incluem-se a reanimação cardiorrespiratória, o suporte artificial de funções vitais por meios invasivos, a alimentação e hidratação artificiais que retardem o processo natural da morte e a administração de sangue ou derivados.”

Faço notar que o formulário disponível  nos sites das ARS, no Portal do Utente e no Portal da Saúde   –  permite deixar nomeado um  “procurador de cuidados de saúde”, ou seja, pode indicar uma pessoa da sua confiança que será chamada a decidir em seu nome.