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Adeus ao Ano do Porco da terra, alas ao Ano do Rato de metal

Buda convidou todos os animais para uma festa, para festejar o ano novo chinês. Só 12 animais apareceram para a celebração. Como reconhecimento, a cada animal foi atribuído um signo do zodíaco e um ano inteiro.

Assim, como o Rato foi o primeiro a chegar, é o primeiro signo do Horóscopo Chinês. Depois chegou o Boi (também chamado Búfalo), depois o Tigre, o Coelho, o Dragão, a Serpente, o Cavalo, a Cabra, o Macaco, o Galo, o Cão e, finalmente, o Porco.

Para além dos signos chineses, cada ano tem também a influência de um dos cinco Elementos que os Chineses consideram: Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira. Assim, os ciclos são de 12 anos e cada elemento de um animal demora 60 anos a repetir-se.

2020 será o ano do Rato de metal, de 25 de janeiro de 2020 até 11 de fevereiro de 2021.

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Nascido do dia: Auguste Comte

Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, conhecido como Auguste Comte, nasceu a 19 de janeiro de 1798, em Montpellier, e faleceu em Paris, a 5 de setembro de 1857. Filósofo francês, formulou a doutrina do Positivismo.

Auguste Comte nasceu no rescaldo da Revolução Francesa, no seio de uma família católica e monárquica. É admitido na Ecole Polytechnique em 1814, mas é expulso em 1816,durante a reestruturação monárquica da Escola. A sua juventude é atribulada e rebelde, até que repudia o catolicismo.De 1817 a 1823, torna-se secretário de Saint-Simon(1760-1825), cujo pensamento o influencia decisivamente. A vida de Comte foi marcada por dificuldades económicas. Nunca teve um emprego na universidade e sobreviveu do que ganhava em conferências, como examinador de escolas e, ainda,dos donativos de admiradores como John Stuart Mill (1806-1873)e outros. Em 1830,funda a Association Polytechnique destinada à educação das classes trabalhadoras, e, em 1848, fundou a Société Positiviste vocacionada para o “Culto da Humanidade”. Os últimos anos da sua vida foram dedicados ao desenvolvimento de uma religião sem Deus, mas com rituais semelhantes aos do catolicismo que ele tinha repudiado na juventude. Comte morreu na pobreza, abandonado por amigos e discípulos de cuja boa vontade frequentemente abusou.Os escritos de Comte abrangem uma vasta gama de assuntos: matemática, filosofia da ciência, religião, moral, sociologia e economia política. Aquilo que os unifica é o problema do conhecimento, isto é, a sua natureza, estrutura, e o método da sua aquisição. O Positivismo, o nome que Comte deu à sua filosofia é acima de tudo uma doutrina metodológica e epistemológica. (continuar a ler)

Tendo planeado um Curso de Filosofia Positiva, com 72 lições e

em 4 de abril de 1826, Comte deu a primeira conferência, na sua própria residência. Embora restrito, o auditório era composto por eminentes estudiosos: “nas primeiras fileiras do auditório sentavam-se Broussais, Blainville, Poinsot, J. Fourier, Alexandre de Humboldt” (Lonchampt, 1959, p. 42). Comte deu apenas três aulas e foi obrigado a interromper o curso devido a uma grave crise mental. (continuar a ler)

Foi internado na clínica de doenças mentais do discípulo do Dr. Pinel, Dr. Esquirol, que diagnostica o seu mal como “mania”. Esquirol submeteu-o a um tratamento de banhos frios e sangrias. Contudo, a agitação de Comte era muito grande e a terapia não fez qualquer efeito. Permaneceu internado vários meses, tendo saído a 2 de dezembro de 1826, por decisão da mãe. Em 1827, Comte caiu em melancolia profunda, tendo tentado o suicídio em abril de 1827. Recuperou devagar e em janeiro de 1829, reabriu o curso de Filosofia Positiva.

Durante o período de 1830-1842, quando escreveu o Curso de Filosofia Positiva, em seis volumes, continuou a viver em dificuldades e à margem do mundo académico. As tentativas de ser nomeado para uma cadeira na Escola Politécnica ou para um lugar na Academia das Ciências ou, ainda, na Faculdade de França, foram em vão. Somente em 1832, por intermédio de Navier, professor de Cálculo na Escola Politécnica, foi nomeado repetidor de Análise e de Mecânica Racional na referida Escola e, quatro anos mais tarde, em 1836, foi indicado como examinador para admissão na mesma instituição. Esses fatos acarretaram uma melhora financeira em sua vida, o que lhe permitiu, mesmo vivendo modestamente, dedicar menos tempo ao ensino particular e mais à elaboração de sua obra. Todavia, a sua atitude na Escola Politécnica acabaria por levar à sua exclusão do cargo de examinador para admissão, em 1844.

Numa nova fase de pensamento, começou a pugnar pela religião positiva – passou a assinar suas circulares como “fundador da religião universal e sumo sacerdote da humanidade”. E, como qualquer outra, a Religião da Humanidade teve a sua liturgia, com os sacramentos positivistas, expostos de forma ordenada, em 1852, em sua obra doutrinária: Catecismo Positivista ou Exposição Sumária da Religião Universal.

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If – in memoriam Rudyard Kipling

(Photo by Evening Standard/Getty Images)

18 de janeiro de 1936 assinala a morte de Rudyard Kipling, escritor britânico, nascido em Bombaim a 30 de dezembro de 1865. Iniciou a carreira literária em 1886 com a publicação do volume de poemas Departmental Ditties, afirmando-se rapidamente se como um dos escritores mais populares do Reino Unido, quer na poesia quer na prosa, por muitos considerado o sucessor literário de Charles Dickens. Em 1894 lançou O Livro da Selva, que viria a consolidar-se como clássico juvenil. O Segundo Livro da Selva foi publicado no ano seguinte e Kim, considerada a sua obra mais conseguida, saiu em 1901. Em 1907 tornou-se o primeiro autor de língua inglesa a receber o Prémio Nobel da Literatura e é, até hoje, o mais jovem escritor a quem foi atribuída a distinção (tinha 41 anos). (fonte aqui)

If you can keep your head when all about you
    Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
    But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
    Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
    And yet don’t look too good, nor talk too wise:
If you can dream—and not make dreams your master;
    If you can think—and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
    And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
    Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
    And stoop and build ’em up with worn-out tools:
If you can make one heap of all your winnings
    And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
    And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
    To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
    Except the Will which says to them: ‘Hold on!’
If you can talk with crowds and keep your virtue,
    Or walk with Kings—nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you,
    If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
    With sixty seconds’ worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that’s in it,
    And—which is more—you’ll be a Man, my son!