“José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno” na FCG

 

Autor profícuo, diversificado, Almada Negreiros  (1893-1970) desdobrou-se por diversos ofícios. Toda a arte, nas suas várias formas, seria, para Almada, uma parte do «espetáculo» que o artista teria por missão apresentar perante o público, fazendo de cada obra, gesto ou atitude um meio de dar a ver uma ideia total de modernidade. Um profundo sentido do «VER» e do »Representar» emergem na sua obra, muito visível nesta exposição.

Gostei de ver os estudos inéditos e de obras conhecidas, a pintura e o desenho, o cinema e a narrativa gráfica. Em alguns momentos, percebemos a familiaridade com a obra, que  encontramos por Lisboa, em fachadas, paineis e edifícios, e aqui nos surge numa perspetiva mais global. Agregada. Estão lá os famosos retratos de Fernando Pessoa e o Manifesto Anti-Dantas, naturalmente, mas o que mais surpreende é a diversidade e a riqueza da sua produção ao longo de seis décadas. Do cartaz do filme A Canção de Lisboa aos painéis das gares de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos, do mapa mundi ao Arlequim,  mais de quatrocentos trabalhos distribuídos por dois pisos organizados em oito núcleos temáticos. Pintura, desenho, cerâmica, vitrais, painéis, cinema, novelas gráficas, teatro e até dança.

«Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século».

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