Dia Europeu dos Antibióticos

antibiotic resistance

Assinala-se hoje o Dia Europeu do Antibiótico, numa iniciativa do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que visa sensibilizar profissionais de saúde e o público geral para a ameaça que a resistência aos antibióticos representa para a saúde, promovendo o uso racional de antibióticos a fim de manter a sua eficácia.

Narra-se que foi acidentalmente que Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico – em 1928, antes de ir de férias, esqueceu-se de colocar, como habitualmente, as suas placas de cultura no frigorífico. Quando regressou ao  laboratório verificou que numa das placas havia um halo transparente à volta de um pouco de “bolor”, apercebendo-se que o fungo estava a produzir uma substância bactericida. Sabemos hoje que os antibióticos têm a capacidade de impedir a multiplicação de bactérias ou de as destruir, sem ter efeitos tóxicos para o ser humano ou animal; são prescritos para o tratamento de doenças causadas por bactérias.

A Organização Mundial de Saúde  definiu o uso adequado dos antibióticos como “o uso custo-eficaz que maximiza o efeito clínico terapêutico enquanto minimiza os feitos laterais e o desenvolvimento de resistências antimicrobianas”.

Note-se a publicação da OMS:Antibiotic resistance: synthesis of recommendations by expert policy groups.Alliance for the Prudent Use of Antibiotics

Todavia, a “resistência aos antimicrobianos é, actualmente, uma das maiores ameaças à Saúde Pública. As infecções devidas a microrganismos, especialmente bactérias resistentes a antimicrobianos, constituem um grave problema nos serviços prestadores de cuidados de saúde, quer em regime de internamento, quer de ambulatório. É verdade que os antibióticos revolucionaram, a partir da década de 40, o tratamento dos doentes com infecções bacterianas, contribuindo, significativamente, para a redução da morbi-mortalidade. Contudo, o seu uso maciço e frequentemente inadequado promoveu a emergência e selecção de bactérias resistentes e multirresistentes. Estudos epidemiológicos demonstram uma associação, consistente e estatisticamente relevante, entre o nível de consumo de classes específicas de antibióticos e a resistência a essas mesmas classes. Por essa razão, as estratégias com impacto mais significativo para a contenção da resistência aos antimicrobianos são as que têm por base o uso racional dos antibióticos e a prevenção e controlo de infecções.”

Além do Programa Nacional DE PREVENÇÃO DAS RESISTÊNCIAS AOS ANTIMICROBIANOS (de 2009, cuja introdução citámos), assinale-se a Norma de Vigilância Epidemiológica das Resistências aos Antimicrobianos.

A OMS aprovou, em maio de 2015, um plano de ação para lutar de forma «firme e transversal» contra a resistência antimicrobiana, incluindo a resistência a antibióticos.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s