os sinais para o 25 de abril

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Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!

Salgueiro Maia aos seus colegas de armas da Escola Prática de Cavalaria, na madrugada de 25 de Abril de 1974

João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa:

«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus …”

Este era o sinal para as tropas se prepararem e estarem a postos. O tema não tinha conteúdo político e sendo uma música em voga na altura, não levantaria suspeitas, podendo a revolução ser cancelada se os líderes do MFA concluíssem que não havia condições efectivas para a sua realização.

O efectivo sinal de saída dos quartéis foi a emissão, pela Rádio Renascença, de “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso. A radiodifusão, na emissora católica, de uma música claramente política de um autor proscrito deu aos  revoltosos a certeza que a revolução era mesmo para arrancar.

 

Assinalar 42 anos é relevante. E importa interrogar a vida destes anos e lembrar o passado, pois as memórias recortam a identidade e permitem valorar, preservar, o que se toma por certo.

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